20 agosto 2012

Usos sociológicos da entrevista podem ser múltiplos, defende Enrique Santamaría

Professor da Universidade Autônoma de Barcelona é o convidado do V Seminário Aberto de Jornalismo, no PPGCCom da Unisinos.


Começou nesta segunda-feira, dia 20, o V Seminário Aberto de Jornalismo, que este ano recebe o sociólogo Enrique Santamaría. Professor da Universidade Autônoma de Barcelona,  da Espanha, ele falará até quinta, 23, sobre os usos sociológicos da entrevista. As atividades ocorrem no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, em São Leopoldo.

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O sociólogo defende que, como método, a entrevista é capaz de produzir informações reveladoras às investigações. “A investigação sociológica é um ofício. Diante de uma prática cada vez mais industrializada, sofisticada, da sociologia, está em oposição; é uma prática mais artesanal”, defende, ao propor a ida ao campo dos próprios investigadores para a realização das entrevistas. “A interpretação das respostas do entrevistado já é parte das análises. Não basta pegar as transcrições”, justifica.

Como introdução aos temas que serão debatidos nos próximos dias, Santamaría apresentou questões metodológicas e definiu o papel do investigador ante a técnica da entrevista. No final, desafiou os participantes a produzirem uma síntese sobre a relação entre a entrevista jornalística e a entrevista sociológica. O trabalho deve ser entregue na última sessão.

O tema do seminário é “Técnicas conversacionales em la investigación social” e os encontros ocorrem entre 14h e 17h30min. A promoção é da linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas e do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor). A presença do professor espanhol no Brasil foi viabilizada pelo programa Professor Visitante do Exterior (PVE), da Capes.

(Texto e foto: Felipe de Oliveira)

17 agosto 2012

Seminário de Tese discute fotografia e autoria no jornalismo

Doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira vão falar sobre o estágio atual das suas pesquisas durante encontro do GPJor em setembro.

O encontro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) do mês que vem já tem pauta definida: será dedicado ao Seminário de Tese de duas alunas do doutorado.

Beatriz Sallet e Karine Vieira (foto, da esquerda para direita) terão a oportunidade de apresentar a professores e colegas o estágio atual de suas pesquisas e colher críticas e sugestões. A atividade ocorre no dia 24 de setembro, uma segunda-feira, das 14h às 17h.

Ambas as doutorandas estão no segundo ano do curso no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas. Beatriz é orientada pelo professor Dr. Ronaldo Henn e o título atual do seu projeto é As transformações no fotojornalismo a partir das rotinas produtivas. A professora Dra. Beatriz Marocco orienta Karine, que dá atualmente ao seu projeto o título Que importa quem fala? - uma análise sobre alteridade e autoria na produção biográfica jornalística.

O Seminário de Tese é uma tradição do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos e antecede a banca de qualificação. É o momento em que os doutorandos começam a submeter o andamento de suas pesquisas às discussões mais formais entre os pares. É realizado, normalmente, no segundo ano de curso.

Dinâmica de trabalho

Beatriz e Karine vão produzir um artigo com aproximadamente 30 mil caracteres, respeitando as normas da ABNT, que será encaminhado aos professores da linha – além dos dois orientadores, a professora Dra. Christa Berger – e aos membros do GPJor antes do encontro, por e-mail. O texto deve relatar o estágio atual de suas pesquisas.

A sessão será dividida em uma hora e meia para o trabalho de cada aluna. Serão 20 minutos para a apresentação do artigo; 10 minutos para cada professor comentá-lo; 10 minutos para as respostas; e 30 minutos para a discussão aberta com o grupo.

PRÓXIMOS ENCONTROS – Em agosto, o encontro do GPJor é substituído pelo seminário sobre “Entrevista”, entre os dias 20 e 23, com o sociólogo Enrique Santamaría, professor da Universidade Aberta de Barcelona. O restante do calendário para o segundo semestre prevê encontros nos dias 22 de outubro e 19 de novembro, sempre das 14h às 17h.

(Texto: Felipe de Oliveira / Fotos: arquivo pessoal)

09 agosto 2012

V Seminário Aberto de Jornalismo recebe sociólogo Enrique Santamaría

Professor da Universidade Autônoma de Barcelona estará na Unisinos entre os dias 20 e 23 de agosto.

