Paula Vivanco, jornalista italiana; Hassan Akioud, do Observatório Linguamón de la Llengua Amaziga, da UAB; e a moderadora Verónica Chelotti, do SPC
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“Periodistes d'aquí i d'allà: informació de tothom” foi a tema da II Jornada de Periodistes de Mitjans per a la Immigració (Jornada de Jornalistas de Meios para a Imigração) realizada sexta, dia 16, no Auditório da Biblioteca Francesca Bonnemaison, em Barcelona, numa promoção conjunta dos Sindicatos de Jornalistas da Catalunha (SPC) e de Profissionais da Comunicação, com apoio da Federação de Sindicatos de Jornalistas, secretarias de Meios de Comunicação e para a Imigração da Generalitat e Diputació de Barcelona. O evento reuniu jornalistas de diversos países, especialmente latino-americanos e marroquinos, que trabalham em meios de comunicação para a imigração ou generalistas na Espanha.
Realizado com o objetivo de tratar do exercício da profissão, o evento possibilitou conhecer a realidade do mercado de trabalho e as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia por jornalistas imigrantes. Entre os desafios, segundo Dardo Gómez, secretário da Federação de Sindicatos de Jornalistas, estão: ausência de regulamentação da profissão, o que permite a qualquer pessoa trabalhar como jornalista; 45% dos jornalistas não possuem nenhum tipo de cobertura ou assistência; não há uma lei de autoria e atualmente está em tramitação uma lei que prevê a autoria coletiva, favorável aos meios e não aos profissionais; os imigrantes não possuem contrato algum, sendo dispensados nos meses de férias.
A prática profissional na Espanha foi debatida em relação à vizinha Itália, país onde há regulamentação, além de exigência de estar inscrito no sindicato para atuar como jornalista. Se por um lado tal situação é favorável ao exercício profissional, por outro o torna impraticável para imigrantes que não possuem cidadania ou passaporte italiano, já que somente os cidadãos italianos, ou reconhecidos legalmente como tal, podem ser incluídos no sindicato. Tal condição levou à criação da Associazione Stampa Nazionale Interculturale (ANSI), um braço do sindicato de jornalistas, que visa a debater a inserção dos imigrantes, especialmente de segunda e terceira geração, nos meios de comunicação. Presente no evento, a vice-presidente da ANSI, a jornalista chilena Paula Vivanco, destacou que para além da regulamentação que impede a inserção de estrangeiros, as empresas são familiares e é importante “conocer a la persona justa” para trabalhar como jornalista, mesmo com registro no sindicato.
Outra questão tratada no evento é o acesso dos profissionais estrangeiros aos meios generalistas, que atualmente está gerando um debate sobre implantação ou não de cotas de imigrantes nos meios espanhóis. Os jornalistas estrangeiros convergem quanto à necessidade do acesso, mas não concordam com a política de cotas. Por argumentos divergentes, os meios também são contrários às cotas. A diretora da TV3, da Catalunha, Mònica Terribas, por exemplo, diz que a emissora consegue ser plural ao convidar especialistas para participar de seus programas. Ainda, que a pluralidade não está na participação de um imigrante falando de temas relacionados ao seu país, mas tratando de outros assuntos.
Mònica Terribas, diretora da TV3; a moderadora Nadal, da Fundação Bofill e vice-presidenta da Mesa per a la diversitat audiovisual del CAC; Marco Schwartz, colombiano, diretor de opinião do diário Públic; e Esther Samper, da Catalunya Radio.
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Direito à Informação
Dardo Gómez, secretário da Federação de Sindicatos de Jornalistas
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O acesso à informação levou a Federação de Sindicatos de Jornalistas a desenvolver campanha no sentido de orientar os cidadãos de que eles são os proprietários da informação e não os meios. Ainda, que precisam exigir dos políticos a regulamentação do direito à informação. Para o secretário da Federação de Sindicatos de Jornalistas, Dardo Gómez, “o problema para a informação não são os políticos, mas os meios de comunicação e seus proprietários”. A proposição desta campanha também se espelha no país vizinho e, neste sentido, há o contraponto de que apesar da mobilização por acesso à informação na Itália, há a “lei da mordaça” de Berlusconi, e o esfacelamento dos meios públicos e crescimento dos privados, diante do argumento de que os primeiros estão a serviço de um governo. Vale ressaltar que os meios privados são de propriedade do atual Primeiro Ministro.
