Sabemos que a internet hoje se tornou um meio de comunicação essencial nas relações sociais. Não se trata simplesmente de uma tecnologia, e sim do meio de comunicação que constitui a forma organizativa da sociedade em torno de fluxos (Castells 1999). Foi neste espaço de fluxos que o caso Paula Oliveira repercutiu, através da publicação do relato do pai da brasileira no blog do jornalista Ricardo Noblat. No relato, o pai conta que a filha, que vivia na Suíça, teria sido atacada por neonazistas e por causa das agressões teria sofrido um aborto. A partir de então, o acontecimento foi amplamente divulgado tendo grande repercussão na mídia, pautando não só jornais como revistas e portais de notícias na internet dos mais variados gêneros.
Na busca incessante pelo furo, repórteres anteciparam-se e acabaram produzindo julgamentos públicos. Na televisão o Jornal Nacional e o Jornal da Globo deram destaque a notícia, na mídia impressa, revistas como Veja e Época publicaram reportagens extensas e na internet, podemos citar o G1, portal de notícias vinculado a Rede Globo. No portal o assunto gerou cerca de 15 matérias dentre atualizações e desdobramentos. Não havendo nenhuma evidência ou testemunha do suposto ataque descobriu-se em seguida que a história havia sido inventada pela brasileira, culminando em um desfecho inusitado.
No caso do portal os conteúdos foram fragmentados e não hierarquizados, de modo que as notícias foram publicadas por editorias como Mundo e Brasil, ou por assuntos, como Brasileiros no exterior e Caso da brasileira ferida na Suíça, perdendo a origem da informação. Desta forma, além de não ficar explícito o que deu início ao acontecimento na cobertura feita pelo portal, o leitor não conseguiu acompanhar o desenrolar passo a passo. A fragmentação acabou por descontextualizar o conteúdo na medida em que não houve uma preocupação em recuperar o acontecimento inicial, mas apenas em noticiar seus desdobramentos atuais. A simplificação e a descontextualização dos conteúdos, conforme Mar de Fontcuberta, professora de Comunicação social da Pontifícia Universidade Católica do Chile, compromete a compreensão do leitor.
A irrupção das novas tecnologias revolucionou radicalmente o modo tradicional de trabalho do jornalista, vivenciamos hoje a sociedade da informação, onde todo mundo se comunica através da rede. Ainda assim, questões como responsabilidade e ética deveriam estar sempre no centro das preocupações dos jornalistas na era da industrialização da informação. Seguindo as técnicas jornalísticas toda e qualquer informação transmitida por uma fonte deveria ser selecionada, checada e contextualizada. Não foi o que vimos na cobertura realizada pelo portal G1.
(Daiana de Oliveira Martins)
Texto produzido na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas
20 novembro 2009
16 novembro 2009
Acontecimento em debate na SBPJor
Integrantes do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo – GPJor estarão participando do VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece de 25 a 27, na USP. O evento promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor terá duas sessões coordenadas sobre Acontecimento Jornalístico, que irá reunir além de pesquisadores do GPJor, professores e alunos dos programas de pós-graduação em comunicação das federais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Minas Gerais.
A primeira sessão Acontecimento Jornalístico, coordenada pela professora Christa Berger, reunirá os trabalhos: Tipologias do acontecimento jornalístico, de Christa Berger e Frederico Tavares (UNISINOS); O jornalismo como acontecimento, Marcia Benetti (UFRGS); Acontecimentos e homofobia: considerações sobre agendamento, noticiabilidade e Enquadramento, Paulo Bernardo Vaz e Elton Antunes (UFMS) e O acontecimento em sua dimensão semiótica, do professor Ronaldo Henn (UNISINOS).
Já a outra sessão coordenada sobre o tema Acontecimento Jornalístico será formada pelos trabalhos: Os jornais e o Acontecimento Obama, de Beatriz Marocco, Angela e Zamin e Felipe Boff (UNISINOS); Acontecimentos programados e acidentais na cobertura sobre homofobia, Bruno Souza Leal (UFMG); O acontecimento e a ficção no jornalismo, Daisi Vogel e Gislene Silva (UFSC); O apagamento do correspondente estrangeiro no local do acontecimento telejornalístico: a passagem comensalista e a editorialização da notícia narrada à distância, Sean Hagen (UFRGS); e O acontecimento como notícia: do conceito à prática no jornalismo corporativo, de Virginia Fonseca (UFRGS), que coordena a sessão.
Além das comunicações coordenadas, a mestranda Marina Lorenzoni Chiapinotto, integrante do GPJor, apresentará nas sessões de temas livres o artigo Imagens de morte: uma análise das fotografias de capa da revista Veja.
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O acontecimento em sua dimensão semiótica
Ronaldo Henn
partir das categorias fenomenológicas formuladas por C. S. Peirce pensa-se em diversas nuanças do acontecimento, desde a sua dimensão de singularidade radical até sua construção através de codificações prévias. Tenta-se entender como o acontecimento jornalístico se institui nas tramas semióticas de sua constituição, saindo do plano ideal, como preconiza Deleuze, para o plano da história. Defende-se que o acontecimento concentra em si a força propulsora da semiose: apreendido na condição de signo, o irromper da sua existência desdobra-se em infinitas possibilidades de desvendamento do objeto em que encarna. Considerar o acontecimento já midiaticamente traduzido ou mesmo instituído exige foco na complexidade exponencialmente aumentada do processo
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Os jornais e o Acontecimento Obama
Beatriz Marocco, Angela e Zamin e Felipe Boff
O texto é resultado de um exercício de crítica das práticas jornalísticas no âmbito da disciplina de mesmo nome do PPGCC/Unisinos, sobre a vitória de Obama à presidência dos EUA, e pretende situar-se em uma região de confluência entre filosofia e jornalismo – o presente que nos cerca: é dele que emergem os acontecimentos de que ambos saberes se ocupam. O que foi materializado pelos jornais sobre a vitória de Obama nos levou a esboçar uma via de objetivação discursiva do acontecimento em sua complexidade histórica, que se desloca da pirâmide jornalística voltada à superfície dos acontecimentos. Para explorar este novo percurso, optamos por examinar o que foi produzido em um conjunto de 18 jornais de referência à luz do conceito de “acontecimentalização”, imaginado originariamente por Foucault como o procedimento kantiano que vem dar materialidade filosófica à critica de certo elemento do presente que se trata de reconhecer em um “poliedro de inteligibilidade” (FOUCAULT, 2006a, p. 339-340).