O sociólogo Enrique Santamaría (foto), professor da Universidade Autônoma de Barcelona, da Espanha, é o convidado do V Seminário Aberto de Jornalismo.

O evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos esse ano ocorre entre 20 e 23 de agosto e é aberto a pesquisadores e estudantes da área. Para saber como fazer para participar, basta entrar em contato com a Secretaria pelo telefone (51) 3590-8131 ou pelo e-mail poscom@unisinos.br.

O tema do seminário é “Entrevista”. Segundo a professora Dra. Beatriz Marocco, da linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas, responsável pelas atividades, as quatro sessões que contarão com a participação de Santamaría, sempre às tardes, serão centradas nos usos sociológicos e comunicacionais em que se desenvolvem os processos de preparação, realização, registro e tratamento de informações obtidas em entrevistas.

O sociólogo espanhol estará no Brasil através do programa Professor Visitante do Exterior (PVE), da Capes, e participa também de atividades acadêmicas na UNESP, em São Paulo, e na UFRGS, em Porto Alegre.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Fòrum de Debats/reprodução)

23 julho 2012

SBPJor: Prorrogado prazo para submissão de artigos ao 10º encontro

Nova data limite é 10 de agosto. Decisão deve-se à greve nas universidades federais.


Quem que já tinha desistido de submeter artigo ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo em função da proximidade da data limite recebeu uma boa notícia nesta segunda-feira, 23. A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) decidiu prorrogar o prazo, que acabava no dia 31 de julho, até 10 de agosto.

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De acordo com a diretoria da SBPJor, a justificativa é a mobilização de docentes, estudantes e técnico-administrativos nas universidades federais de todo o país (na foto, ato em frente ao Ministério da Educação, em Brasília). Representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) reuniram-se com o governo federal nesta segunda, mas não houve acordo e a greve da categoria seguirá durante as negociações por reposições salariais. O movimento começou em maio e, segundo o Andes, já tem a adesão de 58 instituições.

Em 2012, o encontro anual da SBPJor acontece de 08 a 10 de novembro na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). A organização do evento ainda envolve a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). A prorrogação do prazo de submissão vale também para o II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, que ocorre nas mesmas datas e local.


Fonte: SBPJor / Foto: Andes (www.andes.org.br)


(Felipe de Oliveira / Edição)

01 junho 2012

GPJor recebe autores de artigos para a Compós



Adriana Kurtz, Frederico Tavares e Gabriela Zago participam do encontro do dia 18 de junho, na Unisinos.


A terceira reunião do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) já tem pauta definida. Serão debatidos artigos apresentados no XXI Encontro Anual da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós). E com a presença dos autores. Adriana Kurtz, Frederico Tavares e Gabriela Zago apresentam seus textos e, em seguida, participam de um bate-papo. O encontro ocorre no dia 18 de junho, segunda-feira, às 14h30min, no prédio de aulas do PPGCom da Unisinos.

A “charge ideológica” de Marco Aurélio em Zero Hora foi escrito por Adriana Kurtz, doutora em Comunicação e Informação (2007) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Frederico Tavares, doutor em Ciências da Comunicação (2011) pela Unisinos – durante o doutoramento foi membro do GPJor – e professor da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), escreveu Mise en abyme e editoração: sobre o jornalismo de revista e seu infinito singular. E a doutoranda Gabriela Zago, do PPG em Comunicação e Informação da UFRGS, é autora de Da circulação à recirculação jornalística: filtro e comentário de notícias por interagentes no Twitter.

Os três pesquisadores tiveram seus artigos aceitos no GT Estudos de Jornalismo, coordenado pelo professor Ronaldo Henn, da Unisinos, membro do GPJor. Para acessar os trabalhos na íntegra basta acessar a biblioteca digital do site da Compós e selecionar o texto pretendido.

(Felipe de Oliveira)

31 maio 2012

Membro do GPJor ministra curso de rádio e TV


Curso de extensão na Universidade Feevale terá aulas com o jornalista João Vitor Santos. Inscrições vão até o dia 07 de junho.

