19 novembro 2012

GPJor é destaque no Prêmio Adelmo Genro Filho

Autores da melhor tese e do melhor trabalho de conclusão de curso receberam o reconhecimento durante o 10º encontro da SBPJor.

Christa Berger e Frederico Tavares; Carina Mersoni e Beatriz Sallet

O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) esteve em destaque na noite de entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo 2012 (foto). O evento ocorreu no dia 08 de novembro, na PUCPR, em Curitiba, durante o 10º encontro nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Duas das três categorias foram vencidas por pesquisadores com vínculos com o GPJor. O doutor Frederico Tavares foi o agraciado na categoria melhor tese e a mestranda Carina Mersoni é a autora do melhor trabalho de conclusão de curso. Ambos defenderam seus trabalhos no ano passado, na Unisinos.

Tavares recebeu o reconhecimento pela tese Ser revista e viver bem: um estudo de jornalismo a partir de Vida Simples, defendida na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2) do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, com orientação da professora Dra. Christa Berger.

Carina, que ingressou no mestrado na mesma linha de pesquisa este ano e é orientada pela professora Dra. Beatriz Marocco, foi premiada pela monografia Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, que foi orientada no curso de Jornalismo pela professora Beatriz Sallet, atualmente doutoranda na LP2 sob a orientação do professor Dr. Ronaldo Henn.

Na categoria mestrado a vencedora foi Juliana Fernandes Teixeira, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a categoria sênior ficou com a pesquisadora Dra. Graça Caldas. O prêmio oferecido pela SBPJor considera sempre os trabalhos defendidos no ano anterior ao da escolha dos vencedores.

(Texto: Felipe de Oliveira / Fotos: Maria Elisa Brenner)

12 novembro 2012

Membros do GPJor participam do 10º Encontro de Pesquisadores em Jornalismo

Evento organizado pela SBPJor ocorreu na PUCPR, em Curitiba, entre 08 e 10 de novembro.


A participação do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) no 10ºEncontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo foi significativa. Sete integrantes apresentaram artigos e o grupo esteve representado com um trabalho no II Encontro de Jovens Pesquisadores. E mais: a professora Dra. Beatriz Marocco foi uma das palestrantes.

O GPJor também se destacou no Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. Frederico Tavares venceu na categoria tese de doutorado, cuja orientação foi da professora Dra. Christa Berger, e a mestranda Carina Mersoni na categoria iniciação científica, pelo trabalho de conclusão de curso orientado pela professora Beatriz Sallet, também membra do grupo e doutoranda.

A professora Beatriz Marocco (foto abaixo) participou do Painel 2, sob o título “Configurações e perspectivas da pesquisa em jornalismo no Brasil em diálogo com os estudos latinoamericanos em jornalismo”, ao lado dos professores Dr. Luiz Gonzaga Motta, da Universidade de Brasília (UnB), e Dr. Eduardo Meditsch, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os eventos são organizados pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e ocorreram em Curitiba, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), entre  08 e 10 de novembro, com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).


Resumos

- 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

A construção do acontecimento jornalístico na era da convergência das mídias
Alciane Nolibos Baccin

O presente artigo faz uma reflexão sobre os avanços das tecnologias digitais, da participação dos usuários na configuração do acontecimento jornalístico e a emergência de uma cultura mais inclusiva na seleção, produção e circulação dos acontecimentos jornalísticos. Na construção dos acontecimentos jornalísticos estão presentes questões internas (critérios de noticiabilidade) e externas (tecnologia e participação do público) que ajudam a configurar esses acontecimentos. Com base nessas questões são analisados dois exemplos veiculados nos portais G1 e Terra sobre o Acontecimento Geisy Arruda – Uniban. Este artigo é parte da dissertação da autora.

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Jornalismo na América Latina: um acontecimento, três jornais
Angela Zamin

O artigo faz trabalhar um acontecimento jornalístico a partir de três jornais latino-americanos, o brasileiro O Estado de S. Paulo, o colombiano El Tiempo e o equatoriano El Comercio, e se dedica a analisar os processos de produção que dão conta de sua materialidade jornalística. Trata-se do Angostura, crise colombo-equatoriana desencadeada a partir do ataque do Exército colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano em 2008. Considera um arquivo de textos de março de 2008 a agosto de 2009.

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A Comissão da Verdade e o compromisso do jornalismo com o resgate da história do Brasil
Carmen Abreu

Neste texto busca-se apresentar uma breve análise da cobertura dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo sobre a instalação da Comissão Nacional da Verdade, em maio de 2012. A partir de pressupostos da Análise de Discurso (AD) observa-se que as manchetes destes jornais reforçam a dificuldade que a imprensa brasileira, em geral, ainda tem em enfrentar o tema da ditadura. Considera-se a cerimônia de instalação como um acontecimento histórico e jornalístico atual, situado em um campo problemático constituído (QUERÉ), a ditadura militar no Brasil, e que ao mesmo tempo em que está impregnado de passado carrega uma expectativa de futuro.

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O Dia do Trabalhador do Jornal Nacional:  Reflexões sobre jornalismo e construção social da realidade
Felipe de Oliveira

O artigo propõe uma reflexão sobre jornalismo e construção social da realidade a partir da análise da representação dos acontecimentos suscitados pelo Dia do Trabalhador (1º de Maio) no Jornal Nacional, da TV Globo, em 2012. Inspirado na semiótica de C.S. Peirce, discute um lugar epistêmico no âmbito da linguagem para o estudo do jornalismo como forma de conhecimento; advoga sua capacidade mediadora entre a realidade caótica dos acontecimentos e a realidade socialmente construída. O exercício apoia-se em aportes produzidos por pesquisa de mestrado empreendida no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos (RS) na tentativa de compreender as condições em que se desenrola o processo de produção de sentido do qual o jornalismo é um dos protagonistas; seus limites e possibilidades.

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Revista Veja e velhice: Um exercício de análise a partir de oito reportagens
Felipe Viero Machado; Christa Berger

Este artigo, feito com base em nossa pesquisa de mestrado que esta em desenvolvimento, possui como objetivo central perceber quais sentidos são movimentados e construídos pela revista semanal Veja, sobre a velhice, ao longo de seus mais de quarenta anos de prática jornalística. Toma, então, como corpus, oito reportagens de diferentes períodos e como aporte teórico e metodológico a Análise de Discurso francesa (AD). Tendo em vista as cinco Formações Discursivas encontradas, de modo geral, permite que seja visualizada uma mudança no tange a velhice das primeiras décadas, então uma questão pública e pertinente, para uma outra velhice, ou então uma não-velhice, em que o que mais importa é o combate aos sinais do tempo e o mascaramento de uma condição que é indesejada.