Em relação ao acesso à informação, a jornalista chilena Paula Vivanco, que reside na Itália, destaca que falta incluir os imigrantes no termo cidadãos. “Os imigrantes também são cidadãos. Muitos se dão conta de como são representados pela mídia depois de muitos anos no país, quando têm um domínio maior do idioma”, acrescenta.
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Competências dos jornalistas estrangeiros
Stroe Iancu Marian, romenio; Tan Hui, chinesa; moderador Siscu Baiges, COM Radio; Rafael Monroy mexicano; e Claudia Cucchiarato, italiana.
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Aos jornalistas imigrantes na Espanha cabe falar de imigração, seja nos meios para a imigração ou nos generalistas. Entre os palestrantes, Stroe Iancu Marian Claudiu, romenio que atua na Revista Raíz, de Madrid; Tan Hui, chinesa que trabalha na Barcelona Televisiò; e Rafael Monroy, mexicano da Mundo Hispano e Agència Diversimedia, ambas de Barcelona, compartilham a experiência de que é diferente trabalhar desde a Espanha para o país de origem, que para uma empresa espanhola. Nestas lhes cabe duas funções: a) ou falar das temáticas que circundam a imigração, como o narcotráfico, no caso de jornalistas colombianos e mexicanos, e terrorismo, para os de origem muçulmana; b) ou fazer programas voltados aos demais imigrantes de mesma nacionalidade, na língua do país de origem, e às vezes bilíngües já que o catalão é uma exigência nos meios públicos da Catalunha. A jornalista chinesa, Tan Hui, por exemplo, produz programa em chinês.
Estes jornalistas compartilham também o desejo de falar de temas locais. Para Claudia Cucchiarato, correspondente do italiano L'Unità, os imigrantes escrevem sobre seus países, mas poderiam tratar questões locais desde perspectivas externas, o que contribuiria para uma produção mais global e diversa.
A jornalista chilena Paula Vivanco falou, ainda, da dificuldade em manter meios para a imigração na Itália, mesmo que alternativos, uma vez que a lei permite apenas aos jornalistas registrados atuar como redatores responsáveis. Tal situação faz com que jornalistas italianos assinem publicações que desconhecem o conteúdo por não dominarem a língua em que está redigido.
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Angela Zamin, de Barcelona
19 julho 2010
29 junho 2010
Os bastidores da pesquisa
Alunos do Mestrado em Comunicação da Unisinos que fazem parte do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) participaram de homenagem ao jornalista Caco Barcellos, no dia 23 de junho, na Casa Cor RS, em Porto Alegre. A atividade foi supervisionada pela Professora Doutora do PPG de Comunicação da Unisinos, Beatriz Marocco, e fez parte do desenvolvimento da pesquisa “O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas”, coordenada por Marocco e financiada pelo CNPq.
Na oportunidade, os alunos puderam fazer perguntas e utilizaram recursos audiovisuais para registro da conversa com Caco Barcellos. "O objetivo é ir familiarizando os mestrandos com alguns métodos científicos e com as possíveis formas de aproximação do objeto de pesquisa", destacou Beatriz.
31 maio 2010
Encontro GPJor
A próxima reunião do Grupo de Pesquisa em Jornalismo será no dia 24/06, quinta-feira, às 17 horas, no PPGCOM.
Durante o encontro os mestrandos Felipe de Oliveira e Marlon Lesnieski apresentarão os textos, "La notica como marco" e "Flexibilidad y profesionalismo" do livro de Gaye Tuchman "La producción de la noticia, Barcelona: Gustavo Gili, 1983", páginas 13-27 e 77-94 respectivamente.
Os textos também deverão ser lidos por todos participantes do encontro.
(Aline Weschenfelder)
Durante o encontro os mestrandos Felipe de Oliveira e Marlon Lesnieski apresentarão os textos, "La notica como marco" e "Flexibilidad y profesionalismo" do livro de Gaye Tuchman "La producción de la noticia, Barcelona: Gustavo Gili, 1983", páginas 13-27 e 77-94 respectivamente.
Os textos também deverão ser lidos por todos participantes do encontro.