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Tipologias do acontecimento jornalístico
Christa Berger e Frederico Tavares
Este trabalho pretende revisar textos considerados de referência que tomam o acontecimento como objeto ou que interpretam coberturas jornalísticas com a noção de acontecimento buscando apontar e sistematizar algumas categorizações existentes sobre o acontecimento jornalístico. Menos que traçar uma classificação para pensar este acontecimento, pretende-se elencar algumas “aparições” do acontecimento em estudos de distintas áreas visando a oferecer, ao fim do texto, alguns eixos e nomeações presentes na bibliografia examinada para um primeiro exercício de identificação de uma possível tipologia do acontecimento jornalístico.
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Imagens de morte: uma análise das fotografias de capa da revista Veja
Marina Lorenzoni Chiapinotto
As capas de revistas informativas são as unidades discursivas que dão mais visibilidade à notícia/reportagem em destaque na edição, sempre utilizando-se de elementos imagéticos como as fotografias. Tendo em vista que a morte é um dos fatos que possui mais valor-notícia para o jornalismo – e, por isso, é matéria recorrente em revistas desse segmento –, este texto tem como objetivo analisar como a revista Veja dá a ver a morte em fotografias publicadas em suas capas. As análises se pautam na linguagem fotográfica e a delimitação do corpus se dá sobre duas capas de Veja que explicitam cenas de morte, independente do acontecimento. O estudo demonstra que há um morto representando a morte massiva nas fotografias das capas analisadas, não interessando sua identidade.
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(Angela Zamin)
A primeira sessão Acontecimento Jornalístico, coordenada pela professora Christa Berger, reunirá os trabalhos: Tipologias do acontecimento jornalístico, de Christa Berger e Frederico Tavares (UNISINOS); O jornalismo como acontecimento, Marcia Benetti (UFRGS); Acontecimentos e homofobia: considerações sobre agendamento, noticiabilidade e Enquadramento, Paulo Bernardo Vaz e Elton Antunes (UFMS) e O acontecimento em sua dimensão semiótica, do professor Ronaldo Henn (UNISINOS).
Já a outra sessão coordenada sobre o tema Acontecimento Jornalístico será formada pelos trabalhos: Os jornais e o Acontecimento Obama, de Beatriz Marocco, Angela e Zamin e Felipe Boff (UNISINOS); Acontecimentos programados e acidentais na cobertura sobre homofobia, Bruno Souza Leal (UFMG); O acontecimento e a ficção no jornalismo, Daisi Vogel e Gislene Silva (UFSC); O apagamento do correspondente estrangeiro no local do acontecimento telejornalístico: a passagem comensalista e a editorialização da notícia narrada à distância, Sean Hagen (UFRGS); e O acontecimento como notícia: do conceito à prática no jornalismo corporativo, de Virginia Fonseca (UFRGS), que coordena a sessão.
Além das comunicações coordenadas, a mestranda Marina Lorenzoni Chiapinotto, integrante do GPJor, apresentará nas sessões de temas livres o artigo Imagens de morte: uma análise das fotografias de capa da revista Veja.
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O acontecimento em sua dimensão semiótica
Ronaldo Henn
partir das categorias fenomenológicas formuladas por C. S. Peirce pensa-se em diversas nuanças do acontecimento, desde a sua dimensão de singularidade radical até sua construção através de codificações prévias. Tenta-se entender como o acontecimento jornalístico se institui nas tramas semióticas de sua constituição, saindo do plano ideal, como preconiza Deleuze, para o plano da história. Defende-se que o acontecimento concentra em si a força propulsora da semiose: apreendido na condição de signo, o irromper da sua existência desdobra-se em infinitas possibilidades de desvendamento do objeto em que encarna. Considerar o acontecimento já midiaticamente traduzido ou mesmo instituído exige foco na complexidade exponencialmente aumentada do processo
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Os jornais e o Acontecimento Obama
Beatriz Marocco, Angela e Zamin e Felipe Boff
O texto é resultado de um exercício de crítica das práticas jornalísticas no âmbito da disciplina de mesmo nome do PPGCC/Unisinos, sobre a vitória de Obama à presidência dos EUA, e pretende situar-se em uma região de confluência entre filosofia e jornalismo – o presente que nos cerca: é dele que emergem os acontecimentos de que ambos saberes se ocupam. O que foi materializado pelos jornais sobre a vitória de Obama nos levou a esboçar uma via de objetivação discursiva do acontecimento em sua complexidade histórica, que se desloca da pirâmide jornalística voltada à superfície dos acontecimentos. Para explorar este novo percurso, optamos por examinar o que foi produzido em um conjunto de 18 jornais de referência à luz do conceito de “acontecimentalização”, imaginado originariamente por Foucault como o procedimento kantiano que vem dar materialidade filosófica à critica de certo elemento do presente que se trata de reconhecer em um “poliedro de inteligibilidade” (FOUCAULT, 2006a, p. 339-340).
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Tipologias do acontecimento jornalístico
Christa Berger e Frederico Tavares
Este trabalho pretende revisar textos considerados de referência que tomam o acontecimento como objeto ou que interpretam coberturas jornalísticas com a noção de acontecimento buscando apontar e sistematizar algumas categorizações existentes sobre o acontecimento jornalístico. Menos que traçar uma classificação para pensar este acontecimento, pretende-se elencar algumas “aparições” do acontecimento em estudos de distintas áreas visando a oferecer, ao fim do texto, alguns eixos e nomeações presentes na bibliografia examinada para um primeiro exercício de identificação de uma possível tipologia do acontecimento jornalístico.
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Imagens de morte: uma análise das fotografias de capa da revista Veja
Marina Lorenzoni Chiapinotto
As capas de revistas informativas são as unidades discursivas que dão mais visibilidade à notícia/reportagem em destaque na edição, sempre utilizando-se de elementos imagéticos como as fotografias. Tendo em vista que a morte é um dos fatos que possui mais valor-notícia para o jornalismo – e, por isso, é matéria recorrente em revistas desse segmento –, este texto tem como objetivo analisar como a revista Veja dá a ver a morte em fotografias publicadas em suas capas. As análises se pautam na linguagem fotográfica e a delimitação do corpus se dá sobre duas capas de Veja que explicitam cenas de morte, independente do acontecimento. O estudo demonstra que há um morto representando a morte massiva nas fotografias das capas analisadas, não interessando sua identidade.
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(Angela Zamin)
13 novembro 2009
Livro sobre gêneros jornalísticos
O lançamento "Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação", de Lia Seixas, está disponível para dowload gratuito no site do Labcom, da Universidade da Beira Interior, Portugal. Confira aqui.
(Aline Weschenfelder)
(Aline Weschenfelder)
12 novembro 2009
O equívoco em associar guerra e terrorismo
Professor António Fernandes durante Escola de Outono, na UNL
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"Guerra e terrorrismo: uma falsa relação" foi o tema da conferência do professor António Horta Fernandes, do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FSCH), da Universidade Nova de Lisboa. Fernandes falou da impossibilidade em associar esses conceitos, uma vez que por mais que os atos terroristas afetam atores e poderes políticos internacionais, o objetivo não é político como nas guerras, mas a violência pela violência.