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Da transversalidade à circulação: a função-autor do jornalista na rearticulação do biográfico na contemporaneidade
Karine Moura Vieira

O presente trabalho propõe uma reflexão exploratória sobre a rearticulação do biográfico como um zona transversalidade de saberes, na perspectiva do conceito de circulação (FAUSTO, 2010), tendo em vista os processos de midiatização na contemporaneidade. Nesse quadro, observa-se o deslocamento do jornalista na condição de autor dentro dessa nova ambiência. Para tanto, discute-se as noções de episteme biográfica (VIEIRA, 2012) e espaço biográfico (ARFUCH, 2010), função-autor (FOUCAULT, 2001), os processos de midiatização e o atravessamento de campos de saberes na biografia.

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Refletindo sobre o conhecimento normatizador do jornalismo a partir da formação do jornalista: um diálogo para pensar questões de pesquisa
Marcia Veiga

Neste artigo gostaria de iniciar um diálogo apresentando alguns caminhos pelo quais pretendo seguir com o estudo sobre o jornalismo como um tipo de conhecimento que participa da normatização da sociedade. Para tanto, intento problematizar alguns saberes que norteiam a formação do jornalista e suas possíveis conexões com os tipos de saberes e visões de mundo prevalentes no discurso jornalístico que, em última instância, participa na produção de desigualdades sociais. Ou seja, problematizar tanto os conhecimentos que participam da habilitação do jornalista para uma profissão que produz determinados conhecimentos, quanto o tipo de conhecimentos e impactos sociais que os mesmos podem estar reproduzindo. Parto das inquietações imiscuídas na origem da pesquisa, passando por alguns pressupostos teóricos e perspectivas analíticas que conjuntamente circunscrevem esta investigação e que ora desejo partilhar.

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- II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo

Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho
Carina Mersoni

Este trabalho tem por objetivo propor uma reflexão sobre a linguagem fotográfica de um jornal de referência, no caso o impresso Zero Hora, e do popular Diário Gaúcho, ambos da mesma empresa, situada em Porto Alegre/RS. Uma das proposições que se estabelecem é a que diz respeito às diferentes abordagens fotojornalísticas, inclusive para a mesma pauta, se constituindo em linguagens segmentadas. Ao seguir as linhas editoriais tradicional e popular, cada veículo trabalha para um "leitor-modelo", caracterizado principalmente pela classe social e, consequentemente, por traços comuns a esse que dizem respeito às preferências. Os jornais se utilizam de diferentes necessidades comunicacionais para compor a informação visual com e na fotografia, o que resulta em distintas formas de prática e edição fotojornalística.

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(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Angela Zamin)

08 novembro 2012

GPJor marca presença no simpósio da ABCiber


Quatro integrantes do grupo de pesquisa apresentaram trabalhos no evento que ocorreu na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS).


Terminou nesta quinta-feira, dia 08, o VI Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS). E o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) marcou presença no evento que começou na terça, 06.

Quatro estudantes apresentaram trabalhos. O doutorando Felipe de Oliveira produziu artigo em co-autoria com a jornalista Vanessa Hauser, mestre em Jornalismo pela UFSC. Já os mestrandos Kellen Höehr, Pedro Barbosa e Taís Seibt apresentaram trabalhos individuais. Todos participaram do eixo temático 2. Jornalismo, Mídia Livre e Arquitetura da Informação.

Resumos

É off, mas é on: Possibilidades dialéticas na semiosfera jornalística contemporânea

Felipe de Oliveira; Vanessa Hauser

RESUMO
O artigo propõe uma reflexão acerca da semiosfera jornalística contemporânea composta por jornais cujas edições impressa (off-line) e digital (online) convivem. Para tanto, coteja teorias mobilizadas e inferências produzidas por pesquisas de mestrado desenvolvidas em programas de pós-graduação em Ciências da Comunicação e em Jornalismo na Unisinos (RS) e na UFSC. A partir do material empírico decorrente de exercício etnográfico empreendido na redação do jornal Zero Hora (RS), em 2011, estimula-se o debate à luz do conceito de dialética e da semiótica como inspiração. Postula-se, nesse contexto, haver uma dialética das práticas jornalísticas proporcionada pela presença da internet nas redações.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; internet; dialética; semiótica; Zero Hora.

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Os ciberacontecimentos e a construção de narrativas coletivas no Twitter

Kellen Mendes Höehr

RESUMO
O trabalho tem por objetivo observar como acontece o processo de construção das narrativas coletivas no Twitter, através da análise dos fluxos da rede social, pelo perfil de Luiza Rabello, que passou a ser conhecida pela frase “Menos Luiza que está no Canadá” e da apropriação das mensagens por meios jornalísticos. Observou-se que a ação dos atores na rede social foi a responsável por desencadear o fluxo e acelerar a velocidade das informações frente aos veículos jornalísticos, além de criar diversas narrativas que foram traduzidas nos portais de notícias e posteriormente recicladas pelos usuários do Twitter.

PALAVRAS-CHAVE
Twitter; ciberacontecimentos; fluxos; jornalismo; narrativas

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A fabricação do acontecimento na web O caso A Voz do Rio Grande e o ambiente virtual

Pedro da Silva Barbosa

RESUMO
Este estudo busca examinar a fabricação do acontecimento no ambiente web, considerando a utilização das práticas jornalísticas para a produção de factoides. Para tal, foi utilizado como objeto de pesquisa o caso “A Voz do Rio Grande”, programa radiofônico transmitido na internet, pela primeira vez, no dia 28 de maio de 2012 – resultado de uma parceria entre a Rádio Gaúcha AM/FM e o site fictício de notícias O Bairrista –, e os seus desdobramentos na internet. Através da Análise de Caso, com especial atenção à Análise de Conteúdo para examinar as publicações no Twitter, buscou-se a reflexão sobre os delizamentos de sentido que ocorrem nos discursos na internet. A pesquisa discute como a velocidade, que caracteriza o meio, fez circular diversos sentidos, no instante em que ele irrompe com a barreira do real.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; internet; acontecimento; Rádio Gaúcha; A Voz do Rio Grande.

