07 outubro 2011

Jornalismo e Ciência em debate na Unisinos

(clique para ampliar)
O professor Ronaldo Henn, integrante do GPJor, é um dos responsáveis pela II Oficina de Jornalismo Científico que será realizada dia 18 de outubro, às 20h, no Auditório 5D 005, na Unisinos. Durante a atividade Henn irá tratar a ciência como acontecimento para o jornalismo. Participam também da oficina as professoras  Maíra Baumgarten, secretária Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC / Rio Grande do Sul, e Rosana Zucolo, doutoranda pelo PPGCC / Unisinos. O debate se dará em torno do binômio Jornalismo e Ciência.
A atividade integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece entre 17 e 23 de outubro sob coordenação geral do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O tema principal é “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de risco”. Além de promover inúmeras atividades de divulgação científica em todo o país, serão estimulados na SNCT 2011 a difusão dos conhecimentos e o debate sobre as estratégias e maneiras de se enfrentar o desafio planetário das mudanças climáticas e de prevenir riscos decorrentes de desastres naturais e de situações criadas pela ação humana.
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(Angela Zamin)

28 setembro 2011

Acontecimento jornalístico

Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Maria, em 1998, trabalhei com jornalismo impresso e assessoria de imprensa em instituições públicas. Há 10 anos sou jornalista da Emater/RS-Ascar onde já ocupei o cargo de gerente de Comunicação, atualmente estou como coordenadora do Núcleo de Rádio e TV da instituição. Sou especialista em Comunicação Midiática, pela UFSM. Minha pesquisa no mestrado investiga as reconfigurações da construção do acontecimento jornalístico, a partir do avanço da utilização de mídias sociais pelos sujeitos, tensionando o processo linear de produção da notícia (emissor – mensagem – receptor). Para isso, pesquiso a construção do Acontecimento Jornalístico Geisy Arruda – Uniban, a partir dos vídeos postados no YouTube pelos próprios estudantes da universidade, gravados em dispositivos móveis no dia 22 de outubro de 2009, até o lançamento da biografia da Geisy, em 17 de novembro de 2010.
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(Alciane Nolibos Baccin)

27 setembro 2011

Entrevista com Alexandra Lucas Coelho

No dia 4 de outubro, às 14h, no PPGCOM, será realizada a Entrevista Aberta com a jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho, correspondente internacional do jornal Público, sediada no Brasil. A entrevista faz parte das ações da pesquisa coordenada pela professora Beatriz Marocco, integrante do GPJor.
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Alexandra Lucas Coelho é correspondente no Brasil do jornal Público, de Portugal. Graduada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou no rádio nos anos 80, foi jornalista da RDP de 1991 a 1998 e desde então está no Público. A partir de 2001 começou a viajar com regularidade pelo Oriente Médio e pela Ásia Central. Em 2001 foi enviada ao Paquistão para cobrir a expectativa de uma guerra no pós 11 de setembro. Um ano depois, durante as férias, teve de ir para Jerusalém. Em 2005-2006 esteve por seis meses em Jerusalém como correspondente. Desde dezembro de 2010 trabalha como correspondente do Público no Rio de Janeiro, onde mantém o blog  Atlântico-Sul.
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Publicou Oriente Próximo (2007, Relógio D’ Água), Caderno Afegão (2009, Tinta da China), Viva México (2010, Tinta da China) e Tahrir! Os Dias da Revolução (2011, Tinta da China; 2011, Língua Geral). Recebeu três prêmios: Reportagem do Clube Português de Imprensa,  Casa da Imprensa e Grande Prêmio Gazeta 2005.
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A experiência como correspondente em Israel e nos territórios palestinos ocupados (2005-2006), relatada no blog Diário de Reportagem, deu origem ao livro Oriente Próximo (2007, Relógio D’ Água). Alexandra Lucas Coelho já havia viajado para Israel em 2002 e retornou em 2007 especialmente para  visitar os de refugiados do Líbano.
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De 31 de maio a 29 de junho de 2008 esteve no Afeganistão como repórter enviada do Público e da RDP. Reuniu notas sobre a contextualização do conflito no país, além reportagens publicadas originalmente no jornal Público que retratam o quotidiano do povo afegão no livro Caderno Afegão (2009, Tinta da China) publicado um ano mais tarde.
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No ano passado publicou Viva México (2010, Tinta da China) que reúne a série de reportagens feitas no México para o jornal Público, além de textos inéditos. Percorreu o México durante pouco menos de um mês, entre junho e julho de 2010 e cobriu parte considerável do território. São as pessoas a matéria destes textos.
Neste ano, Alexandra Lucas Coelho esteve na Praça Tharir e acompanhou a Revolução do Egito, no Cairo, que levou à queda de Hosni Mubarak. O resultado de tal trabalho foi publicado no livro Tahrir! Os Dias da Revolução (2011, Tinta da China; na edição brasileira, Tahrir: Os dias da revolução no Egito, 2011, Língua Geral), um diário pessoal da semana de 6 a 14 de fevereiro em que esteve dentro da revolução egípcia. A jornalista sublinha que este não é um trabalho jornalístico, pois se detém na multidão e no entusiasmo pessoal por aquele movimento, sem aprofundar  contextualização histórica, análise política, etc.
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(Angela Zamin)

22 setembro 2011

Trabalhos aprovados para o Seminário Internacional da Comunicação

Os doutorandos Angela Zamin, Karine Moura Vieira (em co-autoria com o doutorando Ivan Bomfim, da UFRGS) e Luis Fernando Assunção e os mestrandos Alciane Nolibos Baccin e Felipe de Oliveira, integrantes do GPJor, tiveram trabalhos selecionados para apresentação no XI Seminário Internacional da Comunicação. O trabalho de Felipe de Oliveira será apresentado no GT Comunicação Política, enquanto os demais no GT Estudos em Jornalismo. Promovido pelo PPGCOM da Famecos/PUCRS, nesta edição o evento será direcionado ao debate de questões da obra de Marshall McLuhan, que em 2011 completaria 100 anos. O seminário será realizado de 16 a 18 de novembro.
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A construção do acontecimento jornalístico a partir dos processos interativos da Cibercultura, por Alciane Nolibos Baccin (Unisinos)
Resumo: O processo de comunicação transforma-se a partir do avanço do uso da internet e da interatividade dos dispositivos midiáticos. Os acontecimentos eram vistos e narrados ao público apenas pelo olhar das mídias tradicionais, atualmente são disseminados e discutidos, principalmente, através das mídias digitais, que se caracterizam pela colaboração de informações. As mídias/redes sociais têm papel importante no desenvolvimento destas interações, tornando possível a multiplicação instantânea de um acontecimento. A cobertura jornalística alimenta-se cada vez mais dessas intervenções. É nessa ambiência midiática que se situa a Cibercultura. O presente artigo parte da hipótese de que, com o avanço da utilização das mídias sociais pelos jornalistas, reconfigura-se o modo de construção dos acontecimentos jornalísticos.
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No jornal e no “livro de repórter”: interesse jornalístico e importância histórica na crise Colômbia-Equador, por Angela Zamin (Unisinos)
Resumo: O texto apresenta um exercício de análise da produção de um acontecimento de longa duração (FONTCUBERTA, 1993) que, por sua presença no tempo, permite observar a capacidade de suscitar comentários e a de provocar novos fatos (GOMIS, 1987; 1991). Borrat (1989) nomeia estas características de interesse jornalístico e importância histórica, respectivamente. Trata-se do exame, pela perspectiva do jornalismo equatoriano, da crise entre Colômbia e Equador, desencadeada a partir do bombardeio de Angostura, no Equador, em 1º de março de 2008. A análise toma como corpus textos informativos do jornal de referência equatoriano El Comercio e o livro El juego del camaleón, do jornalista Arturo Torres. Ao orientar-se por uma análise entre o que circulou no jornal e o que foi deslocado para o “livro de repórter” (MAROCCO, 2011), o artigo pretende discutir processos e práticas jornalísticas ligados a uma certa categoria de acontecimentos, os que repercutem em um tempo alargado pelas consequências que geram.
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De que se alimentam as revistas: análise da cobertura do segundo turno das Eleições 2010, por Felipe de Oliveira (Unisinos)
Resumo: Este trabalho propõe uma reflexão acerca dos temas pautados pelas revistas brasileiras Veja e Época durante a campanha do segundo turno das Eleições 2010 para a Presidência da República. Inspira-se nas inferências proporcionadas pela Crítica das Práticas Jornalísticas para entender os critérios que direcionam a decisão sobre quais temas mereceriam capa das quatro edições que antecederam o pleito. Avança, ainda, na direção da análise do cenário que as revistas constroem a partir do conceito de semiose de C. S. Peirce. Assim, pretende-se fornecer subsídios consistentes à conclusão de que as revistas, ao aplicar, à sua forma, critérios para a representação das eleições, restringem a possibilidade de interpretação do leitor/eleitor. Daí, espera-se, emergiria a compreensão da necessidade da regulação social da imprensa. Trata-se de um exercício eminentemente ensaístico, mas que, por outro lado, não deixa de pautar-se pelos dados empíricos que descreve.
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Contando histórias sobre o mundo: uma reflexão sobre o jornalismo internacional a partir das narrativas de Clóvis Rossi e Larry Rohter, por Karine Moura Viera (Unisinos) e Ivan Bomfim (UFRGS)
Resumo: O trabalho reflete sobre o jornalismo internacional a partir das obras Enviado Especial: 25 anos ao redor do mundo, de Clóvis Rossi e Deu no New York Times, de Larry Rohter. Busca-se compreender como esses profissionais constroem um conhecimento sobre os países onde estiveram baseados, em reportagens e reflexões autobiográficas. Observa-se a contextualização das narrativas, expondo o papel destes jornalistas como mediadores de esferas distintas de realidade (BERGER, LUCKMANN, 1973), constituindo, assim, uma instância pedagógica (TRAQUINA, 2000) fundamentada na mediação cultural, que incide na instituição e manutenção de representações acerca do outro.
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Processualidade no jornalismo: anotações, filtros e memória na construção da reportagem, por Luis Fernando Assunção  (Unisinos)
Anotações ou registros são materiais preciosos para investigar o processo produtivo no jornalismo. Um dos caminhos possíveis de estudo do processo jornalístico, entre outros tantos já pesquisados, estão os manuscritos e anotações, através da crítica genética. Esse método possibilita estudos de manuscritos de qualquer forma de expressão, seja artísticas, literárias e, agora, jornalísticas. Através de suas anotações, os jornalistas deixam rastros capazes de identificar caminhos tomados na definição da pauta, da reportagem ou mesmo as modificações que ocorreram ao longo do processo de concepção do texto. A memória da reportagem  – cujos índice s são materializados nos documentos do processo – não pode ser vista de modo desvinculado da memória que faz o jornalista “ser aquilo que ele lembra”. Ao falarmos de percepção e memória, de um modo geral, e de filtros, seleções e recorrências, de modo mais específico, desenhamos parte do diagrama do espaço da subjetividade na construção da reportagem, onde observamos singularidades das transformações.