Para o professor, dedicar-se à violência é diferente de dedicar-se à política, apesar de esta ter uma dimensão violenta, conflitual, bélica. “A dimensão violenta da política, que as vezes se sobrepõe as outras, é diferente de subordinar a política à violência, a um substrato violento”. Por outro lado, segundo Fernandes, o terrorismo se apresenta com essa dimensão violenta, mas tenta revesti-la por uma ideologia, por um ideal. Apesar disso, “os meios são os fins, a violência em si”, acrescenta.
Ao relembrar Bush e sua declaração ‘guerra ao terrorismo’ o professor da UNL disse que tal expressão vale apenas como retórica. Na sua avaliação, aliar guerra a terrorismo acaba por legitimar o segundo e dar-lhes um poder que apenas os estados nacionais têm: o de fazer guerra. Ainda sobre a ‘guerra ao terrorismo’, Fernandes destaca que Bush não ordenou o ataque a um grupo terrorista, mas a um estado, o Afeganistão, tal a impossibilidade de se balizar o espaço ocupado “pela cartografia do mal”.
A conferência do professor António Horta Fernandes integrou a Escola de Outono, promovida conjuntamente pela FSCH/UNL; o Observatório Político; e o Institut d'Études Politiques – Sciences Po, de Poitiers, França.
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Jornalismo e guerra é o tema da entrevista realizada por mestrandos da Cásper Líbero com Dov Shinar, jornalista, professor e pesquisador paulista que vive em Israel, publicada na primeira edição da Revista Contempo, recentemente lançada. A íntegra de "Jornalismo de guerra e jornalismo de paz: o valor de notícia e as narrativas de conflitos" pode ser conferida aqui.
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(Angela Zamin, de Lisboa)
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"Guerra e terrorrismo: uma falsa relação" foi o tema da conferência do professor António Horta Fernandes, do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FSCH), da Universidade Nova de Lisboa. Fernandes falou da impossibilidade em associar esses conceitos, uma vez que por mais que os atos terroristas afetam atores e poderes políticos internacionais, o objetivo não é político como nas guerras, mas a violência pela violência.
Para o professor, dedicar-se à violência é diferente de dedicar-se à política, apesar de esta ter uma dimensão violenta, conflitual, bélica. “A dimensão violenta da política, que as vezes se sobrepõe as outras, é diferente de subordinar a política à violência, a um substrato violento”. Por outro lado, segundo Fernandes, o terrorismo se apresenta com essa dimensão violenta, mas tenta revesti-la por uma ideologia, por um ideal. Apesar disso, “os meios são os fins, a violência em si”, acrescenta.
Ao relembrar Bush e sua declaração ‘guerra ao terrorismo’ o professor da UNL disse que tal expressão vale apenas como retórica. Na sua avaliação, aliar guerra a terrorismo acaba por legitimar o segundo e dar-lhes um poder que apenas os estados nacionais têm: o de fazer guerra. Ainda sobre a ‘guerra ao terrorismo’, Fernandes destaca que Bush não ordenou o ataque a um grupo terrorista, mas a um estado, o Afeganistão, tal a impossibilidade de se balizar o espaço ocupado “pela cartografia do mal”.
A conferência do professor António Horta Fernandes integrou a Escola de Outono, promovida conjuntamente pela FSCH/UNL; o Observatório Político; e o Institut d'Études Politiques – Sciences Po, de Poitiers, França.
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Jornalismo e guerra é o tema da entrevista realizada por mestrandos da Cásper Líbero com Dov Shinar, jornalista, professor e pesquisador paulista que vive em Israel, publicada na primeira edição da Revista Contempo, recentemente lançada. A íntegra de "Jornalismo de guerra e jornalismo de paz: o valor de notícia e as narrativas de conflitos" pode ser conferida aqui.
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(Angela Zamin, de Lisboa)
11 novembro 2009
GPJor na España
O doutorando Frederico Tavares participa nos dias 12 e 13 de novembro das "I Jornadas de Diseño en la Sociedad de la Información" que acontecerão na Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. O evento tem como tema a configuração do mercado de trabalho do campo gráfico na Espanha e contará com palestras de profissionais da área e com comunicações científicas voltadas para os estudos visuais no jornalismo e nos meios de comunicação.
Mais informações no site das Jornadas.
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(Fred Tavares, desde Madrid)
10 novembro 2009
Sobre a mídia impressa
Em entrevista ao NUPEJOR/UFRGS, Sergio Picciarelli, responsável por viabilizar projetos especiais nas revistas da Editora Abril, fala sobre o livro “Encartes Especiais: a mídia impressa em busca de novas formas de comunicar”. Picciarelli aponta potencialidades na sensibilização do leitor, como a utilização de recursos só possíveis no suporte papel, e aposta que esses formatos, já experimentados na publicidade, têm potencial para chegar ao jornalismo. Confira a entrevista no blog.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
05 novembro 2009
Seminário de Tese e Grupo de Pesquisa
A doutoranda Aline Roes Dalmolin apresentará o trabalho “Valores modernos e tradicionais em revistas católicas brasileiras dos anos 1980: o discurso sobre família em Rainha e Família Cristã”, no Seminário de Tese que será realizado durante o próximo encontro do Grupo de Estudos em Jornalismo, no dia 10 de novembro, às 14 horas no PPGCOM. Nesta mesma reunião, os mestrandos que ingressaram no Programa em 2009 terão a oportunidade de debater o andamento de suas pesquisas com os demais integrantes do grupo.
(Aline Weschenfelder)
(Aline Weschenfelder)
04 novembro 2009
Simplista demais
Ao observar a cobertura jornalística atual pode-se delinear uma avaliação sobre o modo de fazer jornalismo de alguns veículos de comunicação. A capacidade de desagregar e descontextualizar informações, isolando-as das demais relativas à questão central tratada, dá margem para compreender que o jornalismo praticado hoje deixa de atender aos anseios de uma sociedade que, num processo continuo de complexificação, não pode mais ser tratada apenas como uma massa de consumidores de informação.
Toma-se como exemplo a notícia publicada numa agência de notícias on-line, no dia 22 de agosto deste ano. Os profissionais deste veículo se reduziram a informar apenas as condições em que ocorreu a morte do trabalhador rural Elton Brum da Silva, de 44 anos, alvejado pelas costas durante ação de despejo da Brigada Militar ocorrida na manhã do dia 21 de agosto, em São Gabriel (RS). Elton estava entre as famílias sem terra que ocupavam a Fazenda Southall, reinvindicando a desapropriação do restante da área para a reforma agrária.