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100 mil fãs no Facebook: uma abordagem do jornalismo como tema cibercultural

Taís Seibt

RESUMO
Este artigo discute o uso jornalístico de mídias sociais como objeto da cibercultura, a partir da análise da repercussão dada pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, ao fato de ter atingido a marca de 100 mil curtidores em sua fanpage no Facebook. A abordagem parte de considerações propostas principalmente por Erick Felinto acerca da delimitação dos objetos da cibercultura no horizonte dos estudos de comunicação com vistas a uma problematização do atravessamento dos produtos e processos de produção jornalística pela formação cultural do ciberespaço.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; Cibercultura; Mídias sociais; Capital social.

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(Texto: Felipe de Oliveira / Imagem: reprodução)


26 outubro 2012

Encontro de novembro discute pesquisas de mestrandos

Estudantes que começaram o curso em 2012 apresentarão o estágio de suas pesquisas, com arguição de doutorandos e professores do GPJor.


O compartilhamento de experiências e a colaboração estão na pauta do último encontro do ano no Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor), marcado para o dia 19 de novembro, às 13h30min. Os mestrandos que ingressaram em 2012 no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, na Linha de Pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas, falarão sobre o estágio atual de suas investigações. Em seguida, ouvirão a arguição dos colegas doutorandos e dos professores.

Para o professor Dr. Ronaldo Henn, embora esta não seja uma atividade regimental no curso de mestrado, trata-se de um momento importante para o andamento das pesquisas. “Os resultados nos últimos anos têm sido muito bons. Saem contribuições interessantíssimas para as bancas de qualificação”, argumenta. A ideia surgiu a partir das experiências bem-sucedidas dos Seminários de Tese do doutorado, que, aí sim, estão previstos no regimento do curso.

No encontro do mês de outubro, que ocorreu no dia 22, os professores coordenadores do GPJor falaram sobre suas pesquisas. A professora Dra. Christa Berger (na foto, durante sua exposição) está na fase inicial do projeto Da circulação de saberes: jornalismo e ciências sociais; Henn está na metade do projeto As transformações do acontecimento no webjornalismo; e a professora Dra. Beatriz Marocco conclui o projeto O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas.

SEMINÁRIO DE TESE – O encontro de novembro contará também com a reapresentação do trabalho preparado pela doutoranda Beatriz Sallet para o Seminário de Tese. Ela investiga processos de produção no fotojornalismo diante da ambiência constituída pela internet e pelas redes sociais. O título provisório da tese, orientada pelo professor Ronaldo Henn, é As transformações no fotojornalismo a partir das rotinas produtivas.

Dinâmica de trabalho

Cada um dos cinco mestrandos que ingressaram neste ano terá 10 minutos para falar sobre sua pesquisa. Em seguida, um doutorando e um dos três professores terá, cada um, 10 minutos para fazer as arguições. No final, mais 10 minutos serão dedicados ao debate com o grupo. Os doutorandos que farão arguições são: Antônia Costa; Carmen Abreu; Felipe de Oliveira; Karine Vieira; e Luís Fernando Assunção.

Os mestrandos devem produzir um texto com o relato do andamento de suas investigações, de até 12 páginas, com referências bibliográficas, e enviar aos professores até o meio-dia de 14 de novembro.

CONFRATERNIZAÇÃO - No final dos trabalhos, os membros do GPJor reúnem-se para uma confraternização de encerramento do ano, na própria Unisinos. Para confirmar presença é preciso mandar e-mail até o dia 14 de novembro para felipecomunica@gmail.com.

AS PESQUISAS DOS MESTRANDOS*

O enquadramento da notícia pela fotografia: a construção da imagem do cidadão comum nos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho
Mestranda: Carina Mersoni / Orientadora: Beatriz Marocco

Além da narrativa jornalística: Um estudo sobre as reportagens de Neide Duarte
Mestrando: Iuri Rodrigues / Orientadora: Beatriz Marocco

Paixão clubística no jornalismo esportivo gaúcho: mais um traço da identidade local
Mestrando: João Paulo Fontoura / Orientador: Ronaldo Henn

A credibilidade jornalística na web - O caso Amim Khader e o ambiente virtual
Mestrando: Pedro Barbosa / Orientadora: Christa Berger

Redação integrada: reconfigurações nas rotinas produtivas do jornal Zero Hora e construção de narrativas jornalísticas convergentes
Mestranda: Taís Seibt / Orientador: Ronaldo Henn

* Os títulos das dissertações ainda são provisórios.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Ronaldo Henn)

23 outubro 2012

Livro discute a entrevista na prática jornalística e na pesquisa acadêmica

Coletânea organizada por integrante do GPJor debate sobre os modos de pensar a entrevista e com a entrevista

A professora Beatriz Marocco, do GPJor, participará da mesa A academia na praça, durante a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. A palestra terá as também professoras Gínia Maria Gomes, da UFRGS, e Maria Eunice Moreira, da PUCRS, e mediação de Clô Barcellos.

A atividade, que se inicia às 18h, na Sala Oeste do Santander Cultural, será sucedida pelo lançamento de três obras publicadas pela Libretos, sob o selo Universidade. Dentre elas, Entrevista - Na prática e na pesquisa organizado pela professora Beatriz Marocco. A sessão de autógrafos acontece no térreo do Memorial do Rio Grande do Sul, às 20h.


O livro

O livro Entrevista - Na prática e na pesquisa (Libretros, 2012) é o segundo produzido no âmbito da pesquisa O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, desenvolvida sob a coordenação da professora Beatriz Marocco e o financiamento do CNPq. O anterior, O jornalista e a prática: entrevistas (Editora Unisinos, 2012), reúne entrevistas com 14 jornalistas brasileiros e estrangeiros, enquanto este traz dez artigos de 12 pesquisadores.

As reflexões elaboradas versam sobre a função que pertence por antonomásia ao exercício dos jornalistas, a de entrevistador; também empregada como método de pesquisa por diversas áreas do conhecimento. Os textos da coletânea debatem sobre os modos de pensar a entrevista e com a entrevista.

Tais abordagens foram apresentadas em novembro de 2011 durante o 4º Seminário Aberto de Jornalismo, realizado em conjunto com o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor / Unisinos / CNPq). Conforme destaca a professora Beatriz Marocco, “o pequeno círculo de estudiosos que se formou aceitou compartilhar entre si experiências variadas e oferecer reflexões para suprir a falta de textos metodológicos importantes, que tem levado o jornalismo a diálogos com outras áreas que trabalham a entrevista”.