(Aline Weschenfelder)
21 maio 2010
Desafios da pesquisa em jornalismo
O VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal do Maranhão, tem como tema central “Desafios da pesquisa em jornalismo: Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”. Promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor, o evento contempla duas modalidades de apresentação de trabalhos: Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas. O prazo para submissão de trabalhos se estende de 1º de junho a 15 de julho, através do site da entidade. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
19 maio 2010
Comunicação, Cultura e Cidadania
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizará, de 22 a 24 de setembro, o Seminário Nacional Comunicação, Cultura e Cidadania. Dentre os pesquisadores estarão os professores Bernard Miege, da Universidade Stendhal, e Guilhermo Orozco, da Universidade de Guadalajara. A submissão de trabalhos se encerra em 11 de julho. O evento terá os GTs: Comunicação e Educação; Comunicação, Movimentos Sociais e Cidadania; Comunicação e Novas Tecnologias; Comunicação e Cultura; e Comunicação, Infância e Juventude. Mais informações, aqui.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
11 maio 2010
Mídia e Música
O Centro de Estudos em Música e Mídia - MusiMid - realiza na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, de 15 a 17 de setembro, o 6º Encontro de Música e Mídia: Música de/para. O evento se dedicará à abordagem da música e suas inter-relações com as linguagens da mídia. Os interessados em submeter propostas para apresentação deverão enviar um resumo de até 250 palavras, em português, inglês ou espanhol, até o dia 26 de junho. O resumo deverá ser acompanhado por: nome completo, filiação acadêmica / institucional, e-mail para contato, 5 a 10 referências bibliográficas e 3 a 5 palavras-chave. A submissão deverá ser feita exclusivamente pelo site do Música e Mídia. Mais informações pelo e-mail musimid6@gmail.com
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
10 maio 2010
FNDC destaca pesquisa de mestrado sobre jornalismo alternativo
A dissertação “Brasil de Fato: A imprensa popular alternativa em tempos de crise”, de Daniel Cassol, integrante do GPJor, é destaque em entrevista do FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Segundo Daniel Cassol, a “intenção foi refletir sobre que tipo de jornalismo os alternativos, no caso o Brasil de Fato, vêm fazendo atualmente, como se relacionam com a tradição dos veículos contra-hegemônicos e como se situam num contexto de dificuldade para as ideias de transformação”. Para o jornalista e pesquisador, "o jornal é tomado, muitas vezes, como um instrumento para a orientação política das massas e, desse modo, só publica aqueles temas considerados necessários à denúncia dos inimigos de classe e à politização dos trabalhadores. Algo que está presente no Brasil de Fato e em outros veículos alternativos atuais é uma tendência a fazer quase uma sociologia dos acontecimentos, optando por sempre explicar as estruturas e relações de poder por trás dos fatos, impedindo que os próprios fatos falem por si e tirando a autonomia dos leitores".
A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.
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(Angela Zamin)
A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.
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(Angela Zamin)
Marcadores:
Crítica das Práticas Jornalísticas
09 maio 2010
Ensino de jornalismo
A Rede PROCAD/CAPES “O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica – Matrizes curriculares, planos de ensino e demandas profissionais”, formada por professores da UFBA, UFSB, USP e TUIUTI, promove o I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 26 e 27 de agosto. Podem submeter trabalhos pesquisadores que investigam: ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de currículos, entre outros. O Seminário será a base do livro anual da Rede PROCADJOR que será lançado no final do ano. A data limite para o envio de trabalhos para seleção é 30 de junho. Mais informações na página do PROCADJOR ou com os coordenadores locais Elias Machado (machadoe@cce.ufsc.br) e Tattiana Teixeira (tattianaufsc@gmail.com).
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
07 maio 2010
Discurso e práticas socioculturais
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"Práticas Socioculturais e Discurso: debates transdisciplinares" é o lançamento do Laboratório de Comunicação On-line, do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal. O livro reúne alguns dos trabalhos apresentados no II Seminário Práticas Socioculturais e Discurso: debates transdisciplinares, realizado no ano passado pelo Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade da Universidade de Brasília - NELiS/UnB. Organizado pelos professores Viviane de Melo Resende e Fábio Henrique Pereira, ambos da UnB, o livro traz abordagens transdisciplinares da relação entre linguagem e sociedade, articulando a análise de discurso a práticas sociais. O livro, lançado no formato e-book pela editora LivrosLabcom, pode ser acessado gratuitamente, aqui.
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(Angela Zamin)
"Práticas Socioculturais e Discurso: debates transdisciplinares" é o lançamento do Laboratório de Comunicação On-line, do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal. O livro reúne alguns dos trabalhos apresentados no II Seminário Práticas Socioculturais e Discurso: debates transdisciplinares, realizado no ano passado pelo Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade da Universidade de Brasília - NELiS/UnB. Organizado pelos professores Viviane de Melo Resende e Fábio Henrique Pereira, ambos da UnB, o livro traz abordagens transdisciplinares da relação entre linguagem e sociedade, articulando a análise de discurso a práticas sociais. O livro, lançado no formato e-book pela editora LivrosLabcom, pode ser acessado gratuitamente, aqui.