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(Angela Zamin)

15 setembro 2011

Entrevista será tema do Seminário Aberto

O 4° Seminário Aberto de Jornalismo, programação anual do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo - GPJor (PPGCC/Unisinos), terá como tema central “A entrevista – nas práticas e nos estudos em jornalismo”, debatida enquanto método, técnica e possibilidade de diálogo, problematizando questões desencadeadas pela pesquisa “O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas”, coordenada pela professora Beatriz Marocco.
O evento está programado para os dias 21 e 22 de novembro e contará com a colaboração de jornalistas e pesquisadores de diversas áreas. O Seminário é direcionado aos alunos e professores do PPGCC/Unisinos, sendo aberto aos demais Programas de Pós-graduação em Comunicação e Jornalismo do RS e SC. Mais informações aqui.
As orientações sobre inscrição serão divulgadas em breve.
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Programação 
21/11
9h – 9h30 Abertura: Práticas jornalísticas: perspectivas e questões
Beatriz Marocco – Unisinos
Equipe da Pesquisa
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9h30 – 12h Mesa 1: Jornalista – entrevistado e entrevistador
Luiz Cláudio Cunha – jornalista e escritor
Fábio Pereira – UNB
Isabel Travancas – UFRJ
Mediação: Christa Berger – Unisinos
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14h – 17h Mesa 2: Sujeitos da entrevista: diálogo, relação de poder
Daisi Vogel – UFSC
Miriam Chnaiderman – psicanalista e documentarista
Rafael Guimarães – jornalista
Mediação: Suzana Kilpp – Unisinos
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22/11
9h30 – 12h Mesa 3: Métodos, estratégias e técnicas
Elisabeth Torresini – historiadora
Jandyra Cunha – linguista e escritora
Carla Mühlhaus – jornalista e escritora
Mediação: Ronaldo Henn – Unisinos
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13h30 – 14h30 Mesa 4: Controles discursivos e resistência na entrevista – questões e elaborações de pesquisa
Ângela Zamin – Unisinos
Karine Moura Vieira – Unisinos
Márcia Veiga – UFRGS
Thais Furtado – Unisinos
Mediação: Beatriz Marocco – Unisinos
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14h30 – 15h30  Debate final
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(Angela Zamin)

12 setembro 2011

O Twitter e os processos jornalísticos

O interesse pelas tecnologias e o processo de produção jornalístico foi o que me incentivou a dar início a pesquisa que desenvolvo hoje sobre o Twitter como produtor de pauta para a imprensa. Desde que comecei a utilizar a plataforma, observo as movimentações em rede e como acontecem esses processos de informações, que desencadeiam temáticas utilizadas freqüentemente pela imprensa. O grande desafio dessa pesquisa é verificar como ocorre esse processo de circulação dentro do Twitter e como a imprensa se apropria das pautas geradas pelo público. Rodeada pela imprevisibilidade e questões a serem respondidas é que me dedico a essa pesquisa até 2013, em busca de novas perguntas e ideias.
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(Kellen Höehr)