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Os autores


A entrevista no jornalismo e na antropologia: pesquisando jornalistas

- Isabel Travancas, professora adjunta da ECO/UFRJ; jornalista, mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional-UFRJ, doutora em Literatura Comparada pela UERJ; fez pós-doutorado no Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional-UFRJ; é autora dos livros: O mundo dos jornalistas (Summus Editorial, 1993), O livro no jornal (Ateliê Editorial, 2001) e Juventude e televisão (FGV, 2007).

Conversando com jornalistas. A perspectiva do interacionismo simbólico
- Fábio Henrique Pereira, jornalista; professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília; doutor em Comunicação pela UnB; autor do livro Jornalistas-intelectuais no Brasil (Summus, 2011); editor do periódico internacional Sobre Jornalismo e subeditor do Observatório Mídia&Política; integra as redes pesquisa Reseau d'études sur le journalisme (REJ) e Grupo de Estudios sobre la profesión periodística.

A entrevista e seus artistas
- Carla Mühlhaus, jornalista, escritora e mestre em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, onde defendeu dissertação sobre a entrevista jornalística; Por trás da Entrevista (Record, 2007) é resultado dessa pesquisa orientada por Heloisa Buarque de Hollanda e finalista do prêmio Jabuti.

A entrevista: 1 fundamento, 2 perguntas, 3 condições
- Luiz Cláudio Cunha, autor de Operação Condor – O Sequestro dos Uruguaios: uma reportagem dos tempos da ditadura e Assim morreu Tancredo; foi chefe de redação, em Brasília, das revistas Veja, IstoÉ e Afinal, além dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora e Diário da Indústria e Comércio.

A entrevista e seus personagens
- Rafael Guimaraens, jornalista pela PUC-RS; foi repórter, editor e secretario de redação do Coojornal, da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. No jornal Diário do Sul, do grupo Gazeta Mercantil, atuou como editor de política. É autor de O Livrão e o Jornalzinho (infantil, 1997), Pôrto Alegre, Agôsto 61 (2001), Trem de Volta – Teatro de Equipe (com Mario de Almeida, 2003), Tragédia da Rua da Praia (2005), Teatro de Arena – Palco de Resistência (2007), Abaixo a repressão! (com Ivanir José Bortot, 2008) e A Enchente de 41 (2009).

A entrevista contada: estratégias, procedimentos e formatos
- Maria Jandyra Cavalcanti Cunha, doutora em Linguística pela Faculdade de Ciências Sociais da Lancaster University, Inglaterra, com estudos de pós-doutoramento em Linguística Aplicada (Unicamp) e em Comunicação (UnB). Foi professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília e da Faculdade de Humanidades da West Indies University, no Caribe inglês. Hoje é pesquisadora associada no Programa de Pós-graduação em Comunicação da UnB.

A entrevista, um traçado aberto
- Daisi I. Vogel, jornalista com doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição onde também atua como professora do Departamento de Jornalismo.

O questionário, a escuta das práticas e os comportamentos regulares no jornalismo
- Angela Zamin, jornalista com doutorado em Ciências da Comunicação pela Unisinos. Integra o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos).

As narrativas de si e os modos de operar na construção das práticas jornalísticas por jornalistas
- Karine Moura Vieira, jornalista, mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Unisinos, bolsista CAPES, membro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos).

- Marcia Veiga, jornalista, mestre e doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS, bolsista CAPES, membro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo(GPJor /CNPq / Unisinos).

- Thaís Furtado, jornalista, doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS, professora dos cursos de Jornalismo e de Realização Audiovisual da Unisinos.

Entrevista como dispositivo de revelação do saber jornalístico
- Beatriz Marocco, jornalista, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos; é líder do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos); coordenadora da pesquisa “O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas”; organizadora da coletânea.

(Texto: Angela Zamin / Imagem: Divulgação)

12 outubro 2012

Professores expõem estágio de suas pesquisas

Pauta do encontro de outubro prevê discussão sobre investigações empreendidas pelos professores coordenadores do GPJor.


A pauta do encontro de outubro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) será dedicada à pesquisa dos professores coordenadores. Beatriz Marocco, Christa Berger e Ronaldo Henn falarão aos membros sobre o estágio atual das investigações que estão empreendendo atualmente. A reunião ocorre na próxima segunda-feira, dia 22, às 14h, nas salas de aula do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos.

No encontro do mês passado (foto), as doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira passaram pelo Seminário de Tese. Ambas falaram sobre o andamento de suas pesquisas e projetaram as próximas etapas. Ouviram críticas e sugestões dos professores e dos colegas de grupo. Houve ainda uma confraternização em razão da passagem do aniversário dos três professores, que comemoram as datas em setembro.

PRÓXIMO ENCONTRO - A última reunião do ano prevê a discussão sobre o andamento das pesquisas dos mestrados que ingressaram na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas em 2012. Será no dia 19 de novembro, segunda-feira, às 14h. Não se trata de uma etapa regular do curso, mas é uma tradição do GPJor; uma oportunidade para que os estudantes colham sugestões à segunda metade de suas investigações.

As pesquisas

O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas (2010 – 2013)

O presente projeto de pesquisa pretende fazer uma análise do exercício do jornalismo e de suas práticas. Para tanto, propõe como ponto de partida a realização de entrevistas (Morin, 2000) com jornalistas que iluminem os procedimentos de controle discursivo que internalizaram e que fazem funcionar ininterruptamente no continente de uma espécie de pedagogia do jornalismo. Procedimentos externos, internos e nem totalmente externos nem internos (Foucault, 1996, Dent, 2008) delimitam o dizível: o que é permitido e o que é proibido nas ações dos jornalistas para que possam operar em uma ordem do discurso jornalístico, identificada com o presente que nos cerca e sob a égide de um regime de verdade que faz o jornalismo ser como ele é. Os conceitos de Foucault sobre formação discursiva, práticas, verdade, controle discursivo, entre outros, associadas ao empírico permitem que se possa deslocar o lugar da verdade do discurso acadêmico sobre o jornalismo para o âmbito do saber em que se pode analisar com acuidade a racionalidade das práticas e da formação discursiva jornalística.