Os próximos dois meses serão intensos para o mestrando João Vitor Santos (foto), membro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor). Além de passar pelo exame de qualificação, marcado para o dia 11 de julho, ele ministra, entre 09 de junho e 28 de julho, curso de produção em rádio e TV na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.

Conforme Santos, o objetivo é discutir as atribuições, a importância e as rotinas de trabalho de um produtor. Para isso, visa a reproduzir, de forma prática, o desenvolvimento de tarefas diárias da função.

João Vitor Santos é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Unisinos e ingressou no PPGCCom em 2011, na Linha de Pesquisa de Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2), sob a orientação da professora Dra. Beatriz Marocco. Ele trabalha como produtor executivo da rádio Gaúcha, do Grupo RBS.

As inscrições para o curso vão até o dia 07 de junho. Para saber mais basta acessar o endereço eletrônico:
www.feevale.br/extensao/curso-producao-em-radio-e-tv.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: arquivo pessoal)

28 maio 2012

Jornalismo e a cultura da alteridade

Marcia Veiga*
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Caras e caros colegas do Grupo de Pesquisa,
A propósito de alguns dos temas surgidos em nossa discussão no último encontro – a dificuldade na prática do exercício da alteridade no jornalismo (e pelos jornalistas) e a possível necessidade de investimento em pesquisas que possam adentrar além nos processo simbólicos de produção de notícias – resolvi tomar a liberdade de partilhar um texto que, infelizmente, só muito recentemente (nessa última semana) vim a conhecer.
O texto Jornalismo e a cultura da alteridade, de Stuart Allan (pesquisador da Universidade de Bournemouth, Reino Unido), publicado na revista Brasileira da SBPJOR (BRAZILIAN JOURNALISM RESEARCH - Volume 6 - Número 2 – 2010) traz uma revisão de pesquisas e de  ações (inclusive de veículos), desenvolvidas muito recentemente na Europa,  que dão não apenas a dimensão da participação do jornalismo no sistema de valores de uma sociedade, bem como identificam  o reconhecimento dos impactos sociais, mercadológicos e profissionais negativos desta imbricação, e as ações que vem sendo estimuladas para transformar a prática jornalística numa ação de responsabilidade social.
O reconhecimento das desigualdades de gênero, classe, raça, etnia dentro das redações e nas próprias notícias (inclusive a constatação de que o jornalismo é masculino também em seus valores de profissão), bem como os impactos da pouca diversidade de identidades sociais entre os profissionais (majoritariamente formados por homens, brancos, ocidentais, heterossexuais, com valores judaico-cristãos),  e as implicações diretas nas relações de poder e nos discursos noticiosos, majoritariamente marcados pela ausência do exercício de alteridade, são algumas das discussões propostas no texto.
O encontro com esse texto particularmente me tocou por demonstrar semelhanças entre os dados das pesquisas apresentadas e os dados de pesquisa que obtive durante o estudo de mestrado. Também outras questões abordadas no artigo fazem sentido agora (também em decorrência da pesquisa anterior) por estarem relacionadas a temas que me interessam investigar no doutoramento, e que envolve pensar a formação do jornalista. Ao longo de todo o artigo fui positivamente surpreendida. Tomar conhecimento, por exemplo, de que há, por meio de veículos de imprensa do Reino Unido, ações visando à promoção do exercício de alteridade na produção das notícias e o aumento da diversidade de pessoas e pensamentos (nas redações e nas próprias notícias), partidas do reconhecimento da participação do jornalismo na produção de valores e de desigualdades, me devolveu a esperança de pensar novos modos de reflexão e de prática desta profissão. Igualmente a referência direta do autor às escolas de jornalismo como um espaço importante para uma transformação nesse sentido me encorajou a seguir adiante.
Assim, partilho com vocês o texto com o desejo de que lhes possa trazer tão boas sensações e conhecimentos quanto as que provocou em mim.
Um abraço.
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Marcia Veiga é jornalista, mestre e doutoranda em Comunicação e Informação (UFRGS), autora da dissertação Masculino, o gênero do jornalismo: um estudo dos modos de produção das notícias. Membra do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) do PPGCCOM da Unisinos.

10 maio 2012

SBPJor 2012: Submissão de trabalhos para o 10º encontro começa em junho

Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece de 08 a 10 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).