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(Angela Zamin)
05 maio 2010
Resoluções da Confecom
03 maio 2010
Congresso Estadual de Jornalistas
Com o tema "O Jornalismo a Serviço da Sociedade e a Defesa da Profissão", o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul promove nos dias 14 e 15 deste mês o 34º Congresso Estadual dos Jornalistas. O evento que será realizado no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo, é preparatório ao 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorre em agosto, em Porto Alegre. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Sede do Sindicato em Porto Alegre ou nas Delegacias Regionais.
Informações sobre Congresso Estadual dos Jornalistas, aqui.
Para saber mais do Congresso Nacional dos Jornalistas, aqui.
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(Angela Zamin)
Informações sobre Congresso Estadual dos Jornalistas, aqui.
Para saber mais do Congresso Nacional dos Jornalistas, aqui.
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(Angela Zamin)
02 maio 2010
Qualificação doutorado II
“Valores modernos e tradicionais em revistas católicas brasileiras dos anos 1980: o discurso sobre família em Rainha e Família Cristã” é o título do projeto de qualificação da doutoranda Aline Roes Dalmolin, integrante do GPJor. O exame de qualificação será realizado dia 10 de maio, às 14h, na Sala 3A317. A comissão examinadora será formada pelas professoras Marcia Benetti, da UFRGS, Beatriz Marocco e Christa Berger (orientadora), ambas da UNISINOS.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
30 abril 2010
Chamadas de trabalho
Celacom - O prazo para envio de trabalhos ao XIV Celacom – Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação se encerra dia 7 de maio. O evento é uma promoção da Unesp em parceria com a Cátedra Unesco de Comunicação e o Memorial da América Latina e será realizado no Memorial de 17 a 19 de maio. O encontro internacional debaterá os 60 anos de televisão na América Latina. Resumos e papers completos devem ser enviados para o e-mail: celacom@metodista.br. Outras informações, aqui.
Seminário de Inverno - A Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, promove de 21 a 25 de junho o XIII Seminário de Inverno sobre Estudos em Comunicação. O evento, que se tornou um espaço de debate em torno da profissão e formação superior em jornalismo, este ano discute os “Desafios metodológicos na pesquisa em jornalismo”. Interessados em apresentar trabalhos devem enviar um resumo (de 5 a 8 linhas, com três palavras-chave) até o dia 10 deste mês, às 12h, para os e-mails sergiogadini@yahoo.com.br e agenciadejornalismo@uepg.br. O prazo para a versão completa do artigo se encerra em 31 de maio, também ao meio-dia. Mais informações, aqui.
ULEPICC-Brasil - Segue até o dia 31 de maio o prazo para envio de resumos ao III Encontro Nacional da ULEPICC-Brasil, que será realizado de 20 a 22 de outubro, em São Cristóvão (SE), nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sob o tema geral “A formação da Economia Política da Comunicação e da Cultura no Brasil e na América Latina: conquistas e desafios”, o encontro reunirá estudiosos e pesquisadores do Brasil e do exterior para discutir a formação e desafios deste campo disciplinar em nossa sociedade. Mais, aqui:
Alaic - A Alaic - Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – recebe até 30 de junho propostas de trabalho para apresentação em todos os GTs do Congresso da entidade que acontecerá em Bogotá, Colômbia, de 22 a 24 de setembro, na Pontificia Universidad Javeriana. As regras podem ser conferidas aqui.
Mídia Cidadã - A VI Conferência Brasileira e I Conferência Sul-americana de Mídia Cidadã, promovidas pela Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, vinculada à Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), serão realizadas de 5 a 7 de agosto em Pato Branco, Paraná. As inscrições com submissões de trabalhos podem ser feitas até 1º de julho. O evento tem como temática “Educação e cultura pela perspectiva da mídia: (des) construindo a cidadania”. Informações, aqui.
SBPJor - O VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece, de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal do Maranhão (MA), tendo como tema central “Desafios da pesquisa em jornalismo: Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”. Os trabalhos para o encontro anual da SBPJor - Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - serão recebidos de 1º de junho a 15 de julho de 2010, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos20010/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.