Da circulação de saberes: jornalismo e ciências sociais (2012 – 2016)

Adotando como marco teórico estudos sobre o conhecimento, sobre a vida cotidiana e sobre o acontecimento, este projeto tem por objetivo investigar os desdobramentos dos saberes produzidos pelo discurso jornalístico nas formulações de cientistas sociais sobre a vida na sociedade contemporânea. Utilizam-se estudos já concluídos sobre coberturas jornalísticas e examinam-se matérias publicadas em jornais buscando referências que deem a conhecer como o mundo é narrado pelos jornalistas. Em outra direção, procura-se identificar na bibliografia de cientistas sociais publicados no Brasil marcas de incorporação do discurso jornalístico em suas análises acerca da sociedade contemporânea. O movimento da passagem da atualidade para o presente, ou do jornalismo para as ciências sociais, inscreve-se no desejo de aprofundar a hipótese perseguida desde projeto anterior, de que o jornalismo, ao capturar o tempo do instante, capta o espírito do agora e, assim, contribui para o reconhecimento do presente.

As transformações do acontecimento no webjornalismo (2010 – 2013)

A pesquisa propõe-se a investigar configurações de acontecimentos no webjornalismo. Parte-se do pressuposto de que já exista uma especificidade de acontecimento que atende as lógicas da web, principalmente aqueles cuja produção e difusão se dão a partir de plataformas e ferramentas digitais e online. Será feito monitoramento de três portais noticiosos de expressão nacional (UOL, Terra, G1) com a observação e catalogação das matérias que ganham destaque nos espaços mais nobres. O material será classificado através de categorias cuja construção obedecerá a critérios estabelecidos pelo próprio levantamento. Com isso pretende-se mapear uma tipologia de acontecimentos na web; identificar os ingredientes que produzem agendamento; categorizar os elementos noticiosos e sua hierarquização; analisar a natureza das ocorrências de maior irradiação; e cotejar as configurações destes processos com as teorias do acontecimento jornalístico constituídas. Do conjunto de material observado serão escolhidos seis casos que merecerão análise em profundidade orientada por pressupostos semióticos. A união dos dois procedimentos tende a proporcionar um quadro horizontal e vertical que revele tanto a superfície do processo de construção do acontecimento quanto os estados interiores em que ele se articula. A pesquisa prevê publicação de livro com os resultados e mais seis artigos referentes a cada análise em profundidade proposta.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Juliana Campos Chaves)

11 outubro 2012

Membros do GPJor ganham Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo

Láurea da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo foi conquistada pelo doutor Frederico Tavares e pela mestranda Carina Mersoni.

Pesquisadores ligados ao Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) conquistaram pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

O doutor Frederico Tavares e a mestranda Carina Mersoni foram os vencedores nas categorias doutorado e iniciação científica, respectivamente, da premiação oferecida pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Leia Mais

Tavares recebeu o reconhecimento pela tese Ser revista e viver bem: um estudo de jornalismo a partir de Vida Simples, defendida na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2) do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos em 2011, sob a orientação da professora Christa Berger.

Carina, que ingressou no mestrado na mesma linha de pesquisa este ano e é orientada pela professora Beatriz Marocco, foi premiada pela monografia Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, orientada na Unisinos pela professora Beatriz Sallet, que é atualmente doutoranda na LP2.

Na categoria mestrado a vencedora foi Juliana Fernandes Teixeira, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a categoria sênior ficou com a pesquisadora Graça Caldas. A entrega da láurea ocorre durante o 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, em novembro, em Curitiba.

(Texto: Felipe de Oliveira, com informações de SBPJor)

02 outubro 2012

Participação no Lusocom

Júlia Capovilla (foto), mestra pelo PPGCC/Unisinos e integrante do GPJOr, participou do X Congresso da Lusocom – Comunicação, Cultura e Desenvolvimento, realizado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, de 27 a 29 de setembro. 

Na ocasião, a mestra apresentou o artigo "Na borda extrema do visível: discursos sobre identidade nacional nas fotorreportagens de Pierre Verger em O Cruzeiro (1946-1951)", que traz os resultados da pesquisa de mestrado. O trabalho foi apresentado na sessão 2 do GT Comunicação e representações identitárias, que teve moderação de Ana Isabel Rodríguez, da Universidade de Santiago de Compostela.

Na borda extrema do visível: discursos sobre identidade nacional nas fotorreportagens de Pierre Verger em O Cruzeiro (1946-1951)

Resumo: Como as reportagens fotográficas das festas populares do nordeste do Brasil, realizadas por Pierre Verger para a revista O Cruzeiro (1946-1951), se relacionam com a construção da nação brasileira na “Era Vargas”? Para responder a esta pergunta-problema, Michel Foucault (1926-1984) nos aponta um caminho: por meio dos discursos. Pretende-se, neste trabalho, discutir quais foram as contribuições das fotorreportagens de Pierre Verger para a construção de uma identidade nacional entre os anos de 1946 a 1951. Publicadas em O Cruzeiro, essas fotos propõem um jogo de invisibilidade e visibilidade ao articular o discurso do Estado, da revista e do próprio fotógrafo (“autor”), formando uma rede, sem, contudo, explicitar tal operação ou limitá-la ao que está dentro do quadro imagético. Tampouco, se trata de aprisionar tais fotografias num discurso pedagógico proposto a partir do Estado Novo, pois, ao mesmo tempo, elas apontam um esforço de escapar da episteme da época.
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(Texto: Júlia Capovilla / Foto: arquivo pessoal)

26 setembro 2012

Livro traz entrevistas com jornalistas


O livro O jornalista e a prática: entrevistas (Editora Unisinos, 2012), que será lançado brevemente, é o primeiro produzido no âmbito da pesquisa O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, desenvolvida pela professora Beatriz Marocco com financiamento do CNPq (no período 2010-2012). 

O livro reúne grande parte das entrevistas realizadas com jornalistas brasileiros e estrangeiros, com a participação de docentes e discentes, em sua maioria integrantes do GPJor – Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (CNPq / Unisinos).

O livro traz 14 entrevistas nas quais os jornalistas falam sobre o saber jornalístico que circula nas redações, por meio de um exercício diário e contínuo. Os entrevistados falam de “influências diretas de colegas que deram impulso às carreiras, sobre hábitos que esboçam a figura do jornalista e algumas marcas da prática que todos compartilham. São aspectos que indicam como se aprende e como se ensina jornalismo na palavra dos jornalistas”.