Ao publicar o texto jornalístico, o veículo ofereceu uma abordagem simplista, preocupando-se apenas em revelar dados colhidos junto aos sem-terra, sem sequer esclarecer o ponto de vista das autoridades policiais e representantes do Estado, como forma de contraponto. Sem contar a falta de contextualização sócio/histórica que deveria acompanhar o texto, para possibilitar ao leitor o entendimento dos sucessivos acontecimentos que tem norteado a questão agrária nos últimos anos no Rio Grande do Sul.
Mas o jornalismo praticado pela agência de notícias aqui analisada é comumente enxergado em outros periódicos que circulam por aí. Essa caracterização pode ser vislumbrada a partir do que a professora de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Mar de Fontcuberta, chama de Jornalismo Mosaico. Segundo a pesquisadora, a partir da desagregação de informações, da explicação dos conteúdos mediante a simplificação, da busca por responder a um formato preestabelecido e, ainda, da construção de pautas sem articulação com outras são marcas do jornalismo atual. Para a autora, “o princípio da simplicidade ou bem separa o que está ligado (disjunção) ou bem unifica o que está disperso (redução). E por isso distorce.”
Corroborando com a autora, pode-se considerar que a maioria dos meios de comunicação atua em relação inversa ao progresso da sociedade, quando as páginas se convertem em um espaço no qual as notícias são escritas sem articulação e, por conseguinte, dificultam os sentidos no campo receptor. É necessário mudanças. Não é mais pensável um jornalismo dirigido a um leitor simples, mas a uma pessoa acostumada a buscar explicações e analisar a sociedade.
Se aceitarmos o fato de estarmos inseridos uma sociedade complexa, em que se multiplicam as interações entre os media e seus leitores, parece claro que o jornalismo que respeite essa complexidade corresponda a um leitor que seja capaz de interpretá-la.
(Maicon Kroth)
Texto apresentado na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas.
Toma-se como exemplo a notícia publicada numa agência de notícias on-line, no dia 22 de agosto deste ano. Os profissionais deste veículo se reduziram a informar apenas as condições em que ocorreu a morte do trabalhador rural Elton Brum da Silva, de 44 anos, alvejado pelas costas durante ação de despejo da Brigada Militar ocorrida na manhã do dia 21 de agosto, em São Gabriel (RS). Elton estava entre as famílias sem terra que ocupavam a Fazenda Southall, reinvindicando a desapropriação do restante da área para a reforma agrária.
Ao publicar o texto jornalístico, o veículo ofereceu uma abordagem simplista, preocupando-se apenas em revelar dados colhidos junto aos sem-terra, sem sequer esclarecer o ponto de vista das autoridades policiais e representantes do Estado, como forma de contraponto. Sem contar a falta de contextualização sócio/histórica que deveria acompanhar o texto, para possibilitar ao leitor o entendimento dos sucessivos acontecimentos que tem norteado a questão agrária nos últimos anos no Rio Grande do Sul.
Mas o jornalismo praticado pela agência de notícias aqui analisada é comumente enxergado em outros periódicos que circulam por aí. Essa caracterização pode ser vislumbrada a partir do que a professora de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Mar de Fontcuberta, chama de Jornalismo Mosaico. Segundo a pesquisadora, a partir da desagregação de informações, da explicação dos conteúdos mediante a simplificação, da busca por responder a um formato preestabelecido e, ainda, da construção de pautas sem articulação com outras são marcas do jornalismo atual. Para a autora, “o princípio da simplicidade ou bem separa o que está ligado (disjunção) ou bem unifica o que está disperso (redução). E por isso distorce.”
Corroborando com a autora, pode-se considerar que a maioria dos meios de comunicação atua em relação inversa ao progresso da sociedade, quando as páginas se convertem em um espaço no qual as notícias são escritas sem articulação e, por conseguinte, dificultam os sentidos no campo receptor. É necessário mudanças. Não é mais pensável um jornalismo dirigido a um leitor simples, mas a uma pessoa acostumada a buscar explicações e analisar a sociedade.
Se aceitarmos o fato de estarmos inseridos uma sociedade complexa, em que se multiplicam as interações entre os media e seus leitores, parece claro que o jornalismo que respeite essa complexidade corresponda a um leitor que seja capaz de interpretá-la.
(Maicon Kroth)
Texto apresentado na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas.
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Crítica das Práticas Jornalísticas
23 outubro 2009
Jornalismo e Ciência
Segue uma citação interessante, de um pesquisador que via o labor científico tal qual o de um "super-reportero":
"Es tarea de la ciencia reducir la expresión inarticulada de nuestros sentimientos individuales a un universo de discurso común y crear un mundo objetivo e inteligible a partir de nuestras experiencias privadas" (Robert E. Park).
(Fred Tavares, desde Madrid)
"Es tarea de la ciencia reducir la expresión inarticulada de nuestros sentimientos individuales a un universo de discurso común y crear un mundo objetivo e inteligible a partir de nuestras experiencias privadas" (Robert E. Park).
(Fred Tavares, desde Madrid)
20 outubro 2009
Seminário Unisinos-Santander
A mestranda Maria Joana Chaise apresentará o trabalho “A participação do público no espaço Leitor-Repórter: possibilidades e desafios” no I Seminário de bolsistas Unisinos-Santander no dia 20 de outubro, às 13h30 na Sala de Seminários I.
O Seminário acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro com apresentações de Pesquisas Científicas pelos bolsistas do PPG do Banco Santander, e acontecem nas Salas de Seminários I e II da Biblioteca da Unisinos. Mais informações aqui.
(Aline Weschenfelder)
O Seminário acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro com apresentações de Pesquisas Científicas pelos bolsistas do PPG do Banco Santander, e acontecem nas Salas de Seminários I e II da Biblioteca da Unisinos. Mais informações aqui.
(Aline Weschenfelder)
19 outubro 2009
50 anos de telejornal em Portugal
Portugal está a comemorar 50 anos de telejornal. Trata-se do programa de mesmo nome, veiculado pela emissora pública RTP – Rádio Televisão Portugal. Numa promoção conjunta com o CECS - Centro de Estudos Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, foi realizada a Conferência 50 Anos de Telejornal: entre o passado e o futuro, na Fundação das Comunicações, em Lisboa.
Por meio dos 50 anos de Telejornal, da RTP, é possível recontar a história do telejornalismo em Portugal, já que o período concorrencial se iniciou apenas nos anos 90, com a implantação dos canais privados SIC e TVI. Ainda, muitos dos jornalistas que estão a fazer jornalismo nos canais privados passaram pela ‘escola’ da RTP.