Intercom - O prazo para inscrição de trabalhos no XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação se encerra em 17 de julho, sendo que os interessados em submeter trabalhos devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição até o dia 15 de julho. O congresso da Intercom será realizado na UCS - Caxias do Sul (RS), de 2 a 6 de setembro. Mais informações, aqui.
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(Angela Zamin)
Seminário de Inverno - A Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, promove de 21 a 25 de junho o XIII Seminário de Inverno sobre Estudos em Comunicação. O evento, que se tornou um espaço de debate em torno da profissão e formação superior em jornalismo, este ano discute os “Desafios metodológicos na pesquisa em jornalismo”. Interessados em apresentar trabalhos devem enviar um resumo (de 5 a 8 linhas, com três palavras-chave) até o dia 10 deste mês, às 12h, para os e-mails sergiogadini@yahoo.com.br e agenciadejornalismo@uepg.br. O prazo para a versão completa do artigo se encerra em 31 de maio, também ao meio-dia. Mais informações, aqui.
ULEPICC-Brasil - Segue até o dia 31 de maio o prazo para envio de resumos ao III Encontro Nacional da ULEPICC-Brasil, que será realizado de 20 a 22 de outubro, em São Cristóvão (SE), nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sob o tema geral “A formação da Economia Política da Comunicação e da Cultura no Brasil e na América Latina: conquistas e desafios”, o encontro reunirá estudiosos e pesquisadores do Brasil e do exterior para discutir a formação e desafios deste campo disciplinar em nossa sociedade. Mais, aqui:
Alaic - A Alaic - Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – recebe até 30 de junho propostas de trabalho para apresentação em todos os GTs do Congresso da entidade que acontecerá em Bogotá, Colômbia, de 22 a 24 de setembro, na Pontificia Universidad Javeriana. As regras podem ser conferidas aqui.
Mídia Cidadã - A VI Conferência Brasileira e I Conferência Sul-americana de Mídia Cidadã, promovidas pela Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, vinculada à Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), serão realizadas de 5 a 7 de agosto em Pato Branco, Paraná. As inscrições com submissões de trabalhos podem ser feitas até 1º de julho. O evento tem como temática “Educação e cultura pela perspectiva da mídia: (des) construindo a cidadania”. Informações, aqui.
SBPJor - O VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece, de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal do Maranhão (MA), tendo como tema central “Desafios da pesquisa em jornalismo: Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”. Os trabalhos para o encontro anual da SBPJor - Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - serão recebidos de 1º de junho a 15 de julho de 2010, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos20010/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.
Intercom - O prazo para inscrição de trabalhos no XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação se encerra em 17 de julho, sendo que os interessados em submeter trabalhos devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição até o dia 15 de julho. O congresso da Intercom será realizado na UCS - Caxias do Sul (RS), de 2 a 6 de setembro. Mais informações, aqui.
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(Angela Zamin)
28 abril 2010
Defesa de dissertação V
"Desperta Mulher: Cartografia sobre comunicação e engajamento no jornal do Movimento de Mulheres Camponesas do RS" é o título da dissertação de mestrado de Vera Sirlei Martins. A defesa será realizada na próxima terça, dia 4 de abril, às 14h, na Sala 3A302. A banca examinadora será formada pelas professoras Magali Mendes de Menezes, da FEEVALE, Nísia Martins do Rosário e Christa Berger (orientadora), ambas da UNISINOS.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
25 abril 2010
Defesa de dissertação IV
A mestranda Maria Joana Chiodelli Chaise, integrante do GPJor, defende nesta quinta, 29, a dissertação "Do leitor participante ao repórter cidadão. As implicações do novo ato de ler e colaborar no webjornalismo. Uma análise do canal Leitor-Repórter". A banca será composta pelos professores Alex Primo, UFRGS, Antonio Fausto Neto e Ronaldo Cesar Henn (orientador), ambos UNISINOS. A sessão pública de defesa acontece às 14 na Sala 3A302.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
19 abril 2010
Defesa de Tese I
A doutoranda Hebe Gonçalves de Oliveira, integrante do GPJor, defende sexta, dia 23, às 9h, a tese “A notícia exclusiva na lógica de distribuição em conglomerados da mídia brasileira: estudo das rotinas nas agências Estado, Folhapress e Globo”. Acomissão examinadora será formada pelos professores Zelia Leal Adghirne, da UNB, José Afonso da Silva Junior, da UFPE, Christa Berger, Alberto Efendy Maldonado e Ronaldo Henn (orientador), da UNISINOS.