Nas palavras da professora Beatriz Marocco, “os entrevistados, seguramente, têm voz autorizada para falar sobre a prática jornalística e para encaminhar-me ao horizonte em que se desenha uma teoria da prática jornalística elaborada no domínio que é o deles e o meu”.
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Os entrevistados

A profissionalização do jornalismo
– entrevista com Núbia Silveira, coordenadora do jornal eletrônico Sul21. Foi coautora dos livros Ninguém acreditava e Cyro Martinns, 100 anos – o homem e seus paradoxos. Trabalhou nos jornais Diário de Notícias, Folha da Manhã, Correio da Manhã, Zero Hora, Jornal do Comércio, O Sul e Diário Catarinense.

Do interior para um grande jornal
– entrevista com Celito de Grandi, colunista de Zero Hora. Autor dos livros Loureiro da Silva, o Charrua; Diário de Notícias, o romance de um jornal; Cyro Martins, 100 anos – o homem e seus paradoxos; e Caso Kliemann, a história de uma tragédia. Trabalhou no Diário de Notícias e no Correio da Manhã.

Ponto estratégico
– entrevista com Marta Gleich, diretora de redação de Zero Hora. Trabalha no Grupo RBS há 28 anos. Foi diretora de internet do Grupo.

Sobrevivência na selva
– entrevista com Ricardo Stefanelli, diretor de redação no Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Hora de Santa Catarina e A notícia. Foi diretor de redação de Zero Hora e repórter do Diário do Sul.

Eu sou uma escutadeira
– entrevista com Eliane Brum, repórter especial e colunista da revista Época. É autora do romance Uma duas e dos livros de reportagem Coluna Prestas – o avesso da lenda; A vida que ninguém vê e Olho da rua.

O melhor aprendizado
– entrevista com Luiz Cláudio Cunha, autor de Operação Condor – o sequestro dos uruguaios e Assim morreu Tancredo. Foi chefe de redação, em Brasília, das revistas Veja, IstoÉ e Afinal, além dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora e Diário da Indústria e Comércio.

Jornalista e best-seller
– entrevista com Laurentino Gomes, autor dos livros 1808 e 1822. Foi repórter e editor de veículos como O Estado de S. Paulo e Veja.

Vida anfíbia
– entrevista com Carlos Eduardo Lins da Silva, professor universitário na ESPM-SP. Foi repórter, correspondente internacional e editor de opinião nos Diários Associados, secretário de redação e ombudsman da Folha de S. Paulo.

O jornalismo tem que ser a fratura do tempo histórico
– entrevista com Flávio Tavares, colunista de Zero Hora. Autor dos livros Memória do esquecimento; O dia em que Getúlio matou Allende e O Che Guevara que conheci e retratei. Foi correspondente internacional dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Excelsior (México).

Uma ponte entre a escrita e o mundo
– entrevista com Alexandra Lucas Coelho, jornalista e escritora portuguesa. Foi correspondente internacional do jornal Público (Portugal). É autora dos livros Oriente próximo; Caderno afegão; Viva México; Tahrir – Os dias da revolução e do romance E a noite roda.

As práticas no ritmo da internet
– entrevista com Liana Pithan, chefe de reportagem do Portal Terra. Trabalhou por dez anos no Correio do Povo.

Caligrafia japonesa
– entrevista com Tony Hara, jornalista e historiador. Trabalhou na rádio UEL FM e no jornal O Popular, de Londrina. É autor do livro Caçadores de Notícias.

A melhor maneira de fazer jornalismo é pela internet (parte 1)
O jornalista e os maus costumes (parte 2)
– entrevista com Gumersindo Lafuente, diretor da edição digital do jornal El País (Espanha). Trabalhou no El Mundo (Espanha) e foi fundador do jornal digital Soitu (www.soitu.es).

A autocensura é um dos perigos do jornalismo
– entrevista com Josep Rovirosa Olivé, defensor do leitor do jornal La Vanguardia (Espanha). Trabalhou nos jornais Diário Vasco, El Correo Catalán e Eco.
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Os entrevistadores

Os entrevistadores foram os professores Beatriz Marocco, Christa Berger e Thaís Furtado, todas da Unisinos, e Reges Schwaab, da UFOP; e os alunos Angela Zamin, Giovanni Rocha, Júlia Capovilla e Marlon Lesniewski, respectivamente, doutoranda e mestrandos em Ciências da Comunicação – atualmente egressos da Unisinos –, e Márcia Veiga, doutoranda em Comunicação e Informação (UFRGS).
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(Angela Zamin)

25 setembro 2012

Qualificação de doutorado no âmbito do dinter Unisinos/UFPI



Na sexta, dia 21, foi realizada a banca de qualificação do projeto de doutorado "Relações de poder e práticas jornalísticas nos jornais impressos em Teresina-PI (1951 a 1954 e 1959 a 1962)", da doutoranda Nilsângela Cardoso Lima. Participaram da sessão os professores doutores José Luiz Braga (Unisinos), Antonio Carlos Hohlfeldt  (PUCRS) e Beatriz Marocco (orientadora).

Nilsângela é aluna do Dinter em Comunicação, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos na Universidade Federal do Piauí (UFPI). A Unisinos já firmou parcerias interinstitucionais para 7 minters e 1 dinter, voltadas para a formação fora dos centros consolidados de ensino e pesquisa no país.

Síntese do Projeto

Relações de poder e práticas jornalísticas nos jornais impressos em Teresina-PI (1951 a 1954 e 1959 a 1962)

Nilsângela Cardoso Lima

A tese tem como proposta analisar as relações de poder e as práticas jornalísticas nos jornais impressos que circularam em Teresina (PI) no período de 1951 a 1954 e 1959 a 1962, na busca de entender o processo de produção das matérias jornalísticas, que deram dimensão de uma existência verbal aos discursos sobre os governadores Pedro de Almendra Freitas (PSD) e Francisco das Chagas Caldas Rodrigues (PTB-UDN). À luz do referencial teórico e metodológico da análise do discurso faz-se a análise das matérias jornalísticas publicadas pelos jornais O Dia, A Cidade, Jornal do Piauí e Folha da Manhã, cujos conteúdos oferecem na sua superfície o entendimento dos processos de produção de sentido, do controle discursivo e as práticas jornalísticas frente ao contexto político partidário proporcionado pelos governantes do Piauí, ligados aos partidos PSD (1951/54) e PTB-UDN (1959/62). Estruturada em três capítulos, pretende-se compreender como um grupo de intelectuais que atuavam nas redações dos jornais impressos de Teresina foi se constituindo enquanto um grupo social - os jornalistas - e que reivindicam um monopólio do saber - a notícia - veiculando informação através da imprensa e se definindo/constituindo de acordo com as marcas políticas do jornal e da própria vinculação destes aos partidos políticos; analisar a produção de sentidos em torno da imagem do governador Pedro de Almendra Freitas (1951 a 1954) no discurso publicado pelos jornais O Dia e A Cidade e a representação do período político em que o Governo do Piauí ficou sob sua administração; e, por último, analisar as permanências e as rupturas das práticas jornalísticas na produção do discurso relacionado ao governador Chagas Rodrigues, publicados nos jornais O Dia, Jornal do Piauí e Folha da Manhã, no quadriênio em que administrou o Estado do Piauí, 1959 a 1962.
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(Texto: Nilsângela Cardoso Lima / Foto: Angela Zamin)