09 setembro 2011

GPJor tem dez trabalhos aprovados para a SBPJor


Docentes e discentes integrantes do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo – GPJor tiveram seus trabalhos selecionados para o 9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. Promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Jornalismo – SBPJor, o evento será realizado entre os dias 3 e 5 de novembro, na Escola de Comunicação da UFRJ. O tema desta edição será Jornalismo e Mídias Digitais.
Os professores Beatriz Marocco (Fragmentos de vidas exemplares) e Ronaldo Henn (Morte, acontecimento e redes sociais: das raízes da cultura à Amy Winehouse) integrarão a Sessão Coordenada “A morte como acontecimento jornalístico: possibilidades metodológicas”, que reúne trabalhos dos professores Daisi Vogel e Gislene Silva, da UFSC, e Bruno Souza Leal, Elton Antunes e Paulo Bernardo Vaz, da UFMG, todos participantes do projeto Tecer/Procad.
Nas sessões livres serão apresentados trabalhos pelas doutorandas Aline Dalmolin, Angela Zamin, Karine Moura Vieira e Marcia Veiga, e pelos mestrandos Alciane Baccin, Felipe Oliveira, Giovanni Rocha e Kellen Höehr.
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Mídias sociais e critérios de noticiabilidade na construção do Acontecimento Jornalístico Geisy Arruda – Uniban, por Alciane Nolibos Baccin (Unisinos)
Resumo: Este artigo é parte da investigação de mestrado que a autora desenvolve, com o objetivo principal de analisar a construção do “Acontecimento Jornalístico Geisy Arruda – Uniban”, a partir da postagem de vídeos no site YouTube no dia 22 de outubro de 2009, que ocorreu na Uniban de São Bernardo do Campo, de acordo com os estudos sobre acontecimento, mídias sociais e critérios de noticiabilidade. A hipótese inicial é de que a construção do acontecimento jornalístico tem se reconfigurado, a partir do avanço da utilização das mídias sociais pelos sujeitos como o YouTube, tensionando o processo linear de produção da notícia (emissor – mensagem – receptor). Neste recorte, é feita uma análise dos programas televisivos da Globo e da Record, e das revistas semanais Época, IstoÉ e Veja, no período de 22 de outubro a 22 de dezembro de 2009, acompanhando o fluxo do acontecimento jornalístico.
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O grito silencioso: revistas católicas e discurso sobre aborto, por Aline Dalmolin (Unisinos)
Resumo: O texto insere-se em pesquisa que enfoca o discurso sobre aborto em revistas católicas brasileiras nos anos 1980. O objeto desta análise é o discurso da matéria publicada na revista católica Rainha em abril de 1985, intitulada O grito silencioso. Inicialmente, observamos o contexto sócio-histórico que circunda a emergência desse discurso, situado na perspectiva da restauração conservadora da Igreja Católica. Na sequência, esboçamos uma aproximação teórica com a Análise de Discurso de linha francesa, articulada ao nível empírico através do mapeamento das formações discursivas e uma análise das designações. A observação evidencia o percurso do sujeito enunciador, que perpassa por diferentes posições, sem contudo romper com a formação discursiva dominante, que tem como núcleo a defesa do direito à vida.
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Rede informativa e a editoria de internacional: meios de comunicação como fontes em O Estado de S. Paulo, por Angela Zamin (Unisinos)
Resumo: Na produção jornalística, a objetivação de cada acontecimento envolve um conflito de perspectivas entre jornalistas e fontes pela definição do presente que nos cerca. Estes combates se estabelecem no discursivo, em meio a controles e pressões sociais pelo que dizer e como dizer, sendo conformados no interior de uma rede informativa estabelecida a partir de prioridades sobre as quais se concentram os esforços informativos de cada meio. Este artigo trata do uso de outros meios (jornais, rádios, TVs) pelo jornal O Estado de S. Paulo como fontes diretas na significação da crise diplomática entre Colômbia e Equador, no período de março de 2008 a agosto de 2009. Para tanto, orienta-se por um debate acerca das implicações do emprego de meios-fonte na produção jornalística que versa sobre ocorrências internacionais. Para uma análise no nível discursivo, serve de base um corpus de 307 peças da editoria de Internacional.
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Acontecimento jornalístico: a reforma agrária como campo problemático e objeto semiótico, por Felipe Oliveira (Unisinos)
Resumo: Este trabalho se propõe a discutir o acontecimento jornalístico a partir de uma visada teórica inspirada na semiótica de C.S. Peirce. Com o entendimento de que a notícia que representa os fenômenos sociais trata-se de um signo, constituído por lógicas diversas e que alimenta complexos processos de semiose, dedica-se a refletir sobre protestos promovidos pela Via Campesina no Rio Grande do Sul, em maio de 2011, e representados pelo jornal Correio do Povo, como estratégia dos movimentos sociais para chamar a atenção da sociedade às suas demandas. Apóia-se, também, na concepção de acontecimento em Louis Quéré, especialmente na idéia do poder hermenêutico que ele emana e na relação com a reforma agrária no Brasil como campo problemático que é, ao mesmo tempo, objeto semiótico.
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Explorações sobre as práticas de correspondentes internacionais e enviados especiais, por Giovanni Rocha (Unisinos)
Resumo: O trabalho apresenta os resultados parciais da pesquisa de dissertação do autor sobre as práticas de correspondentes estrangeiros e enviados especiais. Reúne um conjunto de livros escritos por repórteres e estudos sobre o jornalismo internacional a partir de práticas identificadas em pesquisa anterior, que apontava pistas para o uso da imprensa local por correspondentes internacionais. Os livros selecionados abordam os diferentes modos de trabalho em locais, épocas e formatos da profissão. Mesmo como resumo do trabalho de pesquisa, é possível apontar as diversas formas com que o jornalismo internacional se ampara na imprensa para a produção de seus discursos. As obras teóricas enriquecem a pesquisa contemplando o entendimento sobre as rotinas atuais, questões hierárquicas e os novos rumos do jornalismo internacional determinados pelas tecnologias de informação.
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Aventura da história de vida: o desafio de biografar no jornalismo, por Karine Moura Vieira (Unisinos)
Resumo: Este artigo trabalha a biografia e sua configuração no jornalismo enquanto reportagem. A reflexão inicia-se a partir da exposição de algumas das aporias do gênero biográfico na história e na literatura, berços da sua gênese, até a sua produção no jornalismo. Nesta perspectiva, faz-se uma discussão sobre o ethos jornalístico, a formação de identidade a partir da ordenação de um conjunto de princípios técnicos e deontológicos, e as dimensões do jornalismo, observando questões relativas ao contrato de comunicação e seu estabelecimento na reportagem biográfica. Por fim, discutem-se as possibilidades da biografia como um gênero jornalístico.
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O atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre: da cobertura midiática aos colaboradores, por Kellen Höehr (Unisinos)
Resumo: O objetivo deste trabalho é compreender a cobertura do atropelamento dos ciclistas na cidade de Porto Alegre, segundo a perspectiva da colaboração do público no processo de construção das notícias do jornal Zero Hora em contraponto à Zero Hora Online, tendo em vista os conceitos de acontecimento de Louis Quéré (2005), assim como algumas contribuições de ordem sociológica, discursiva e antropológica de Cristina Ponte (2006). A partir da análise dos dois meios, percebemos os diferentes tipos de enquadramentos utilizados pelo veículo, seja em versão impressa ou online, revelando um campo problemático que busca respostas tanto por parte da sociedade como do poder público.
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Gênero: um ingrediente distintivo nas rotinas produtivas do jornalismo, por Marcia Veiga (UFRGS)
Resumo: Quais atributos serviriam como elementos distintivos nas relações profissionais dos jornalistas? Em que medida a hierarquia de distribuição do poder e do prestígio numa redação jornalística – entre os profissionais e as notícias – se assemelharia a escala de valores sociais hegemônicos produtores de desigualdades em nossa sociedade? Estas e outras questões que pude compreender através de minha pesquisa de mestrado, um estudo de newsmaking por cerca de três meses junto a um programa jornalístico na RBS TV, gostaria de partilhar agora neste artigo.
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(Angela Zamin)

Trabalho aceito para a ABCiber 2011

A mestranda Kellen Höehr, participará do IV Simpósio Nacional da ABCiber, que acontece de 16 a 18 de novembro, na UFSC, em Florianópolis, quando apresentará o artigo “O Twitter como um espaço de negociações”.
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O Twitter como um espaço de negociações, por Kellen Höehr (Unisinos)
Resumo: Este texto discute o Twitter como um espaço de negociações, a partir de uma abordagem semiótica. O pressuposto é que o espaço onde se dão as relações dentro da Twittosfera faz com que apareçam novas linguagens através dos interlocutores, tantas são as articulações e formas utilizadas para a inserção dentro desse ambiente. Este pressuposto é analisado por meio do conceito de Semiosfera de Yuri Lotman. A questão posta em reflexão é como se configura este espaço de negociação em rede, sendo ele um espaço semiosférico.

08 setembro 2011

Quem agenda o jornalismo internacional?

Jornalista formado pela Unisinos, atuo profissionalmente na comunicação pública estadual. Antes disso, trabalhei durante sete anos em diversas áreas da comunicação corporativa, passando por processos de gestão de marca, comunicação interna, publicidade institucional e assessoria de imprensa. A finalização do trabalho de conclusão de curso, que mapeou as práticas de uma agência de notícias francesa, apresentou novas questões sobre os correspondentes internacionais, tema de estudo em minha dissertação de mestrado.
As observações na agência indiciaram como prática comum por parte dos jornalistas a utilização da imprensa nacional para a condução das suas rotinas, além da livre tradução das matérias enviadas aos diferentes escritórios da agência espalhados pelo mundo. Essa “dependência” dos correspondentes provocou o interesse de estudo da minha pesquisa atual, que busca identificar por meio de livros escritos por repórteres internacionais e estudos sobre a profissão, como se opera essa prática e a participação da própria imprensa no trabalho dos repórteres estrangeiros.
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(Giovanni Rocha)