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O Telejornal e os estudos acadêmicos
Nilza de Sena (Inst. Sup. Ciências Políticas e Sociais), Maria Rosário Saraiva (Univ. do Porto), Felisbela Lopes (Univ. Minho), Rogério Santos (Católica Portguesa), Nuno Brandão (Inst. Sup. Novas Profissões) e Rui Cádima (Univ. Nova de Lisboa)
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A professora Maria Rosário Saraiva, da Universidade do Porto, divide a história do telejornaismo em Portugal em cinco fases: a Era Técnica (195-1959), de aprendizagem e domínio da técnica de produção televisiva; Era dos Realizadores (1959-974), quando ocorre a aposta na imagem e dá-se a introdução do videotipe; Era dos Jornalisas (1974-1980), quando impõe-se a cobertura jornalística e altera-se a função dos apresenadores dos telejornais; Era do Marketing (1992-2000), com a entrada das privadas, preocupação com a audiência, com fait-divers e a transparência da notícia; e a Era do Virtual (a partir de 2001).
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O telejornal a partir do lugar dos pivots (âncoras)
Judite de Sousa, Lopes de Araújo, José Carvalho (diretor de informação da RTP), Adelino Gomes (Provedor do Ouvinte da RTP), Maria Elisa e Manoel Caetano
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A mesa que tratou do lugar dos âncoras, o fez a partir de quatro ex-apresentadores do Telejornal, da RTP: Manoel Caetano, pivot no período do Estado Novo; Maria Elisa, período de 25 de abril; Lopes de Araújo, no período do monopólio em regime democrático; e Judite de Sousa, no período pós-privadas.
A primeira geração de apresentadores foi a dos locutores, responsáveis apenas pela gravação dos offs gerados sobre a imagens já escolhidas e os textos já formatados. Caetano, hoje com 83 anos, contou de sua trajetória, iniciada no rádio – teatro radiofônico e narração esportiva – “eu gostava de fazer reportagem em direto, mas na televisão isso ainda não havia sido inaugurado”, disse. Responsável pela apresentação do Telejornal durante a censura do Estado Novo, Caetano acrescenta: “fui locutor e, portanto, lia o quê os outros escreviam”.
Caetano apresentou o programa até a véspera do 25 de abril de 1974, quando foi substituído, entre outros, pela jornalista Maria Elisa. “Pensávamos que seria a liberdade, fim de censura, mas, continuamos a ouvir uma parte apenas”, disse. E acrescentou: “saímos do regime [Estado Novo], deixamos de ler notícias censuradas pelo Estado, mas, continuamos a ler notícias escritas por quem não nos ouvia”, disse referindo-se a não participação dos apresentadores na definição de pautas e produção de reportagens e texto. A mudança veio com a publicação no jornal Expresso de um documento, escrito por ela e outros jornalistas, conhecido como documento dos papagaios. “Queríamos mais participação na definição de temas e enquadramentos porque dávamos a cara àquilo que líamos”, finaliza.
Lopes de Araújo diz que a época dos jornalistas papagaios seguiu-se a do jornalismo televisivo interpretativo. Nesta época, já nos anos 80, o apresentador participava da reunião de pauta e alinhamento até as alterações finais. O trabalho altera-se com a entrada das TVs privadas, nos anos 90, e investimentos em tecnologia, que permitiram tratar com mais agilidade os grandes acontecimentos. Judite de Sousa, apresentadora na fase pós-privadas, relembrou dos primeiros acontecimentos internacionais com participação direta da RTP – as guerras da Angola, 1992; da Bósnia, 1995; e do Líbano, 1996; e a devolução de Macau, em 1999.
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Outros temas
A relação com a política e o cenário de mudança foram outros dois temas da Conferência 50 Anos de Telejornal. Da primeira participaram os assessores políticos de Ramalho Eanes, Mário Soares e Cavaco Silva, respectivamente, os jornalistas Joaquín Letria, Estrela Serrana e José Arrantes.
Da sessão 'O Telejornal um gênero televisivo em mudança' participaram José Alberto Carvalho, diretor de informação da RTP, Luís Marques, diretor geral da SIC, Júlio Magalhães, diretor de informação da TVI, sob coordenação de Paquete de Oliveira (Provedor do Telespectador da RTP) e comentários de Carlos Daniel (diretor-adjunto da RTPN). Desta, a comprovação da importância da RTP e de seu Telejornal na formação de quadros profissionais, uma vez que os diretores da TVI e SIC trabalharam, primeiro, na emissora pública.
José Arrantes, Marcelo Rebelo de Sousa (Faculdade de Direito da Univ. de Lisboa), Estrela Serrana e Joaquín Letria
Júlio Magalhães, Carlos Daniel, Paquete de Oliveira, Luís Marques e José Alberto Carvalho
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(Angela Zamin, de Lisboa)
17 outubro 2009
Esboço de crítica da crítica
A “satanização” das comunicações diz respeito, em parte, a antiquada esquerda, que não consegue enxergar os possíveis da realidade não apenas comunicacional atual. Isso foi dito, com outras palavras, por Antonio Negri (1993), e entendemos que ele se referia à tradição apocalíptica, que, segundo José Luiz Braga (2002), por incrível que pareça, persiste nos dias de hoje, como seu oposto, os integrados. Para nós, essa corrente de pensamento (apocalíptica) atualmente, ou melhor, a partir da virada do século, se apóia na crítica negativa das novas tecnologias de comunicação e informação. Consideramos também que ela não se limita ao campo das mídias, pois as mudanças tecnológicas ocorrem conjuntamente a mudanças políticas, culturais e econômicas, próprias da globalização, ou, melhor, da ordem mundial que Negri e seu companheiro Michael Hardt nomearam, mais especificamente, de Império, no livro de mesmo nome (2006).
Na obra, o conceito de Império se choca ao de multidão – potência positiva da realidade atual. Mais ou menos na mesma época em que Império foi lançado, três textos apocalípticos surgiram, chorando o passado perdido, o declínio do Estado-nação, o fim das grandes narrativas, mesmo que o conteúdo principal seja a fobia frente às novas tecnologias de comunicação, principalmente a internet.
Esses textos de Joel de Rosnay (2002) e Ignácio Ramonet (2001; 2002) resumem muito bem um certo espírito derrotista, em que o passado se mantém como um fantasma. Para ambos, a internet é uma rede sem centro caótica, e as outras mídias são engolidas por ela. Neles, as mídias de massa tradicionais, estão em crise, e uma horda de bárbaros digitais se apropria do seu o espaço, e não há mais nada a fazer. Ramonet (2001) especifica essa discussão, tendo o jornalismo como objeto. Para o autor, esse tradicional instrumento das sociedades democráticas estaria sendo corrompido a tal ponto que sua morte é inevitável. A proposta inicial deste ensaio era uma crítica das práticas jornalísticas, mas decidimos trabalhar com um tema mais amplo, as mídias como um todo, pois as questões expostas aqui não são restritas. Mas quando falamos em mídias, consideramos também, é claro, o jornalismo.