Os interessados em participar do 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece em Curitiba (PR), em novembro, podem enviar seus artigos de 15 de junho a 31 de julho. Esse é o mesmo período para submissão de trabalhos no II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, que integra o evento. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, dia 10, pela Comunicação da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

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O tema da edição 2012 é Pesquisa em Jornalismo na América Latina. “Pretendemos intensificar o diálogo com os colegas pesquisadores de países vizinhos e que trabalham com problemáticas semelhantes”, explica a diretora científica da associação, Luciana Mielniczuk.

Os trabalhos dirigidos ao 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo podem ser inscritos em duas modalidades: Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas. Cada Coordenada pode ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições, e deve ser proposta por um associado pleno (doutor) da SBPJor. Já no II Encontro de Jovens Pesquisadores, coordenado pelos professores Victor Gentilli e Josenildo Guerra, a única forma de submissão é em Comunicações Livres.

Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos em nenhum dos dois eventos; apenas para apresentá-los caso sejam aprovados. O resultado final da avaliação dos textos será divulgado no dia 25 de setembro.

ENCONTRO - O 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo acontece de 08 a 10 de novembro de 2012 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). A organização do evento ainda envolve a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Fonte: SBPJor

(Felipe de Oliveira / Edição)

Inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho 2012 vão até 10 de agosto


Trabalhos apresentados ou defendidos no ano passado podem concorrer à sétima edição da premiação oferecida pela SBPJor.

Estão abertas até o dia 10 de agosto de 2012 as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo (PAGF), concedido anualmente pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). São quatro modalidades: Iniciação Científica e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Mestrado, Doutorado e categoria Sênior.

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Este ano, na sétima edição, o PAFG é coordenado pelo professor Leonel Azevedo de Aguiar, do curso de Comunicação Social da PUC-Rio. Além de destacar a importância acadêmica e para a carreira profissional dos premiados, ele ressalta que a iniciativa da SBPJor consolida a especificidade do campo dos estudos em jornalismo na área da comunicação e na grande área das ciências sociais aplicadas. “A sétima edição do prêmio demonstra a qualidade teórica e o amadurecimento das pesquisas em jornalismo realizadas no país”, defende Aguiar.

Para a presidente da SBPJor, Dione Moura, trata-se de um reconhecimento que contempla todas as etapas da vida do pesquisador, desde os iniciantes aos acadêmicos cuja carreira já está consolidada. “O PAGF permite dar visibilidade ao trabalho realizado nas universidades e instituições de pesquisa de todas as regiões do país”, argumenta. Ainda segundo Dione, a expectativa é de que, além de aumentar o número de inscritos, aumente também a diversidade das instituições a que estão filiados os participantes. “Queremos receber trabalhos de todo o Brasil.”

Fonte: SBPJor

(Felipe de Oliveira / Edição)

07 maio 2012

Encontro discute possibilidades teóricas para a pesquisa em Jornalismo


Texto do professor português Nelson Traquina é o ponto de partida para o debate que ocorre no dia 17 de maio.
       
A fase inicial de um projeto de pesquisa é marcada por decisões e uma delas – das mais relevantes – envolve que teorias utilizar para compreender os objetos de estudo. Por isso a segunda reunião do ano do GPJor debate as possibilidades teóricas para a pesquisa em Jornalismo. Um esforço colaborativo no sentido de contribuir, sobretudo, para o delineamento dos projetos de alunos que ingressaram no mestrado e no doutorado em 2012. Será no dia 17 de maio (quinta-feira), às 14h30min.

Para iluminar a discussão, os professores coordenadores do grupo – Beatriz Marocco, Christa Berger e Ronaldo Henn – indicam o artigo O estudo das notícias no fim do século XX, do professor português Nelson Traquina. Trata-se de minucioso levantamento das várias entradas teóricas do Jornalismo. “Tentaremos também avançar na perspectiva de agregar ao levantamento do autor português possibilidades que se constituíram nesses primeiros anos do século XXI”, antecipa Henn. Todos os membros devem ler o texto com o compromisso de elaborar uma questão para o debate.