07 setembro 2011

GPJor no Sipecom

Integrantes do GPJor participam de 12 a 14 de setembro do IV SIPECOM – Seminário Internacional de Pesquisa em Comunicação, promovido pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria. Na ocasião, o mestrando Felipe Viero apresentará o trabalho “As velhices de Veja em dois momentos de sua história: os sentidos de diferentes discursos”; já as doutorandas Aline Dalmolin e Angela Zamin irão apresentar, respectivamente, os artigos “O discurso da imprensa católica sobre aborto nos anos 1980: uma cruzada em defesa do direito à vida” e “Entre atualidade e recorrência: El Tiempo e a produção de um acontecimento de longa duração”, respectivamente. Os trabalhos serão apresentados no GT Estudos de Produção Jornalística..
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Entre atualidade e recorrência: El Tiempo e a produção de um acontecimento de longa duração, por Angela Zamin (Unisinos)
Resumo: O presente texto apresenta um exercício de análise da produção de um acontecimento de longa duração que, por sua presença no tempo, permite observar a atualidade e a recorrência. Trata-se da crise diplomática entre Colômbia e Equador, desencadeada em 1º de março de 2008, a partir da incursão militar colombiana em território equatoriano, aqui analisada por duas perspectivas complementares: a de dar a ver o tempo histórico, deixando emergir campos problemáticos; e a de retornar pelos quadros de sentidos propostos pela miríade de acontecimentos que se sucede em uma temporalidade alargada. Sem deixar de considerar as possíveis ‘leituras’ deste acontecimento – o conflito dentro do conflito e a instauração de um novo conflito – examino o que foi produzido pelo jornal de referência El Tiempo, diário colombiano, no período de março de 2008 a março de 2010.
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As velhices de Veja em dois momentos de sua história: os sentidos de diferentes discursos, por Felipe Viero (Unisinos)
Resumo: O objetivo desse trabalho é perceber quais sentidos são discursivamente movimentados e construídos por Veja sobre a velhice, em dois momentos de sua trajetória. O corpus de análise corresponde às produções textuais jornalísticas que abordaram a temática, como um de seus pontos centrais, nos anos de 1969 e 1970 e, mais contemporaneamente, 2009. A Análise de Discurso francesa (AD) constitui-se como a base teórica central, a qual é relacionada ao conceito de Semiosfera, proposto por Lotman. Em linhas gerais, foram percebidas disputas ideológicas que salientam discursos que se consolidam em diferentes frentes, constituindo diferentes velhices, nesses períodos distintos. Esse trabalho representa um primeiro movimento de ampliação de uma pesquisa iniciada ainda na graduação e que resultará em minha dissertação de mestrado.
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(Angela Zamin)

05 setembro 2011

Apresentação de trabalho no CIEIA

A doutoranda Angela Zamin, integrante do GPJor, participará do VIII CIEIA – Congresso Internacional de Estudos Ibero-Americanos, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História e a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUCRS, de 12 a 16 de setembro. Na ocasião será apresentado o trabalho “O jornalista, o historiador e o viajante: relatos de Kapuściński”. O evento tem como temática História, literatura e mito: viajantes europeus na América do Sul. 
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O jornalista, o historiador e o viajante: relatos de Kapuściński, por Angela Zamin (Unisinos)
Resumo: Os países, as pessoas e os fatos apresentados por Ryszard Kapuściński em seus livros trazem à tona a simbiose entre o jornalista, o historiador e o viajante. “Maestro” entre os correspondentes internacionais do século XX, Kapuściński contribuiu, ao mesmo tempo, a uma exegese do jornalismo e à investigação histórica, já que se ocupou em buscar “uma sabedoria de historiador” para constituir-se como jornalista (KAPUŚCIŃSKI, 2009, p. 58). Nas reportagens recriadas em seus livros, apresenta “um tipo de texto que se ocupa do jornalismo, para dele elaborar outro texto que oferece o desvendamento de certos processos jornalísticos, ou a crítica dos mesmos” (MAROCCO, 2010, p. 5). Licenciado em História, o jornalista relata suas viagens para África, América Latina e Oriente Médio como correspondente da Agência Polonesa de Imprensa, entre 1958 e 1980. Além dos acontecimentos reportados, busca apresentar o porquê do ocorrido, oferecendo perspectivas para se pensar sobre o mundo em elaboração e sobre o encontro com o outro (PRATT, 1999). Seus relatos não cumprem apenas a função de mapear o mundo, mas oferecem percursos (CERTEAU, 1994; RESENDE, 2008) que permitem ir da “história em desenvolvimento”, como define o próprio Kapuściński, ao estudo das práticas jornalísticas.

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(Angela Zamin)

02 setembro 2011

Jornalismo, Discurso, Velhice ...

Desde a graduação em jornalismo, concluída em 2010, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), venho buscando respostas para perguntas as quais se tornam cada vez mais complexas e para as quais uma resposta definitiva se torna cada vez menos provável. Perceber as tensões que atravessam a prática jornalísitca de Veja, tendo em vista a materialidade textual e imagética de seu discurso, naquelas produções em que a velhice constitui-se como temática é, em linhas gerais, a minha proposta para essa nova etapa. As mais de quatro décadas de sentidos construídos e postos em trânsito por um dos veículos mais importantes - e também críticados - do país configuram-se como o corpus a ser apreendido. Para isso, perspectivas teóricas e autores já conhecidos cruzar-se-ão com outros dos quais pouco ou nada sei. O resultado? Em cerca de dois anos, espero, uma dissertação e, para além dela, aprendizado, conhecimento e, mais do que as respostas, novas (e melhores) perguntas.
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(Felipe Viero K. Machado)

01 setembro 2011

Jornalismo e Kaingang

Formada em jornalismmo pela Unisinos em 84, trabalhei por 23 anos na área. Dez anos no Jornal Vale do Sinos, de São Lepoldo, onde atuei como repórter e editora em diferentes áres. Nos demais, atuei como  assessora de imprensa de sindicatos e por último como na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, onde dois temas me interessaram: meio ambiente e questão indígena. Ao abandonar a profissão por questões pessoais, atuei voluntariamente como Coordenadora do Conselho Estadual dos Povos Indígenas, durante o governo Olívio.Ali deparei-me com uma forma preconceituosa de tratamento dos jornalistas para com os indígenas. Por isso, depois de anos afastada do mercado de trabalho, resolvi qualificar-me e juntar minhas duas aptidões, o jornalismo e o trablaho junto aos povos indígenas. Daí surgiu a pesquisa  minha pesquisa "Todo dia é dia de índio - Os Kaingang e Zero Hora, de 1988 a 2008". Como o jornalismo vê os Kaingang e como tem contribuído para uma imagem distorcida deste povo que habita as terras rio-grandense, há pelo menos dois mil anos.
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(Maria Luiza Santos Soares)

Processos jornalísticos

Estudo os processos jornalísticos desde o mestrado, realizado e concluído na Unisinos em 2006. Agora, no doutorado, pesquiso, a partir da crítica genética e utilizando conceitos de semiose e teorias do jornalismo, os arquivos do escritor e jornalista João Antonio enquanto repórter da revista Realidade – reportagens feitas por ele entre 1967 e 1968. O objetivo é identificar, através do percurso aferido pelos documentos e pelo produto final (reportagem) a possível criação de um gênero híbrido de texto jornalístico e as interferências do João Antonio-escritor no João Antonio- jornalista, e vice-versa.
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(Luis Fernando Assunção)

31 agosto 2011

GPJor no Intercom

O professor Ronaldo Henn e o mestrando Felipe Moura de Oliveira, integrantes do GPJor, participarão da Sessão Semiótica e Jornalismo, do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que acontece de 2 a 6 de setembro na Universidade Católica do Recife, quando apresentarão, respectivamente, os trabalhos “Acontecimento jornalístico e redes sociais: novas semioses no webjornalismo” e “Rural e urbano: o signo/notícia sobre o MST”. O congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom.
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Rural e urbano: o signo/notícia sobre o MST, por Felipe Moura de Oliveira (Unisinos)
Resumo: O trabalho propõe uma reflexão acerca da representação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST na mídia hegemônica brasileira. Uma visada teórica inspirada na semiótica de Peirce para uma análise que se aproxima, também, de Canclini (1997) em Culturas híbridas, poderes oblíquos. A pretenção é a de contribuir para a compreensão dos signos que representam o MST a partir de sua construção pelo jornalismo. Considera-se a notícia como signo que se constitui por lógicas diversas e que alimenta complexos processos de semiose. Trata-se de um exercício de análise e reflexão que se apóia em extratos do empírico para destacar a necessidade de novas abordagens, para além da caracterização atual dos sem-terra a partir de uma só matriz: rural ou urbano.
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Acontecimento jornalístico e redes sociais: novas semioses no webjornalismo, por Ronaldo Henn (Unisinos)
Resumo: O artigo aborda primeiros movimentos de pesquisa que investiga lógicas de um tipo de acontecimento específico, cuja emergência se dá no âmbito das redes sociais. Com foco em ocorrências que envolvam preconceitos como xenofobia, homofobia e outros, a investigação, centrada no twitter, analisa as manifestações que, ao liderarem os trends topics, produzam noticiário nos principais portais de notícias. Busca-se desenhar uma cartografia destes acontecimentos, a partir do conceito de semiose de C. S. Peirce, que permita que se entenda tanto a sua natureza como as possibilidades de sentido. Parte-se do pressuposto de que já existam acontecimentos que atendem às dinâmicas da web em convergência com outras ferramentas e plataformas.