19 setembro 2012

GPJor terá representantes no 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

Oito trabalhos de membros do grupo de pesquisa estão entre os que serão apresentados em Curitiba, entre 08 e 10 de novembro.


A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) divulgou nesta quarta-feira, dia 19, a lista dos artigos selecionados para o seu 10º encontro nacional, que ocorre entre os dias 08 e 10 de novembro, em Curitiba (PR).

Serão 158 comunicações livres e 12 comunicações coordenadas. Ao todo, 138 pareceristas trabalharam na avaliação dos trabalhos, sob a coordenação da diretoria científica da entidade, a professora Dra. Luciana Mielniczuk, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Oito membros do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) tiveram seus trabalhos aceitos. Apresentarão no 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo os doutorandos Carmen Abreu, Felipe de Oliveira e Karine Moura Vieira, e o mestrando Felipe Viero Kolinski Machado, que produziu seu texto em co-autoria com a orientadora, a professora Dra. Christa Berger, a doutora Angela Zamin e a mestra Alciane Baccin, que defenderam tese e dissertação no início de 2012, todos da Unisinos, além da doutoranda Marcia Veiga, da UFRGS. Já a mestranda Carina Mersoni, da Unisinos, cujo artigo é assinado também pela doutoranda Beatriz Sallet, apresentará no II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo.

Os dois eventos acontecem de 08 a 10 de novembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). A organização do evento ainda envolve a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Os aprovados devem realizar suas inscrições, de acordo com as normas, para que seus textos integrem os anais; a data limite para pagamento da taxa é 08 de outubro.


Fonte: SBPJor (www.sbpjor.org.br) / Edição: Felipe de Oliveira

14 setembro 2012

Seminário de Tese: Artigos sobre estágio de pesquisa já estão disponíveis

Doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira falam sobre seus processos de investigação aos membros do GPJor no dia 24 de setembro.

Já estão disponíveis os artigos produzidos pelas doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira (foto), nos quais relatam o estágio atual de suas investigações.

O encontro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) em setembro será dedicado ao Seminário de Tese das doutorandas, no dia 24, segunda-feira, das 14h às 17h.

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Filiadas à linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2) no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, ambas estão no segundo ano de curso. Beatriz é orientada pelo professor Dr. Ronaldo Henn e o título atual do seu projeto é As transformações no fotojornalismo a partir das rotinas produtivas. A professora Dra. Beatriz Marocco orienta Karine, que dá atualmente ao seu projeto o título Que importa quem fala? - uma análise sobre alteridade e autoria na produção biográfica jornalística.

Baixe os artigos



DINÂMICA DE TRABALHO - A sessão será dividida em uma hora e meia para o trabalho de cada aluna. Serão 20 minutos para a apresentação do artigo; 10 minutos para cada um dos três professores da  linha de pesquisa comentá-lo - além dos orientadores, a professora Dra. Christa Berger; 10 minutos para as respostas; e 30 minutos para a discussão aberta. Os professores orientam que todos os membros do GPJor leiam os textos com vistas a críticas e sugestões.

(Texto: Felipe de Oliveira / Fotos: arquivo pessoal)

03 setembro 2012

Publicações do GPJor no 1º semestre


Os professores Ronaldo Henn e Christa Berger, integrantes do GPJor, participaram de publicações do Grupo de Pesquisa em Imagem e Socialibidade (GRIS), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira, “Mídia, instituições e valores”, organizada por Vera França e Laura Corrêa, reúne trabalhos apresentados durante o I Colóquio em Imagem e Sociabilidade, realizado em novembro de 2008; enquanto a segunda, “Acontecimento: reverberações”, organizada por Vera França e Luciana de Oliveira, traz os artigos do II Colóquio Internacional em Imagem e Sociabilidade, de maio de 2011. No primeiro livro encontra-se o texto “Padronização do jornalismo e memória coletiva”, de Ronaldo Henn, e no segundo o texto de Christa Berger “Acontecimento e resistência: mulheres contra a Aracruz”.

As apresentações dos livros estão disponíveis para download:
Mídia, instituições e valores

Acontecimento: reverberações

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As doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira participaram de publicação do Grupo de Pesquisa em Comunicação (Processocom/Unisinos) em parceria com a Rede AMLAT. Beatriz assina o texto “Submersão e emersão do pesquisador no campo de pesquisa: o paradigma tecnológico digital e o fazer do fotojornalista, sob orientação do olhar epistemológico da transmetodologia” e Karine o artigo “Para uma episteme da biografia: Uma reflexão sobre os atravessamentos epistemológicos do biográfico e o seu lugar no jornalismo”. O livro “Epistemologia, investigação e formação científica em comunicação” foi organizado pelos professores Alberto Efendy Maldonado, Maria Elisa Máximo, Juciano de Sousa Lacerda e Graziela Bianchi.

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O mestrando João Vitor Santos participou da publicação “Impacto das novas mídias no estatuto da imagem”, organizada pelos professores Sonia Montaño, Gustavo Fischer e Suzana Kilpp, da Unisinos. João Vitor traz o texto “Do infográfico web à reportagem do Jornal Nacional”. A apresentação do livro encontra-se disponível aqui.
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(Angela Zamin)

Trabalhos de docentes e discentes do GPJor


Integrantes do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo – GPJor participaram de eventos no Brasil e no exterior no 1º semestre de 2012.