Mas no ano em que Império (o livro) foi lançado, e também nos anos posteriores, o poder hegemônico foi abalado pelos governados e explorados, por uma insurgência global, que foi traduzida em Multidão: livro de Negri e Hardt (2004) que agora dá espaço maior as potências reais de transformação da ordem mundial. O livro vem de carona com as manifestações de Seattle, contra a guerra do Iraque, os Fóruns Sociais, alguns exemplos dessa insurgência. Multidão, como já acontecia em Império, vai de encontro à posição passiva apocalíptica – essa crítica pela crítica que nada propõe – e de forma alguma se alia aos integrados, pois a democracia real (sonho da multidão) não está dada, deve ser criada.
Algumas semanas atrás, o assassinato de um sem-terra, em confronto com a polícia, recebeu destaque nas mídias. O fato nos impôs a lembrança de que há uma resistência no Brasil consistente, que á aliada de resistências globais, como a Via Campesina e a rede Zapatista. Todas reivindicam a terra, este bem que deveria ser comum, de todos, como é a linguagem, nosso corpo humano, nossa produtividade que constrói o mundo.
Se de um lado há esse poder hegemônico, em que não há mais um sujeito em oposição bem definido, como no marxismo, o qual Ramonet chora – talvez sem saber –a falta; de outro lado, há essa multidão singular que se quer assim, e que resiste. A multidão, aos poucos, mina os poderes, sua revolução não chegará, ela acontece, é um processo em andamento. Deveríamos nos perguntar de que lado nós estamos: aceitaremos nos misturar a multidão e lutar por uma realidade menos endurecida, ou apenas ficaremos sentados, chorando a perda de um passado provavelmente mais triste que a realidade atual?
Quanto ao jornalismo, talvez sua morte nos permita dar um passo para esta outra realidade, essa sim democrática. O corte entre produtores e leitores, no jornalismo, há muito separa a multidão, impõe hierarquias, permite que apenas poucos representem muitos – reflexo da democracia representativa. Mas como cada vez mais esse corte é esmaecido, a questão agora não é mais “quem vai falar”, mas “o que falar”.
(Diego Carvalho)
Texto apresentado na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas.
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Crítica das Práticas Jornalísticas
07 outubro 2009
Jornalismo no rádio comunitário
no CICOM, em Braga, com Rogério Santos, da Católica Portuguesa
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A doutoranda Angela Zamin participa do VII Congreso Internacional Ulepicc, que acontece entre hoje e sexta, na Universidad Carlos III, em Madrid. Sob o tema 'Políticas de cultura y comunicación', o evento reúne 113 trabalhos, oriundos da Espanha, Brasil, México, Argentina, Austrália, Chile, Colômbia, Itália, Portugal, Uruguai e Venezuela, distribuídos em 18 mesas temáticas, além das conferências. Na Ulepicc, Angela Zamin irá apresentar o artigo "A aprendizagem social do uso da mídia e o jornalismo no rádio comunitário: um fazer tentativo", originada em sua dissertação de mestrado, defendida na Unisinos. O trabalho compõem a mesa 'Presente y futuro de la industria radiofónica', que reúne trabalhos das universidades de Granada e Carlos III, ambas espanholas, e da Universidade Estadual Paulista..
Em setembro, na Universidade Católica Portugesa, em Braga, Portugal, a doutoranda apresentou o artigo "Dos acontecimentos no mundo à notícia: relações entre o jornalismo e o geopolítico", em uma das sessões sobre jornalismo do Congresso Internacional de Ciências da Comunicação - CICOM. Integraram a sessão mais dois trabalhos, um da Universidade Santiago de Compostela e o outro da Universidade de Lisboa, sob coordenação do professor Rogério Santos...
(Angela Zamin, de Madri)
25 setembro 2009
Na trilha do tiro
Um mosaico é um desenho feito com pedaços de diferentes objetos. O termo foi usado por Abraham Moles para designar uma cultura fragmentada, refletida nos conteúdos das mídias, típica da pós-modernidade. Ao público, são oferecidos “nacos” da realidade; compor quadros mais completos de um acontecimento depende de uma busca de pedaços que se complementem, que façam sentido.
Nem sempre estes pedaços estão disponíveis. Um jornalismo que não se preocupa em contextualizar e agregar informação – um jornalismo mosaico – é criticado pela pesquisadora Mar de Fontcuberta, para quem o jornalismo deve adotar um pensamento complexo na produção de notícias – afinal, vivemos em uma sociedade complexa.
Quando então nos deparamos com uma morte de um sem-terra em uma reintegração de posse, morto com um tiro disparado por um brigadiano, pelas costas, e a imprensa tenta descrever “a trilha até o tiro”, o “passo a passo dos episódios que levaram à morte do sem-terra” (ZH de 22/08/2009), é de se esperar que mais pedaços sejam combinados neste mosaico.
Não é o que ocorre. A busca dos jornalistas foi apenas até o dia 12 de agosto, quando a fazenda Southall, palco da morte, foi invadida. Ora, um tiro pelas costas não ocorre à toa. Ele é fruto de uma tensão crescente entre a Brigada Militar e o MST, e os acontecimentos que demarcam esta tensão estão além do episódio de São Gabriel. Estão há pelos menos dois anos de distância, quando a orientação para as reintegrações de posse tem sido de isolar os sem-terra e manter pelo menos duas barreiras para que imprensa, direitos humanos, advogados, autoridades não acompanhem as ações.
A trilha do tiro está, por exemplo, na violenta ação na Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, em março do ano passado, quando cerca de 900 mulheres e 250 crianças sem-terra protestavam contra a destinação de áreas para plantações de eucalipto (mais um naco da questão agrária). A (preguiçosa?) cobertura da imprensa registrou a fala oficial, de uma reintegração pacífica, bem sucedida.
No caso das mulheres de Tarumã, que foram levadas de ônibus para Santana do Livramento e passaram horas sem comida nem água, outros “pedaços” vieram de blogs de moradores e depois ganharam o mundo: pessoas feridas, humilhadas, gritando os horrores pelos quais haviam passado em um dia inteiro sob a ação da Brigada Militar. E este é apenas um exemplo das constantes situações de conflito dos últimos anos.
Ou recompomos o mosaico da violência institucional adequadamente, ou ficaremos sempre acreditando que o rastro do tiro é simples conseqüência de uma invasão, correndo o risco de que este tiro “estilhace” novos acontecimentos.
(Marja Pfeifer Coelho)
Texto apresentado na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas.
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Crítica das Práticas Jornalísticas
21 setembro 2009
GPJOr no CICOM, Portugal
Os doutorandos Angela Zamin e Frederico de Mello Brandão Tavares estarão participando entre quarta e sexta-feira, 23 a 25 de setembro, do Congresso Internacional de Ciências da Comunicação - CICOM - promovido pela Universidade Católica Portuguesa, em Braga, Portugal.