Na abertura dos trabalhos, os ingressantes que não puderam participar da primeira reunião, em abril, farão a apresentação dos seus projetos de pesquisa. Carina Mersoni, Iuri Rodrigues e João Paulo Fontoura, do mestrado, e Carmen Abreu, do doutorado, terão aproximadamente 10 minutos, cada um, para a exposição e depois poderão colher sugestões dos colegas e professores. Para saber mais sobre os encontros do GPJor basta entrar em contato pelo e-mail estudosemjornalismo@gmail.com.

(Felipe de Oliveira)

20 abril 2012

4ª Congresso Internacional Cult de Jornalismo Cultural

Para saber detalhes sobre o congresso que ocorre em maio, em São Paulo, clique na imagem abaixo.

(Felipe de Oliveira)

10 abril 2012

Novos membros falam sobre projetos de pesquisa

Primeiro encontro do ano teve ainda relato sobre o andamento da investigação do doutorando Ionio da Silva


O primeiro encontro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) em 2012 foi marcado pelas apresentações. Os novos membros, cujo ingresso nos cursos de mestrado e doutorado do PPGCCOM da Unisinos ocorreu em março, falaram sobre seus projetos de pesquisa e colheram sugestões dos professores e colegas. Foi na segunda-feira, dia 09, no Centro de Ciências da Comunicação (foto).

Segundo a professora Christa Berger, o propósito era saber mais sobre as propostas de pesquisa e socializá-las entre todos os membros. “Um momento muito mais de escuta [para os novos alunos] do que de defesa do projeto. É apenas um esboço do que será a dissertação”, explica. “Sabendo um pouco mais das pesquisas de cada um vamos preparar os próximos encontros”, antecipa o professor Ronaldo Henn. A professora Beatriz Marocco também participou dos trabalhos, fazendo sugestões aos projetos.


Depois de ficar afastada durante a licença maternidade, a mestranda Júlia Capovilla, da turma de ingresso em 2010, orientada pela professora Beatriz, voltou ao grupo. Ela deu à luz a Augusta, em agosto do ano passado. Seu prazo para defesa da dissertação foi prorrogado e o curso deve ser concluído em junho.


Na segunda parte do encontro, o doutorando Ionio Alves da Silva, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), relatou o andamento da pesquisa que faz sob a orientação de Ronaldo Henn, no projeto Dinter Unisinos/UFPI. Ele investiga a produção jornalística de Carlos Castelo Branco, no Jornal do Brasil, no período da ditadura militar. Metodologia, principais teorias mobilizadas e bibliografia acessada fizeram parte do relato, além da seleção do corpus que será analisado.

PRÓXIMO ENCONTRO – E fique atento: a data do próximo encontro do GPJor mudou. Será no dia 17 de maio, uma quinta-feira. Isso porque na segunda alguns membros têm outros compromissos profissionais e acadêmicos, o que inviabilizaria suas participações – como ocorrera na primeira reunião. A mediação possível foi alternar os dias para a realização dos encontros do primeiro semestre entre segundas e quinta-feiras.


Os projetos

Taís Seibt abriu os trabalhos apresentando sua proposta, que visa a compreender a incidência da internet nas práticas de uma redação de jornal impresso. A mestranda pretende comparar a série de reportagens “Brasil de Bombachas”, de Zero Hora, publicada originalmente no impresso, na década de 90, e refeita no ano passado. Em seguida, a doutoranda Antonia Costa falou do projeto que refletirá sobre a produção radiofônica da Rede de Notícias da Amazônia, com um olhar especialmente voltado ao jornalismo ambiental.


Analisar a credibilidade do jornalismo na internet é o que propõe o mestrando Pedro Barbosa. Para tanto, pretende debruçar-se sobre a notícia equivocada da morte do comunicador Amin Khader, em 2011, que acabou desmentida depois de ser veiculada pela TV Record a partir de boatos que circularam no Twitter. O último a apresentar-se foi Felipe de Oliveira. O doutorando pesquisará o ciclo do acontecimento sobre os movimentos sociais e propõe o acompanhamento das rotinas de produção de três jornais de referência: um no Brasil; um nos Estados Unidos; e um na Espanha.