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(Angela Zamin)

10 agosto 2011

GPJor no Lusocom

Os mestrandos Felipe Oliveira e Felipe Viero participaram do IX Lusocom – Federação Lusófona de Ciências da Comunicação, realizado de 4 a 6 de agosto de 2011, na UNIP, São Paulo. Felipe Oliveira apresentou o artigo “A notícia como signo: quando o MST é o objeto” e Felipe Viero, em co-autoria com a professora Christa Berger, apresentou “Quando o casamento real é a pauta: a ir(realidade) de um acontecimento midiático”.
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A notícia como signo: quando o MST é o objeto, por Felipe Oliveira (Unisinos)
Resumo: O presente trabalho propõe uma reflexão acerca da representação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST pelo jornalismo brasileiro sob a perspectiva do conceito de semiose de C.S Peirce. Dedica-se, sobretudo, a problematizar as rotinas de produção da notícia entendida como signo e o papel de mediação que a imprensa cumpre na relação entre MST e sociedade, aproximando-se, ainda, da idéia de história do presente de Robert Darnton. Um movimento um tanto ensaístico, mas que avalia os processos que envolvem movimentos sociais e mídia hegemônica com base em extratos do empírico - para além da abordagem estritamente ideológica.
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Quando o casamento real é a pauta: a ir(realidade) de um acontecimento midiático, por Felipe Viero e Christa Berger (Unisinos)
Resumo: O objetivo do presente trabalho é compreender a cobertura jornalística do casamento real britânico, ocorrido entre o príncipe William de Gales e a plebeia Catherine Middleton, tendo em vista o conceito de acontecimento midiático, proposto por Dayan e Katz (1995), bem como alguns pontos levantados por Eco (1984), a respeito de transmissões televisivas. A partir da análise de diferentes materiais veiculados, percebeu-se, em linhas gerais, que a boda real corresponde a um acontecimento midiático do tipo Coroação (DAYAN, KATZ, 1995), que existem grandes semelhanças no modelo de cobertura dos diferentes veículos e que, por meio de um tom celebrativo e entusiasta, o casamento é exposto, à modelo dos contos de fadas, como o desfecho de um amor verdadeiro e, em um sentido mais concreto, como uma possibilidade de renovação do sistema monárquico inglês.

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(Angela Zamin)

05 agosto 2011

Apresentação de trabalho no Enecult

“Nos bastidores da notícia também se (re)produz gênero, (hetero)normatização e (des)conhecimento” é o título do trabalho apresentado pela doutoranda Marcia Veiga, do PPGCOM/UFRGS e integrante do GPJor, durante o VII ENECULT – Econtro de Estudos Multidisciplinares da Cultura, realizado de 3 a 5 de agosto, na Bahia.
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Nos bastidores da notícia também se (re)produz gênero, (hetero)normatização e (des)conhecimento, por Márcia Veiga (UFRGS)
Resumo: Através da análise do processo produtivo de uma notícia, gostaria de discutir neste artigo algumas das percepções obtidas em minha pesquisa de mestrado, que desenvolvi interessada em compreender os modos como o jornalismo se imbrica na cultura, na formação de valores e na produção de conhecimentos sociais. Em especial, destaco o quanto as hierarquias, as convenções hegemônicas de gênero e os padrões de normalidade - tomados como parâmetros da “tribo”dos jornalistas interlocutores de minha pesquisa - em muito se assemelhavam ao padrão heteronormativo e, como tal, incidiam nos processos produtivos das notícias e na construção social de “realidades” veiculadas com alto teor de “verdade”.

03 agosto 2011

Publicações do GPJor no 1º semestre

A professora Beatriz Marocco, integrante do GPJor, publicou o artigo “Os ‘livros de repórteres, o comentário e as práticas jornalísticas” na edição 22 da revista Contracampo, da Universidade Federal Fluminense.
Resumo: No âmbito do saber jornalístico, as práticas são reguladas por um conjunto de procedimentos que delimitam o dizível: o que é permitido e o que é proibido nas ações dos jornalistas para que possam operar em uma ordem do discurso jornalístico, identificada com o presente que nos cerca e que faz o jornalismo ser como ele aparenta ser. Este artigo se refere, mais concretamente, a um destes procedimentos, o “comentário”, situado nos “livros de repórteres”, e combina as ideias de Foucault sobre controle discursivo com dados quantitativos obtidos em uma pequena enquete realizada via e-mail entre 17 de maio e 1° de junho, 2010. O questionário foi enviado a 266 jornalistas vinculados a 51 redações de jornais impressos do interior do RS, como parte da pesquisa “O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas ”. Com base nestes resultados, dois “livros de repórteres” foram examinados: Abusado e Rota 66, de Caco Barcellos.
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Beatriz Marocco também integrou o livro Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas, organizado pelos professores Gislene Silva, Dimas Künsch, Christa Berger e Afonso Albuquerque, com o artigo “O saber que circula nas redações e os procedimentos de controle discursivo”.
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O doutorando Luis Fernando Assunção publicou na Acta Científica, Revista Interdisciplinar do Centro Universitário Adventista de São Paulo, o artigo “O processo jornalístico a partir da crítica genética”, na edição 20, de janeiro-abril de 2011.
Resumo: Este texto apresenta a crítica genética como importante instrumento dos estudos do processo do fazer jornalístico. Uma reportagem é resultado de um trabalho caracterizado por transformação progressiva, precedida por um complexo processo, feito de ajustes, esboços, planos, roteiros. Os rastros deixados pelo jornalista em seu percurso criador são a concretização desse processo de contínua metamorfose. A crítica genética, antes muito usada pela arte e literatura, agora pode dar conta da análise desse percurso.

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(Angela Zamin)

01 agosto 2011

GPJor no Confibercom

Integrantes do GPJor participaram entre 31 de julho e 4 de agosto do 1° Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana – CONFIBERCOM, promovido pela ECA/USP, Confederação Iberoamericana de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom) e Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom).
O professor Ronaldo Henn, a doutoranda Beatriz Sallet e o mestrado Felipe Viero apresentaram no GT de Jornalismo os trabalhos “Jornalismo em rede: crise do acontecimento”, “Fotojornalismo: as reconfigurações do impresso para produção on line” e “Seja Jovem: o movimento e a construção dos sentidos sobre a velhice em Veja” (em co-autoria com a professora Marcia Franz Amaral, da UFSM), respectivamente. Já a mestranda Alciane Baccin apresentou o artigo “Por um desafio da ciência em confluir teorias e experimentações”, no GT de Espistemologia da Comunicação.
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Por um desafio da ciência em confluir teorias e experimentações, por Alciane Nolibos Baccin
Resumo: O desenvolvimento dos meios de comunicação afetou as formas de interação social transformando a sociedade. Essas mudanças estão suscitando transformações também no modo de compreender os processos de comunicação e a diversidade de saberes. Este artigo faz um exercício de reflexão sobre uma nova postura científica aberta às multiplicidades dos objetos, a subjetividade dos sujeitos e que entenda a produção do conhecimento como algo a ser construído no movimento contínuo do objeto. Desenvolvo alguns argumentos sobre a necessidade de uma postura científica que reconheça as fronteiras dos saberes como dinâmicas, que dê espaço às multievidências para conhecer e, só então, entender o objeto, que permita a confluência e o atravessamento de métodos. E essa postura aponta para a dimensão transmetodológica. Aproximo dessa perspectiva a cartografia como um método de investigação que dá conta da complexidade desse processo de produção do conhecimento. E proponho uma conversa entre transmetodologia e cartografia, colocando em jogo a multiplicidade derivada do singular.
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Fotojornalismo: as reconfigurações do impresso para produção on line, por Beatriz Sallet (Unisinos)
Resumo: neste artigo abordar-se-á o valor-notícia do fotojornalis mo, atravessado por dois momentos: o primeiro, permeado pelas rotinas produtivas da ordem do jornalismo impresso, cujas transformações decorreram do ingresso da tecnologia digital nos processos jornalísticos como um todo, resultando em desdobramentos de várias ordens nas rotinas produtivas (temporais, espaciais, conceituais, culturais, organizacionais etc.), as quais estamos percebendo em processo. O segundo, permeado pela circulação da produção fotojornalística na web e em convergência digital, na qual o fotojornalismo redefine seu fazer, inclusive no impresso. À luz de alguns autores, como Jorge Pedro Sousa, e de aspectos da pesquisa de Mestrado implementada pela autora sobre o assunto, pretende-se levantar algumas questões imbricadas nas reconfigurações/redefinições do fotojornalismo atual. Serão considerados aspectos como autoria – não mais restrita aos repórteres-fotográficos dos veículos, mas ampliada para quem está no lugar dos acontecimentos munido de qualquer tipo de dispositivo fotográfico –, tecnologia e necessidade de se perceber as mudanças que se configuram na qualidade da fotonotícia.
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Seja Jovem: o movimento e a construção dos sentidos sobre a velhice em Veja, por Felipe Viero (Unisinos)
Resumo: O objetivo central desta pesquisa é buscar responder, tendo como base o ano de 2009, como a revista semanal Veja constrói e movimenta sentidos em relação à velhice por meio de seu discurso. Os objetivos específicos são apreender quais aspectos da velhice são ressaltados e em quais Formações Discursivas eles se inserem. O aporte teórico-metodológico é a Análise de Discurso de linha francesa (AD), que partindo da materialidade do texto, mas não ficando restrita a ela, permite que os sentidos hegemônicos sejam mapeados, tendo como base a sua reiteração (movimento parafrástico), e que as Formações Discursivas (FDs) e Ideológicas (FIs), as quais constituem esses dizeres, sejam apreendidas. Baseando-se nas cento e oitenta e três Sequências Discursivas coletadas e nas três FDs e FIs encontradas foi possível perceber que os sentidos construídos e movimentados por Veja acerca da velhice a apontam, majoritariamente, como negativa, abstrata e possível de ser superada mediante práticas de caráter individual. Essa velhice é marcada pela definição da juventude como uma meta a ser obtida e pelos sinais do envelhecimento como traços a serem cotidianamente evitados.