"Dos acontecimentos no mundo à notícia: relações entre o jornalismo e o geopolítico" é o título do trabalho de Angela Zamin. Já Frederico Tavares apresenta o texto "Jornalismo temático, jornalismo sensível: a qualidade de vida em revista". Os resumos dos trabalhos podem ser conferidos aqui. A programação completa do congresso está disponível neste link.
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(Angela Zamin)
"Dos acontecimentos no mundo à notícia: relações entre o jornalismo e o geopolítico" é o título do trabalho de Angela Zamin. Já Frederico Tavares apresenta o texto "Jornalismo temático, jornalismo sensível: a qualidade de vida em revista". Os resumos dos trabalhos podem ser conferidos aqui. A programação completa do congresso está disponível neste link.
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(Angela Zamin)
16 setembro 2009
Jornalismo em terras espanholas
Um dos desafios de cumprir um estágio sanduíche no exterior é saber lidar com duas questões investigativas: uma teórica e outra empírica. A primeira, geralmente, "domamos" com mais facilidade. As visitas às bibliotecas, as conversas com os professores e colegas vão facilitando isso. Já a segunda apresenta algumas dificuldades. Pelo estranhamento com a realidade jornalística, talvez. Há um jornalismo que se toma por "canônico", é verdade. Mas este possui, sempre, pormenores culturais.
Estou na Espanha para estudar jornalismo de revista. E este universo, ao mesmo tempo muito parecido com o nosso, brasileiro, é muito diferente. A começar pelo meu objeto em específico. Uma revista sobre qualidade de vida. Toda ela. Isso não existe por aqui. Por isso, o "reto" de mapear esse cenário para buscar referências vai assumindo outras características e processos.
É quando você passa, então, a cruzar as duas questões: a teoria e a empiria. Levar a "sua" pergunta de pesquisa para os objetos que existem "fora dela" e depois fazer o movimento contrário.
Em um universo acadêmico e jornalístico tão rico, que eu ainda estou a descobrir, algumas luzes começam a trazer o esclarecimento.
É o desafio para os próximos meses (até março) e o resultado dos primeiros (estou aqui desde agosto).
Estou na Espanha para estudar jornalismo de revista. E este universo, ao mesmo tempo muito parecido com o nosso, brasileiro, é muito diferente. A começar pelo meu objeto em específico. Uma revista sobre qualidade de vida. Toda ela. Isso não existe por aqui. Por isso, o "reto" de mapear esse cenário para buscar referências vai assumindo outras características e processos.
É quando você passa, então, a cruzar as duas questões: a teoria e a empiria. Levar a "sua" pergunta de pesquisa para os objetos que existem "fora dela" e depois fazer o movimento contrário.
Em um universo acadêmico e jornalístico tão rico, que eu ainda estou a descobrir, algumas luzes começam a trazer o esclarecimento.
É o desafio para os próximos meses (até março) e o resultado dos primeiros (estou aqui desde agosto).
Universidad Rey Juan Carlos, Madrid, España
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(Fred Tavares)
14 setembro 2009
Guillermo Orozco Gómez na UFRGS
O Professor Guillermo Orozco Gómez apresentará a Palestra “De receptores a emisores: nuevo estatus de las audiencias y sus desafíos para su investigación” no Ciclo de Palestras PPGCOM da URFGS na próxima quinta-feira, dia 17 de setembro às 10 horas, no Auditório da Escola Técnica.
Neste dia também ocorrerá a Reunião Aberta de Pesquisa, coordenada pela Professora Dra. Nilda Jacks, às 14 horas na sala 206 do mesmo PPGCOM.
Sobre Guillermo Orozco Gómez(México):
É Professor Titular-Pesquisador do Departamento de Estudos de Comunicação Social da Universidade de Guadalajara. Especialista em Pedagodia da Comunicação pela Universidade de Colonia (Alemanha) e Mestre e Doutor em Educação pela Universidade de Harvard (Estados Unidos). Pesquisador Nacional-3 e membro da Academia Mexicana de Ciências. Tem publicado em vários idiomas mais de 120 artigos e capítulos de livros sobre temas de televisão, audiências e educação.
(Aline Weschenfelder)
Neste dia também ocorrerá a Reunião Aberta de Pesquisa, coordenada pela Professora Dra. Nilda Jacks, às 14 horas na sala 206 do mesmo PPGCOM.
Sobre Guillermo Orozco Gómez(México):
É Professor Titular-Pesquisador do Departamento de Estudos de Comunicação Social da Universidade de Guadalajara. Especialista em Pedagodia da Comunicação pela Universidade de Colonia (Alemanha) e Mestre e Doutor em Educação pela Universidade de Harvard (Estados Unidos). Pesquisador Nacional-3 e membro da Academia Mexicana de Ciências. Tem publicado em vários idiomas mais de 120 artigos e capítulos de livros sobre temas de televisão, audiências e educação.
(Aline Weschenfelder)
13 setembro 2009
Democratização da comunicação em debate
Com a temática da Democratização da Comunicação, ocorrerá no dia 15/09, terça-feira, às 19h, o Café Intercom, evento tradicional no eixo Rio/São Paulo que ocorre pela primeira vez em Porto Alegre. A atividade, que faz parte das ações da Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação, discutirá questões caras à Conferência Nacional de Comunicação - Confecom.
Para debater o tema estarão presentes os jornalistas Ercy Pereira Torma, Presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa - ARI, e Celso Schröder, coordenador geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC. A mediação será realizada pela profa. Dra. Christa Berger, Coodenadora do PPGCC - Unisinos, e a abertura do evento está a cargo de prof. Dr. Valério Cruz Brittos, representante da Intercom na Região Sul.
Café Intercom - Porto Alegre.
Quando? 15/09, terça-feira.
Onde? Saraiva MegaStore do Moinhos Shopping (Rua Olavo Barreto Viana - Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS).
Custo? Entrada Franca.
Debatedores: Ercy Pereira Torma, Celso Schröder.
Moderadora: Christa Berger.
Coordenação: Valério Cruz Brittos.
Contatos:
Prof. Dr. Valério Cruz Brittos - val.bri@terra.com.br - (51) 3591.1122 . Ramal 1356.
(Aline Weschenfelder)
Para debater o tema estarão presentes os jornalistas Ercy Pereira Torma, Presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa - ARI, e Celso Schröder, coordenador geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC. A mediação será realizada pela profa. Dra. Christa Berger, Coodenadora do PPGCC - Unisinos, e a abertura do evento está a cargo de prof. Dr. Valério Cruz Brittos, representante da Intercom na Região Sul.