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
28 março 2010
1º Encontro do GPJor em 2010
O primeiro encontro do Grupo de Pesquisa em Jornalismo deste ano acontecerá no dia 15/04, quinta-feira, às 17 horas, no PPGCOM.
Na oportunidade o doutorando Frederico Tavares fará um relato de sua experiência acadêmica em Madrid, realizaremos a apresentação entre os novos e antigos componentes do grupo, e ainda, deverão ser marcadas as datas das próximas reuniões.
(Aline Weschenfelder)
Na oportunidade o doutorando Frederico Tavares fará um relato de sua experiência acadêmica em Madrid, realizaremos a apresentação entre os novos e antigos componentes do grupo, e ainda, deverão ser marcadas as datas das próximas reuniões.
(Aline Weschenfelder)
23 março 2010
Redesenho visual do Estadão
Texto de Alberto Dinnes, publicado no Observatório da Imprensa em 16 de março, reproduzido no site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, reflete sobre o futuro dos jornais impressos a partir do novo projeto gráfico do Estadão, lançado dia 14 deste mês. A seguir, o texto do Dinnes, que também pode ser lido nos links acima. Mais sobre o redesenho do Estadão impresso e do site aqui.
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Fim dos jornais?
Estadão confronta o apocalipse
Por Alberto Dines em 16/3/2010
Observatório da Imprensa
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O que ameaça os jornais é o avassalador avanço da internet? O perigo é efetivo, concreto, ou resulta de um pânico endógeno, auto-induzido?
A reforma visual do Estado de S.Paulo apresentada espetacularmente no domingo (14/3) suscita uma série de constatações. A mais importante: morre quem quer morrer, extingue-se quem entrega os pontos (excluem-se acidentes e fatalidades). Rejuvenescido pelos 226 dias de censura e a lembrança do seu passado de lutas, o jornalão de 135 anos envergou a fatiota nova e deu um salto à frente.
As bolhas das duas últimas décadas, artificialmente infladas pelo sistema midiático, foram produzidas por um formidável auto-engano. O fim dos jornais e revistas não foi decretado pelo Quarto Poder, mas pela indústria jornalística que não tem vocação nem compromissos de caráter institucional – quer apenas safar-se, mesmo que numa caixa de fósforos. Ao que tudo indica, estamos diante de um gigantesco factóide criado pela incontrolável criatividade do sistema produtivo seguido de uma imensa abulia dos encarregados de trombetear novidades.
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400 anos
No fim dos anos 1980 a mídia acreditou no fim da história, deixou-se embalar num triunfalismo besta, entregou-se à inexorabilidade e infalibilidade do progresso tecnológico e cruzou os braços à espera do fim da Era Gutenberg.
O que há de animador na reforma do Estadão (brevemente seguida pela da Folha de S.Paulo) é a reversão das expectativas: a imprensa (ou, se preferirem, a mídia impressa) está vivinha da silva. O portal de notícias também foi mexido, redesenhado, mas o impacto maior aconteceu no segmento que os futurólogos fashion consideravam em vias de extinção: o jornal impresso circulou com 502 mil exemplares e gerou enorme repercussão; seu portal na web continuou semi-clandestino.
Este Estadão redesenhado é um convite à leitura. A reforma foi visual e conceitual: ofereceu-se mais papel ao leitor, mais conteúdo, mais densidade – mais jornal.
Quando a Folha seduziu-se pelo modelo do USA Today no início dos anos 1980, imaginava fazer televisão no papel. Anos depois, a febre da internet levou nossa mídia impressa a mimetizar o estilo web. Raros foram os veículos que resistiram à algaravia digital.
O novo Estadão é um reencontro com a solidez e a efetividade de um veículo que existe há mais de 400 anos. Os 400 anos mais importantes da história da humanidade, testemunha imbatível das mais formidáveis mudanças tecnológicas, culturais e políticas. A entrevista de Umberto Eco no caderno "Sabático" não foi publicada casualmente, é uma tomada de posição. O jornal de Júlio Mesquita voltou a ter os pés no chão e o coração tomado por ideais.