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(Angela Zamin)

11 julho 2011

Entrevista com Eliane Brum

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Em entrevista no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, Eliane Brum, repórter, escritora e documentarista, falou sobre a infância e as inspirações na literatura, na história e na psicanálise, das relações na redação, de como e com quem aprendeu a fazer jornalismo, e do seu estilo particular de “escutadeira”. Eliane Brum participou no dia 8 de julho de entrevista aberta no âmbito do projeto O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, coordenado pela professora Beatriz Marocco, integrante do GPJor.

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(Angela Zamin)

20 junho 2011

Participação na Compós 2011

Docentes e discentes integrantes do GPJor participaram de 14 a 17 de junho do Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação - Compós 2011, realizado na UFRGS. O professor Ronaldo Henn coordenou o GT Estudos de Jornalismo, que debateu a produção, a linguagem e o discurso jornalístico. Já a doutoranda Marcia Veiga (PPGCOM/UFRGS), integrante do Grupo, apresentou o trabalhando “Tecendo valores sociais hegemônicos na produção noticiosa: as imbricações do jornalismo na cultura e na reprodução de desigualdades e estereótipos”, produzido em co-autoria com a professora Virginia Fonseca, da UFRGS.
Os discentes participaram, também, do seminário internacional “Jornalismo, Comunicação e Política”, ministrado pelo professor Michael Schudson, da Columbia University.
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Tecendo valores sociais hegemônicos na produção noticiosa: as imbricações do jornalismo na cultura e na reprodução de desigualdades e estereótipos, por Marcia Veiga (UFRGS e GPJor) e Virginia Fonseca (UFRGS)
Resumo: Neste artigo, discutimos dados de pesquisa realizada com objetivo de compreender a participação do jornalismo na cultura, em especial na formação de valores, investigando as pistas de como alguns estereótipos e desigualdades se constituem ou se transformam através dos discursos noticiosos. Inspirada no método etnográfico, a investigação se deu no acompanhamento da produção de notícias, durante onze semanas, junto a um dos programas jornalísticos da RBS TV, emissora pertencente ao Grupo RBS, maior conglomerado de comunicação do estado do Rio Grande do Sul. Acompanhando o cotidiano dos jornalistas, com foco nas relações entre eles e nas rotinas produtivas das notícias, concluímos que a heteronormatividade servia como o padrão normativo que orientava os valores pessoais e profissionais dos jornalistas, resultando em discursos noticiosos crivados de valores sociais hegemônicos que resultam na produção de hierarquias e desigualdades a partir de alguns marcadores sociais.

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(Angela Zamin)

12 junho 2011

Apresentação de trabalhos

A doutoranda Aline Dalmolin participou do X Seminário de Estudos Históricos, realizado na Feevale, em Novo Hamburgo, em maio. Na ocasião apresentou o trabalho “Aborto, igreja católica e movimento feminista nos anos 1980”.
Já a doutoranda Karine Moura Vieira apresentou a comunicação “O desafio de narrar uma vida: a crítica genética no estudo da biografia como gênero jornalístico” durante a edição de junho dos Encontros Transdisciplinares (I) (Auto)Biografia(S), promovidos pela UFRGS e GT Teoria da História e Historiografia da ANPUH/RS.

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(Angela Zamin)

02 junho 2011

Pesquisa entrevista Celito de Grandi


“Acho que você nasce jornalista, tem vocação para a área”. A afirmação de Celito de Grandi resume a trajetória do jornalista gaúcho que começou a trabalhar aos 13 anos como controlador de som em uma emissora de rádio de Marcelino Ramos, RS, sua cidade natal, e que no início dos anos 1960, ingressou no Diário de Notícias, de Porto Alegre, onde exerceu as funções de repórter, redator e editor, chegando a secretário de redação.
Celito de Grandi participou no dia 30 de maio, de entrevista aberta no âmbito do projeto O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, coordenado pela professora Beatriz Marocco, quando falou de sua trajetória no jornalismo e dos aprendizados na redação. Salientou a importância do jornalista Nelson Dimas Filho, na redação do Diário de Notícias, para sua aprendizagem em meio ao exercício diário do jornalismo. Referiu-se também, como, anos mais tarde, passou a orientar os novos colegas de redação, egressos das faculdades de jornalismo.
Celito trabalhou também em Zero Hora e na sucursal gaúcha do Correio da Manhã; passou pela A Razão, de Santa Maria; pela Rádio Farroupilha e TV Piratini, ambas em Porto Alegre; e ocupou cargos públicos de assessor de comunicação. De jornalista, de Grandi passou a dedicar-se a literatura. Loureiro da Silva – o charrua (Literatis, 2002) lhe rendeu o Açorianos de Literatura como autor-revelação. Publicou, ainda, Diário de Notícias – o romance de um jornal (L&PM, 2005), Cyro Martins 100 anos – o homem e seus paradoxos, em parceria com a jornalista Núbia Silveira; e no ano passado, Caso Kliemann – a história de uma tragédia (Literatis, 2010).
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(Angela Zamin)

24 maio 2011

Acontecimentos e movimentos sociais


A professora Christa Berger participou do II Colóquio em Imagem e Sociabilidade - Acontecimento: Reverberações, realizado nos dias 18, 19 e 20 de maio, na Universidade Federal de Minas Gerais. Promovido pelo Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade – GRIS, da UFMG, o evento reuniu pesquisadores brasileiros e europeus que trabalham com Acontecimento, como Louis Quere, Habibou Fofana, Joan Stavo-Debauge, Paola Diaz, Alain Bovet e Cédric Terzi, todas da EHESS, e Isabel Babo-Lança, da Universidade Lusófana do Porto. A professora Christa Berger integrou a mesa temática “Acontecimentos e Movimentos Sociais” junto de Louis Quere, da EHESS, e Marta Maia, da UFOP, quando apresentou o artigo “Acontecimento e resistência: mulheres contra a Aracruz”. Abaixo o resumo do trabalho apresentado.
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Acontecimento e resistência: mulheres contra a Aracruz, por Christa Berger (Unisinos)
Resumo: O Movimento das Mulheres da Via Campesina protagonizou uma ação de ocupação de um viveiro hortoflorestal da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul no dia 8 de março (dia internacional da mulher) em 2006. A ação é analisada como um acontecimento que ocorreu em um tempo e lugar específicos afetando sujeitos e instituições sociais e revelando um campo problemático em que há recorrência e atualidade: a terra e seus usos abusivos em terras brasileiras. O ponto de interesse aqui é observar como o acontecimento formulado no interior de um movimento de resistência circulou como acontecimento jornalístico na imprensa hegemônica e nas redes sociais. A análise incorpora seu retorno como acontecimento estendido através da lembrança na “comemoração” de seus cinco anos.
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(Angela Zamin)