Café Intercom - Porto Alegre.
Quando? 15/09, terça-feira.
Onde? Saraiva MegaStore do Moinhos Shopping (Rua Olavo Barreto Viana - Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS).
Custo? Entrada Franca.
Debatedores: Ercy Pereira Torma, Celso Schröder.
Moderadora: Christa Berger.
Coordenação: Valério Cruz Brittos.
Contatos:
Prof. Dr. Valério Cruz Brittos - val.bri@terra.com.br - (51) 3591.1122 . Ramal 1356.
(Aline Weschenfelder)
03 setembro 2009
Encontro internacional
O tema “Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências” será abordado durante o Pentálogo inaugural do Centro Internacional de Semiótica e Comunicação – CISECO, que acontecerá entre 28 de setembro e 2 de outubro próximos, em Japaratinga, Alagoas.
O evento tem como coordenadores os professores Jean Mouchon – Université de Paris X – Nanterre, França, Antônio Fausto Neto – UNISINOS, Brasil e Eliseo Verón – Universidade de San Andrés, Argentina. O Pentálogo reunirá pesquisadores, docentes e intelectuais brasileiros, franceses e de outros países durante cinco dias para uma série de encontros destinados ao debate e à reflexão em torno do tema da função presidencial.
Questões relacionadas às mutações dos regimes democráticos e suas conseqüências à midiatização da posição executiva e aos vínculos de representação serão debatidas na ocasião.
O Pentálogo desenvolverá sessões com apresentações de trabalhos, mesas-redondas e conferências. Dentre os docentes da UNISINOS que participarão do evento estarão as professoras Christa Berger e Beatriz Marocco do GPJor.
Informações, inscrições e programação completa aqui
(Aline Weschenfelder)
O evento tem como coordenadores os professores Jean Mouchon – Université de Paris X – Nanterre, França, Antônio Fausto Neto – UNISINOS, Brasil e Eliseo Verón – Universidade de San Andrés, Argentina. O Pentálogo reunirá pesquisadores, docentes e intelectuais brasileiros, franceses e de outros países durante cinco dias para uma série de encontros destinados ao debate e à reflexão em torno do tema da função presidencial.
Questões relacionadas às mutações dos regimes democráticos e suas conseqüências à midiatização da posição executiva e aos vínculos de representação serão debatidas na ocasião.
O Pentálogo desenvolverá sessões com apresentações de trabalhos, mesas-redondas e conferências. Dentre os docentes da UNISINOS que participarão do evento estarão as professoras Christa Berger e Beatriz Marocco do GPJor.
Informações, inscrições e programação completa aqui
(Aline Weschenfelder)
01 setembro 2009
Chamadas de Trabalho
Prorrogação de prazo na UFSC
Se alguém ainda deseja enviar trabalhos para a revista "Estudos em Jornalismo e Mídia" da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aí está a oportunidade. O prazo de submissão dos textos foi prorrogado até 7 de setembro.
O tema central da edição será "Teoria: rumos, tensões e desafios". Também são aceitos artigos com outras temáticas, desde que relacionadas a investigações técnicas, teóricas, metodológicas e epistemológicas do campo jornalístico. A revista será publicada em novembro deste ano.
Mais informações aqui
Revista Eletrônica CoMTempo
A revista eletrônica CoMtempo, do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, tem como objetivo divulgar a produção acadêmica inédita dos mestrandos e recém-mestres de todos os Programas de Pós-graduação em Comunicação do Brasil. Também podem participar da publicação on-line recém-mestres que tenham defendido a sua dissertação no prazo de até seis meses antes da submissão do artigo. Neste caso específico, o texto apresentado precisa estar relacionado diretamente com a dissertação defendida.
A publicação eletrônica está recebendo artigos, ensaios, relatos de experiência e resenhas para sua edição de nº 1, de novembro de 2009. A data-limite para envio é 15 de setembro de 2009.
Mais informações aqui ou no site da Intercom
Revista Comunicação & Sociedade
A revista Comunicação & Sociedade (C&S), da Universidade Metodista de São Paulo, comunica que está recebendo textos inéditos para as suas próximas edições.
A revista C&S recebe em regime de fluxo contínuo, portanto, não há deadline para submissões de artigos científicos e resenhas críticas. Os textos devem versar sobre temas relacionados aos processos comunicacionais, com ênfase em pesquisas empíricas e reflexões teóricas sobre os meios de comunicação social, seus fluxos de produção, difusão e recepção e suas relações sócio-culturais; nos atos comunicacionais das organizações junto aos diversos públicos de interesse, nas dimensões e linguagens da divulgação do conhecimento tecno-científico e nas presentes inovações tecnológicas. As resenhas devem abordar obras publicadas nos últimos doze meses.
Mais informações aqui
(Aline Weschenfelder)
Se alguém ainda deseja enviar trabalhos para a revista "Estudos em Jornalismo e Mídia" da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aí está a oportunidade. O prazo de submissão dos textos foi prorrogado até 7 de setembro.
O tema central da edição será "Teoria: rumos, tensões e desafios". Também são aceitos artigos com outras temáticas, desde que relacionadas a investigações técnicas, teóricas, metodológicas e epistemológicas do campo jornalístico. A revista será publicada em novembro deste ano.
Mais informações aqui
Revista Eletrônica CoMTempo
A revista eletrônica CoMtempo, do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, tem como objetivo divulgar a produção acadêmica inédita dos mestrandos e recém-mestres de todos os Programas de Pós-graduação em Comunicação do Brasil. Também podem participar da publicação on-line recém-mestres que tenham defendido a sua dissertação no prazo de até seis meses antes da submissão do artigo. Neste caso específico, o texto apresentado precisa estar relacionado diretamente com a dissertação defendida.
A publicação eletrônica está recebendo artigos, ensaios, relatos de experiência e resenhas para sua edição de nº 1, de novembro de 2009. A data-limite para envio é 15 de setembro de 2009.
Mais informações aqui ou no site da Intercom
Revista Comunicação & Sociedade
A revista Comunicação & Sociedade (C&S), da Universidade Metodista de São Paulo, comunica que está recebendo textos inéditos para as suas próximas edições.
A revista C&S recebe em regime de fluxo contínuo, portanto, não há deadline para submissões de artigos científicos e resenhas críticas. Os textos devem versar sobre temas relacionados aos processos comunicacionais, com ênfase em pesquisas empíricas e reflexões teóricas sobre os meios de comunicação social, seus fluxos de produção, difusão e recepção e suas relações sócio-culturais; nos atos comunicacionais das organizações junto aos diversos públicos de interesse, nas dimensões e linguagens da divulgação do conhecimento tecno-científico e nas presentes inovações tecnológicas. As resenhas devem abordar obras publicadas nos últimos doze meses.
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