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Lugar da concorrência
Jovens não gostam de ler em papel? Errado: jovens gostam do Facebook mas o Facebook só funciona na web. Antes das "redes sociais" os jovens adoravam os cartões da Hallmark & congêneres, serviam para dizer qualquer coisa. Jornais e revistas nunca pensaram em substituir-se a estes postais. Agora, se jornais e revistas forem suficientemente atraentes e capazes de estimular e distribuir o inigualável prazer de ler, os jovens recorrerão a eles enquanto clicam o Facebook para atender necessidades menos vitais.
Nesta primeira edição do novo-velho Estadão chamou a atenção o abandono dos carnavalescos infográficos. O gesto contém uma mensagem inequívoca: uma imagem não vale mil palavras como se apregoava bobamente. Vale o corolário: uma palavra pode valer mil imagens – atabalhoadas, desconexas, sem contexto.
Há também uma mensagem política embutida na renovação do Estadão: acabou a influência da Universidade de Navarra, do seu lobby e da sua poderosa rede de consultorias e entidades. Em outras palavras: a Opus Dei continua na esfera religiosa – que Deus a conserve lá! – mas foi alijada do comando do processo jornalístico brasileiro como vinha acontecendo há mais de duas décadas.
O Estadão demarcou-se, individuou-se. Mostrou aos concorrentes que o caminho da sobrevivência é a concorrência, a pluralidade de ofertas e não o corporativismo homogeneizador. O adversário de um grande jornal é outro grande jornal. E se os concorrentes compartilham das mesmas convicções, desatrelem-se, disputem para ver quem se destaca. O Washington Post e o New York Times jamais fizeram tabelinha durante o caso Watergate.
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Duas opções
Convém lembrar, no entanto, que a primeira edição de um novo projeto editorial serve apenas de balizamento, paradigma. A qualidade da edição inaugural do novo Estadão não garante a sua sustentabilidade. Ficou claro que muitas matérias foram elaboradas com esmero para a ocasião, o lustro festivo é perceptível. Nos próximos dias será possível avaliar se o novo desenho e o novo conceito estão amparados por uma estrutura jornalística capaz de produzir a mesma qualidade em grande quantidade.
A elegância que se filtra do novo design tornará obrigatório novo padrão de exigência no processo de seleção do material a ser publicado. Numa linda vitrine só podem ser expostos bons produtos e para cada espaço vazio num jornal é preciso dispor de, pelo menos, duas opções para preenchê-lo. Não há projeto gráfico que resista ao fechamento "no tapa", sem possibilidade de escolha.
De qualquer forma, um avanço – o fim do jornal está adiado sine die Pelo menos no Brasil.
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Fim dos jornais?
Estadão confronta o apocalipse
Por Alberto Dines em 16/3/2010
Observatório da Imprensa
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O que ameaça os jornais é o avassalador avanço da internet? O perigo é efetivo, concreto, ou resulta de um pânico endógeno, auto-induzido?
A reforma visual do Estado de S.Paulo apresentada espetacularmente no domingo (14/3) suscita uma série de constatações. A mais importante: morre quem quer morrer, extingue-se quem entrega os pontos (excluem-se acidentes e fatalidades). Rejuvenescido pelos 226 dias de censura e a lembrança do seu passado de lutas, o jornalão de 135 anos envergou a fatiota nova e deu um salto à frente.
As bolhas das duas últimas décadas, artificialmente infladas pelo sistema midiático, foram produzidas por um formidável auto-engano. O fim dos jornais e revistas não foi decretado pelo Quarto Poder, mas pela indústria jornalística que não tem vocação nem compromissos de caráter institucional – quer apenas safar-se, mesmo que numa caixa de fósforos. Ao que tudo indica, estamos diante de um gigantesco factóide criado pela incontrolável criatividade do sistema produtivo seguido de uma imensa abulia dos encarregados de trombetear novidades.
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400 anos
No fim dos anos 1980 a mídia acreditou no fim da história, deixou-se embalar num triunfalismo besta, entregou-se à inexorabilidade e infalibilidade do progresso tecnológico e cruzou os braços à espera do fim da Era Gutenberg.
O que há de animador na reforma do Estadão (brevemente seguida pela da Folha de S.Paulo) é a reversão das expectativas: a imprensa (ou, se preferirem, a mídia impressa) está vivinha da silva. O portal de notícias também foi mexido, redesenhado, mas o impacto maior aconteceu no segmento que os futurólogos fashion consideravam em vias de extinção: o jornal impresso circulou com 502 mil exemplares e gerou enorme repercussão; seu portal na web continuou semi-clandestino.
Este Estadão redesenhado é um convite à leitura. A reforma foi visual e conceitual: ofereceu-se mais papel ao leitor, mais conteúdo, mais densidade – mais jornal.