11 abril 2011

Pesquisa sobre práticas jornalísticas será apresentada no Mejor 2011

A professora Beatriz Marocco, integrante do GPJor, socializará resultados da pesquisa sobre saberes que circulam nas redações, que vem desenvolvendo desde o ano passado com financiamento do CNPq, durante o I Colóquio Mudanças Estruturais no Jornalismo – Mejor 2011 –, que acontecerá na UnB, de 25 a 28 deste mês. O texto “Uma via alternativa de reflexão sobre as práticas jornalísticas” será apresentado no Grupo de Trabalho Mediação, mediatização e prática jornalística, que reunirá os pesquisadores Emmanuël Souchier e Adeline Wrona, ambos da Université Paris-Sorbone, França; Carlos Alberto de Carvalho e Leandro Rodrigues Lage, da UFMG; Antonio Fausto Neto, da Unisinos; Arnaud Noblet, da Université de Grenoble, França; e Luiz Martins da Silva e Dione Oliveira Moura, ambos da UnB.
A professora Christa Berger participará da mesa redonda Perspectiva de estudos empíricos em jornalismo. Mais sobre a programação do evento, aqui.
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Uma via alternativa de reflexão sobre as práticas jornalísticas, por Beatriz Marocco (Unisinos)
Resumo: Trata-se de um modo alternativo de exploração das práticas jornalísticas. No nível do saber, articulam-se: a memória do pesquisador como jornalista profissional, o parentesco identificado com um conjunto de conceitos sobre procedimentos de controle discursivo, dados de uma enquete com 130 repórteres brasileiros. Nesta conjunção entre conceitual e empírico, pretende-se produzir “ação de teoria” em que se definem, com base nas ideias dos repórteres, alguns traços da mecânica jornalística que subjaz ao funcionamento do jornal.
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(Angela Zamin)

10 março 2011

Livro problematiza o acontecimento jornalístico


O livro “Jornalismo e acontecimento: mapeamentos críticos” (Editora Insular, 2010), organizado por Marcia Benetti e Virginia Pradelina da Silveira Fonseca, é o primeiro livro produzido no âmbito do convênio de cooperação Procad/CAPES que reúne os programas de pós-graduação em Comunicação da UNISINOS, UFMG, UFRGS e UFSC, através do Procad/Capes. Trata-se de pesquisa que investiga o conceito de acontecimento em perspectiva multidisciplinar para formar uma epistemologia do acontecimento jornalístico.
A obra traz dez textos que problematizam o acontecimento jornalístico. Foram revisadas criticamente as teorias sobre a temática do acontecimento, contextualizando-as e trazendo-as para a reflexão no interior das teorias do jornalismo. Este livro resulta deste empreendimento teórico, ao qual se deve o seu caráter de mapeamentos críticos. Está organizado em três partes. Interfaces disciplinares, textos que pensam o jornalismo a partir de sua relação com outros campos do conhecimento, especialmente a sociologia, a filosofia, a história, a arte e a semiótica. Incursões sistematizadoras, mapeamentos mais específicos do jornalismo, trabalhando abordagens, tipologias e estatutos do acontecimento. Reflexões aplicadas, escritos que articulam a reflexão teórica sobre acontecimento a estudos aplicados sobre noticiabilidade, agendamento e enquadramento.
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(Angela Zamin)

03 março 2011

Caco Barcellos na Unisinos

O jornalista Caco Barcellos estará na Unisinos no dia 11 de março, sexta-feira, no Auditório Central (junto ao Centro 1), em São Leopoldo.  O apresentador do Profissão Repórter, da Rede Globo, participa de pesquisa coordenada pela professora Dra. Beatriz Marocco, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação - PPGCOM. O evento começa às 20 horas, é direcionado a estudantes de graduação e pós-graduação em Comunicação, mas aberto à comunidade acadêmica. Não requer inscrição e é gratuito. Trata-se de uma entrevista pública.
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(Felipe de Oliveira)
(Foto: divulgação / Rede Globo)

01 dezembro 2010

Eleições 2010: quem quer ser presidente? Leia o jornal

Sob a égide dos critérios de noticiabilidade, jornalismo brasileiro cria seu próprio “cenário eleitoral” no imaginário do eleitor/leitor.
Quem quer ser presidente do Brasil? Se você ainda não sabe, leia o jornal. Seriam três, talvez quatro candidatos. Vamos lá: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV)...Talvez Plínio de Arruda Sampaio (PSOL)? Às vezes.
Faltam pouco mais de 15 dias para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2010 e os principais jornais brasileiros já decidiram: você tem três opções, no máximo quatro. Esqueça que nos registros do TSE constam nove concorrentes . Sim, mas e o eleitor/leitor, como fica? E a sua liberdade de escolha? Bem, meu caro, o jornalismo tem seus critérios de noticiabilidade.
Descubra, então, quais são os critérios quando o assunto é Eleições 2010, segundo a Rede Globo, maior grupo de comunicação do país. Na edição do Jornal Nacional de 12 de agosto, Willian Bonner, âncora, explica:
“o critério da TV Globo foi entrevistar, na bancada dos telejornais, em 12 minutos, os candidatos de partidos com representação na Câmara que tenham ao menos 3% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, sem considerar a margem de erro.” (BONNER, 2010)
Pois Bem. A legislação brasileira não prevê critérios para a cobertura editorial do processo eleitoral. Se o fizesse, estaria cerceando a liberdade de imprensa, diriam os “guardiões da democracia”. Diz a Lei Federal número 9.504/97, no entanto, que para os debates de rádio e televisão devem ser convidados todos os candidatos com representação na Câmara dos Deputados. Portanto, o critério, nesse caso, é legal. Não jornalístico.
O que a Rede Globo faz quando estabelece sua “cláusula de barreiras” para entrevistas com os candidatos é nada mais do que aplicar seu próprio critério de noticiabilidade. Interessa noticiar os que alcançam mais de 3% das intenções de voto nas pesquisas. Os jornais de referência também fazem do índice, a rigor, seu critério. Criam, assim, no imaginário do eleitor/leitor um “cenário eleitoral” composto por três candidatos. Quatro... Mas um deles é coadjuvante. O PSOL tem deputados federais, mas Plínio de Arruda Sampaio não atinge 1% das intenções de voto. Teve três minutos no Jornal Nacional. Que dirão os demais!
Temos, então, os candidatos sobre os quais a mídia quer que a sociedade seja informada. Apropriando-se do que trata Maíra Rodrigues Gomes em Poder no Jornalismo (Hacker, 2003), haveria no processo de construção do tal “cenário eleitoral” a tentativa de disciplinar a interpretação que fará o leitor das eleições . Ou seja, uma tentativa de definir quem, de fato - não de direito -, disputa a Presidência da República.

Pauta = náuseas
E segue a pauta “eleições no Brasil”. Como se não bastasse “escolher” pelo eleitor/leitor os candidatos, a mídia disciplina também o que saber sobre a disputa. Sempre sobre a égide dos critérios de noticiabilidade, é claro. Já ouviu falar nos últimos dias de quebra de sigilo fiscal? Denúncias de intervenção política na Receita Federal? O que propõem os candidatos, não interessa. Não muito.
Na edição de 14 de setembro de 2010 de Zero Hora, o editorial principal intitula-se “Pauta Negativa”. Posicionava-se o jornal gaúcho a favor de uma pauta que discutisse o futuro do país, não denúncias. No noticiário, denúncias. De dar náuseas, como bem elabora Ignacio Ramonet, no que chama de “mimetismo”:
"O mimetismo é aquela febre que se apodera repentinamente da mídia (confundindo todos os suportes), impelindo-a na mais absoluta urgência, a precipitar-se para cobrir um acontecimento (seja qual for) sob pretexto de que os outros meios de comunicação – e principalmente a mídia de referência – lhe atribuam uma grande importância. Essa imitação delirante, levada ao extremo, provoca um efeito bola-de-neve e funciona como uma espécie de auto-intoxicação: quanto mais os meios de comunicação falam de um assunto, mais se persuadem, coletivamente, de que este assunto é indispensável, central, capital, e que é preciso dar-lhe ainda mais cobertura, consagrando-lhe mais tempo, mais recursos, mais jornalistas. Assim os diferentes meios de comunicação se auto-estimulam, superexcitam uns aos outros, multiplicam cada vez mais as ofertas e se deixam arrastar para a superinformação numa espécie de espiral vertiginosa, inebriante, até a náusea" (RAMONET, 2001, p.20-21).

Referências
BONNER, Willian. Jornal Nacional. Portal G1. São Paulo, 12 agosto 2010. Disponível em: . Acesso em: 13 setembro 2010.
GOMES, Mayra Rodrigues (2003). Poder no Jornalismo: Discorrer, disciplinar, controlar. São Paulo, Hacker.
RAMONET, Ignacio (2001). A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes.

(Autor: Felipe de Oliveira)

08 novembro 2010

Chamada ou slogan?