Eventos internacionais
Dois trabalhos foram apresentados no 1º Congreso Internacional sobre estudios de periodismo realizado em Santiago do Chile: “La constitución del periodismo: la entrevista como metodologia de acceso a la práctica periodística” (The constitution of journalism: the interview as a methodology to access the journalistic practice), das professoras Beatriz Marocco e Christa Berger, e “Transformaciones de los acontecimientos y de los periodistas en las redes sociales” (Transformations of the event and journalists on social networks), do professor Ronaldo Henn e da mestranda Kellen Höehr. Além deles, Angela Zamin, doutora pelo PPGCC/Unisinos, apresentou o texto “Conflitos sobre o conflito: crise colomboequatoriana em jornais latino-americanos”, durante o XII Congreso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicación, realizado em Montevidéu, Uruguai.
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La constitución del periodismo: la entrevista como metodologia de acceso a la práctica periodística / The constitution of journalism: the interview as a methodology to access the journalistic practice, de Beatriz Marocco e Christa Berger
The practice is fundamental to journalism, in its historicity and in the daily routines. Seen by this way, journalism is affected by structured characteristics reproduced in the dimensions of time and space, and the technological resources and rules outlined in coeval journalistic production. The question that arises then is how to exploit the knowledge that circulates in newsrooms out of the axiom that there is no journalism without practice or restricting it to the idea that practices are materialized in discourse and, therefore, can only be analyzed with the support of exogenous theories?
Two methodological procedures were made toward to the practice; a questionnaire mailed to 746 reporters and 15 journalists were interviewed: Nubia Silveira, Ricardo Stefanelli, Caco arcellos, Laurentino Gomes, Clovis Rossi, Celito De Grandi, Luiz Claudio Cunha, Eliane Brum, Liana Pithan, Marta Gleich, Tony Hara, Alexandra Lucas Coelho, Flávio Tavares, Josep Rovirosa Olive and Gumersindo Lafuente. The two actions were linked to the research project “The discursive control that takes place and circulates in journalistic practices,” covered with funds from CNPq.
This article, based on the interviews, pointed out the two types of consciousness attributed by
Giddens to social workers and found within the first one - the discursive consciousness - five possible routes of access to knowledge that circulates in the newspaper newsrooms. They are: the orientation of the heads, the sample of seniors, intuition, love of reading, the persistence of the own agents.
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Transformations of the event and journalists on social networks / Transformaciones de los 
acontecimientos y de los periodistas en las redes sociales, de Ronaldo Henn e Kellen Höehr
This paper presents the preliminary results of a research that investigates the creation of events through social networking sites. There is already a specific type of event that serves the logic of these networks, especially those whose production and distribution take place from online platforms and digital tools. This paper investigates two cases: the first is about the duo of Brazilian country music singers, Zezé de Camargo and Luciano, who, from an argument that occurred in a concert in the city of Curitiba, announced the end of the partnership.  The video was posted on Youtube and was immediately spread in the social networks, what generated intense conversation about the episode until it became a journalistic event in traditional media. It also examines the organization of a protest against the attack on a gay couple in a street of São Paulo in 2011, completely built through Facebook. From Charles Sander Peirce’s concept of semiosis, a map of construction of these events is drawn with its various ramifications, from the articulations within the network to the production of meanings that they trigger.  The studied events have as an element in common the leading role that social networks had in their constitution. They present the nature of the network and are framed in what is understood now as cyberevent, a category that poses new challenges to the practice of journalism.
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Conflitos sobre o conflito: crise colomboequatoriana em jornais latino-americanos, de Angela Zamin
O texto que segue é resultado de uma analítica sobre um típico acontecimento atípico a partir de sua cobertura em três jornais latino-americanos de referência, o brasileiro O Estado de S. Paulo, o colombiano El Tiempo e o equatoriano El Comercio. Trata-se do Caso Angostura, a forma como denomino a crise colombo-equatoriana desencadeada a partir do ataque do Exército colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) localizado em território equatoriano, em 1º de março de 2008. Tal analítica, fruto do trabalho de doutoramento, explora, no nível discursivo, os diferentes conflitos que o trabalho jornalístico reconhece e materializa. Com o aporte da noção de combates discursivos (Foucault, 2006 e 2008) e trajeto temático (Guilhaumou, 2010), o artigo apresenta um exercício de análise da produção jornalística deste acontecimento, no período de março de 2008 a agosto de 2009, em dois níveis discursivos, o fato social ou o conflito que compete por espaço no discurso jornalístico e a significação do mesmo pelos jornais analisados.
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Eventos Nacionais
O mestrando Felipe Kolinski Machado participou do Intercom Sudeste 2012, realizado em Ouro Preto (MG), com o artigo “A construção de sentidos sobre a morte: Percepções críticas sobre o viver e o morrer em Veja”. Já Aline Dalmolin, doutora pelo PPGCC/Unisinos, apresentou o trabalho “Por uma História da Imprensa Católica Brasileira” no 4º Encontro do Núcleo Gaúcho de História da Mídia, realizado na Unipampa, São Borja (RS).
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A construção de sentidos sobre a morte: Percepções críticas sobre o viver e o morrer em Veja, de Felipe Kolinski Machado
Resumo: O objetivo central do presente ensaio é refletir sobre os sentidos que se constroem sobre a morte no jornalismo. Para isso, parte-se de uma perspectiva crítica, ancorando-se em Kant (2008) e Foucault (1990), toma-se como corpus sete reportagens publicadas em Veja, as quais tinham como pauta o óbito de personalidades públicas, e tem-se em Ariès (2007) e em Elias (2001) um referencial teórico que baseia a reflexão acerca da morte e em Quéré (2005) uma possibilidade de vê-la como um acontecimento. Em linhas gerais, conclui-se que a morte tende a ser recalcada e sobrepujada por outras questões, que a sua discussão revela campos problemáticos e que, ao se propor a falar de morte, na verdade, discute-se essencialmente a vida.
Texto completo: aqui
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Por uma História da Imprensa Católica Brasileira, de Aline Dalmolin
Resumo: O artigo esboça uma reflexão de cunho historiográfico sobre a construção de uma história da imprensa católica no Brasil, elencando alguns dos autores que se voltaram ao tema. A partir da leitura dos autores e da observação empírica, busca-se sistematizar uma nova  periodização, que considera o Concílio Vaticano II como  divisor de águas para a imprensa católica no século XX. Os casos das revistas Rainha e Família Cristã servem como exemplo ilustrativo para se pensar o quadro das transformações ocorridas ao longo do século, problematizadas em suas perspectivas pré e pós-conciliar.
Texto completo: aqui
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(Angela Zamin)