Quando a Folha seduziu-se pelo modelo do USA Today no início dos anos 1980, imaginava fazer televisão no papel. Anos depois, a febre da internet levou nossa mídia impressa a mimetizar o estilo web. Raros foram os veículos que resistiram à algaravia digital.
O novo Estadão é um reencontro com a solidez e a efetividade de um veículo que existe há mais de 400 anos. Os 400 anos mais importantes da história da humanidade, testemunha imbatível das mais formidáveis mudanças tecnológicas, culturais e políticas. A entrevista de Umberto Eco no caderno "Sabático" não foi publicada casualmente, é uma tomada de posição. O jornal de Júlio Mesquita voltou a ter os pés no chão e o coração tomado por ideais.
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Lugar da concorrência
Jovens não gostam de ler em papel? Errado: jovens gostam do Facebook mas o Facebook só funciona na web. Antes das "redes sociais" os jovens adoravam os cartões da Hallmark & congêneres, serviam para dizer qualquer coisa. Jornais e revistas nunca pensaram em substituir-se a estes postais. Agora, se jornais e revistas forem suficientemente atraentes e capazes de estimular e distribuir o inigualável prazer de ler, os jovens recorrerão a eles enquanto clicam o Facebook para atender necessidades menos vitais.
Nesta primeira edição do novo-velho Estadão chamou a atenção o abandono dos carnavalescos infográficos. O gesto contém uma mensagem inequívoca: uma imagem não vale mil palavras como se apregoava bobamente. Vale o corolário: uma palavra pode valer mil imagens – atabalhoadas, desconexas, sem contexto.
Há também uma mensagem política embutida na renovação do Estadão: acabou a influência da Universidade de Navarra, do seu lobby e da sua poderosa rede de consultorias e entidades. Em outras palavras: a Opus Dei continua na esfera religiosa – que Deus a conserve lá! – mas foi alijada do comando do processo jornalístico brasileiro como vinha acontecendo há mais de duas décadas.
O Estadão demarcou-se, individuou-se. Mostrou aos concorrentes que o caminho da sobrevivência é a concorrência, a pluralidade de ofertas e não o corporativismo homogeneizador. O adversário de um grande jornal é outro grande jornal. E se os concorrentes compartilham das mesmas convicções, desatrelem-se, disputem para ver quem se destaca. O Washington Post e o New York Times jamais fizeram tabelinha durante o caso Watergate.
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Duas opções
Convém lembrar, no entanto, que a primeira edição de um novo projeto editorial serve apenas de balizamento, paradigma. A qualidade da edição inaugural do novo Estadão não garante a sua sustentabilidade. Ficou claro que muitas matérias foram elaboradas com esmero para a ocasião, o lustro festivo é perceptível. Nos próximos dias será possível avaliar se o novo desenho e o novo conceito estão amparados por uma estrutura jornalística capaz de produzir a mesma qualidade em grande quantidade.
A elegância que se filtra do novo design tornará obrigatório novo padrão de exigência no processo de seleção do material a ser publicado. Numa linda vitrine só podem ser expostos bons produtos e para cada espaço vazio num jornal é preciso dispor de, pelo menos, duas opções para preenchê-lo. Não há projeto gráfico que resista ao fechamento "no tapa", sem possibilidade de escolha.
De qualquer forma, um avanço – o fim do jornal está adiado sine die Pelo menos no Brasil.
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Crítica das Práticas Jornalísticas
19 março 2010
Defesa de dissertação III
Daniel Barbosa Cassol defenderá a dissertação "Brasil de Fato: a imprensa popular alternativa em tempos de crise" em sessão pública no dia 8 de abril, às 14h, na Sala 3A317. A banca será composta pela professora Cecília Maria Krohling Peruzo, da UMSP, e pelos professores da UNISINOS Antonio Fausto Neto e Christa Berger (orientadora).
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(Angela Zamin)
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(Angela Zamin)
18 março 2010
Defesa de dissertação II
Grace Bender Azambuja defende a dissertação de mestrado “Jornalismo 3G reconfigurações da produção jornalística na era da mobilidade” no dia 31, às 14h, na Sala 3A317. A comissão examinadora será formada pelos professores Luciana Pellin Mielniczuk, da UFSM, Suely Dadalti Fragoso e Ronaldo Cesar Henn (orientador), ambos da UNISINOS.
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(Angela Zamin)
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