Fotografia: Zero Hora, 21/06/2010
Com freqüência, tem me chamado a atenção a quantidade de marcas publicitárias presentes em fotografias jornalísticas. Não me refiro a episódios de merchandising, comuns nas coberturas esportivas, por exemplo. Mas, a marcas publicitárias singelamente presentes em cenários que compõe as notícias e que, por um provável descuido do fotógrafo ou despreocupação da editoria, acabam por fazer parte de um espaço que aparentemente não lhes pertence. Se estes casos já parecem estranhos, o que dizer então de situações em que além de estar presente na fotografia que ilustra a matéria, a marca publicitária “conversa” com o conteúdo jornalístico apresentado?
Em seu artigo A supressão das notícias importantes, Edward Alsworth Ross já refletia sobre uma imprensa tomada por anúncios, o que classificou como “comercialização da imprensa”. Ainda hoje, podemos perceber esta invasão da publicidade aos meios impressos, que muitas vezes ocorre de forma híbrida, quando as marcas, por exemplo, se travestem de características próprias do veículo jornalístico. Uma situação de hibridismo tal, que o leitor não consegue mais discernir o que é notícia do que é propaganda. Este hibridismo contrasta com uma das preocupações de Ross, ao alertar que “a difusão das notícias e da publicidade são duas funções essencialmente diferentes que, por razões de conveniência, são realizadas pela mesma organização”.
No exemplo abaixo, capa da Zero Hora do dia 21/06/2010, há uma clara relação entre a chamada “Brasil Decola”, com a marca da companhia aérea Fly Emirates, presente ao fundo da cena na fotografia. Um “conversa” evidente e intencional entre a chamada e a marca publicitária. No entanto, extremamente singela. Ao utilizar-se de técnicas próprias da publicidade, misturando-as à linguagem jornalística, o editor responsável pelo conteúdo afinal produziu uma capa de jornal ou um anúncio publicitário?
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(Autor: Robert Thieme)

06 novembro 2010

Ética na TV: participação do cidadão na crítica da programação televisiva


Se a mídia vai mal, a sociedade deve ter mecanismos para intervir. Isso pode ser feito através de meios que possam “incitar” a mídia a cumprir bem o seu papel. No Brasil, ainda são raras as iniciativas que, sem a intervenção governamental, conseguem pressionar e dar voz ao cidadão na crítica à qualidade da programação dos meios de comunicação de massa. Um dos exemplos é a campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, lançada em 2002 pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e organizações da sociedade civil.
A campanha pode ser considerada como um Sistema de Responsabilização da Mídia (Media Accountability Systems – MAS), proposto por Claude-Jean Bertrand (2002). Ou seja, “um sistema que pode promover mecanismos de controle de qualidade, educação contínua e a devolução aos cidadãos os direitos humanos que os medias costumeiramente confiscam”. Os MAS discutem a viabilidade e importância de um controle social midiático que amplifique a crítica da sociedade com relação, por exemplo, à qualidade dos meios de comunicação de massa.
“Quem financia...” promove o acompanhamento permanente da programação da televisão para indicar programas que – de forma sistemática – desrespeitam convenções internacionais assinadas pelo Brasil, princípios constitucionais e legislação em vigor que protegem os direitos humanos e a cidadania. O “ranking da baixaria” é listado no site da campanha (http://www.eticanatv.org.br/), e os excessos indicados por denúncias são encaminhados ao Ministério Público. É uma iniciativa importante, mas de resultados que ainda esperam ser ampliados.
A problemática da regulação da função social da mídia não pode ser resumida ao modelo simplista de “mude o canal se não estiver satisfeito” como única forma de protestar contra a tendenciosidade da programação televisiva. É imperativo criar mecanismos que tornem os meios de comunicação mais responsivos ao que deles se exige legalmente. Iniciativas a partir de uma vigilância social sobre os meios de comunicação podem tornar a mídia mais sensível à sua função social e política. Serviriam também para o fortalecimento de uma cultura de participação democrática do cidadão na organização da programação televisiva.

(Autor: Luis Fernando Assunção)

04 novembro 2010

A crítica da cobertura das eleições no OI: um espaço democrático?


O site Observatório da Imprensa (OI) é um espaço de discussão e militância sobre as boas práticas jornalísticas. É evidente que esse veículo de crítica midiática representa um avanço para a sociedade. É exatamente o caráter interativo que pode contribuir para uma participação mais eficaz do seu público no debate sobre o que a mídia produz. Porém, quando se trata de assuntos acerca da cobertura das eleições 2010, surge a dúvida: O OI se constitui em um espaço democrático e seguro de formação de opinião pública?
Considerando que o ato de criticar é relativo e autônomo, por ser o julgamento do mérito pertencente à ordem da liberdade de espírito, a ideia exposta e compartilhada pelos articulistas tem inúmeras possibilidades e probabilidades de produção de sentidos. Por esse motivo, é importante a consideração de outros fatores contextuais aos artigos publicados. A intenção aqui é analisar e clarificar os conceitos básicos que norteiam o trabalho desenvolvido por articulistas do OI no que se refere à cobertura jornalística sobre as eleições presidenciáveis. O eixo condutor dessa reflexão está baseado na ideia de que a crítica não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas também, deve oferecer uma descrição de aspectos objetivos concretos que deem sustentação aos argumentos.
Nessa perspectiva, os artigos apresentados até o momento no OI são exercícios intelectuais e lógicos que se opõem ao tratamento dado pela grande mídia. Como exemplo, no artigo do dia 7 de setembro de 2010, “O jornalismo de simulacros”, assinado pelo jornalista Washington Araújo, explicita-se uma revolta sobre a abordagem do caso da violação do sigilo fiscal de cinco personalidades ligadas ao PSDB, sendo que a estrela-vítima é Verônica Serra, filha do candidato à presidência, José Serra. A posição de repúdio desenvolvida no texto contempla a contextualização da experiência ideológica do jornalista que também é colunista do Portal esquerdista, Carta Maior.
Para Washington Araújo, a construção das notícias se faz no âmbito do denuncismo, sem apurações mais contundentes. Além disso, ele diz que os espaços nobres dos grandes jornais impressos, revistas e portais do país se transformaram em editoriais com declarações explícitas da posição contrária à candidata do PT, Dilma Rousseff. O articulista argumenta que esses veículos jornalísticos já se apoderaram da suposta verdade, proferindo sentenças finais em suas redações/tribunais. A condenação pela imprensa está vinculada à noção de poder discursivo, uma qualidade vicária do jornalismo.
O que se constata nas críticas do OI sobre a cobertura das eleições são denúncias alarmantes do abuso do direito à liberdade de expressão das empresas jornalísticas, do desalinhamento explícito da imprensa brasileira com a campanha política de Dilma Rousseff, ou do engajamento da grande mídia na oposição à candidata. Os artigos geram inúmeros comentários de internautas das mais variadas áreas de atuação. A maioria deles contempla a opinião dos articulistas. Em contrapartida, há os que discordam e não medem palavras para explicitarem suas opiniões.
A estrutura observada é porosa, porque apesar dos argumentos serem coerentes e comprovados, essas denúncias se constroem basicamente pela posição político-partidária dos críticos e, principalmente, pela postura da nova crítica, defendida por Ciro Marcondes Filho, de assumir oposições e paradoxos para conviverem em um mesmo território. É justamente esse espaço múltiplo que possibilita afirmar que no OI há abertura para a diversidade interativa e para a expansão de horizontes. Conforme José Luiz Braga, essa possibilidade de interação em um ambiente diferido e difuso gera processos interpretativos que estão além do que a mídia produz, e sim nas respostas das práticas sociais, a partir do que a sociedade apresenta. Sendo que, as ações dos articulistas e comentaristas podem se misturar e se interferirem mutuamente, caracterizando-se em contrapropositivas, interpretativas, proativas, corretoras de percurso, controladoras, seletivas, polemizadoras, laudatórias, de estímulo, de ensino, de alerta, de divulgação, venda, etc.
Com isso, pode se dizer que o espaço de crítica no OI é democrático, pois apesar da crítica especializada ser, em unanimidade, contrária à cobertura da grande mídia sobre as eleições presidenciáveis, está aberta para todas as formas de comentários, inclusive os mais ríspidos e desrespeitosos. É bem provável que exista alguma moderação de participação do internauta, mas é seguro afirmar que esse espaço exerce a competência de tensionar múltiplos processos interpretativos, gerar dinâmicas de participação e, por consequência, fornecer esclarecimento e percepção ampliada para o seu público.


(Autor: Adriana Garcia)