A definição sobre quem serão os professores orientadores dos alunos que ingressaram em 2012 na LP2 - Linguagem e Práticas Jornalísticas – assim como nas demais linhas de pesquisa – ainda não foi divulgada pela coordenação do PPGCCOM. A expectativa é que o anúncio saia até o final desta semana.
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(Texto e foto: Felipe de Oliveira)

23 março 2012

Marcada primeira reunião do ano

Ingressantes farão apresentação de seus projetos e doutorando fala sobre seu processo de pesquisa
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A primeira reunião do Grupo de Pesquisa em Jornalismo (GPJor) será no dia 09 de abril, segunda-feira, às 14h30min, em uma das salas de aula do PPGCOM da Unisinos.
A pauta será dividida entre a apresentação informal dos projetos de pesquisa dos ingressantes no mestrado e no doutorado e uma apresentação do estágio da pesquisa do doutorando Ionio Alves da Silva, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), orientado pelo professor Ronaldo Henn através do projeto Dinter Unisinos/UFPI. Ionio investiga processos de produção de sentido das colunas do jornalista Carlos Castelo Branco no período da ditadura militar.
O GPJor tem reuniões mensais e as próximas estão marcadas para os dias 14 de maio e 18 de junho, sempre às 14h30min.
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(Felipe de Oliveira)

05 março 2012

Agenda: defesa de teses e dissertações

Já estão agendadas as sessões públicas de defesa de tese e dissertação de alguns integrantes de GPJor - Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo, conforme segue:
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23 de março de 2012 - 15h - Sala 3A421
Defesa de Dissertação:
Além das mídias. O que os livros revelam sobre as práticas de repórteres internacionais, de Giovanni Rocha
Banca examinadora: Carlos Eduardo Lins da Silva (ESPM/SP), Christa Berger (Unisinos) e Beatriz Marocco (orientadora)
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30 de março de 2012 - 14h
Defesa de Tese:
O discurso sobre aborto em revistas católicas: Rainha e Família Cristã (1980-1990), de Aline Dalmolin
Banca examinadora: Marcia Benetti (UFRGS), Beatriz Marocco (Unisinos), Joana Puntel (Fapcom), Viviane Borelli (UFSM) e Christa Berger (orientadora)
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2 de abril - 14h - Sala 3A421
Radiojornalismo e internet: um estudo da Rádio Catarinense AM da cidade de Joaçaba, de Marlon Lesnieski
Banca examinadora: Evandro Guindani (Unoesc), Ronaldo Henn (Unisinos) e Christa Berger (orientadora)

4 de abril de 2012 - 9h
Defesa de Dissertação: 
Produção da notícia e movimentos sociais: processos de semiose no Jornalismo, de Felipe Moura de Oliveira
Banca examinadora: Aline Maria Grego Lins (Unicap), Christa Berger (Unisinos) e Ronaldo Henn (orientador)
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13 de abril de 2012 - 14h
Defesa de Tese:
Nos jornais, um típico acontecimento atípico: O Caso Angostura em diários latino-americanos de referência, de Angela Zamin
Banca examinadora: Fernando Resende (UFF), Eduardo Meditsch (UFSC), Christa Berger (Unisinos), José Luiz Braga (Unisinos) e Beatriz Marocco (orientadora)

27 fevereiro 2012

A construção de sentidos sobre a morte: percepções críticas sobre o viver e o morrer em Veja

Com base em uma perspectiva histórica, construcionista e discursiva é possível perceber como a questão da finitude da vida, da morte das pessoas próximas e do próprio morrer vem sendo concebida de diferentes maneiras ao longo de diferentes períodos, e como tal assunto adquire novos tons, se percebido a partir de diferentes contextos.
É partindo desse lugar de fala que Philippe Ariès (2003) ressalta que a morte, encarada em um primeiro momento como algo natural, como um assunto cotidiano e, portanto, comum, passa a corresponder a um tema interditado, proibido, de difícil e indesejável aproximação, sendo, ainda, recalcado, aproximando-se agora de um ponto proposto por Norbert Elias (2001).
Nesse sentido, partindo de uma perspectiva crítica, e ancorando-se, para tanto, em Kant (2008) e Foucault (1990), objetivou-se, tendo como material empírico de análise sete reportagens publicadas em Veja, cujos temas centrais eram a morte de personalidades públicas, empreender um movimento que, nós termos de Foucault (1990, p. 05), permitisse “interrogar a verdade sobre seus efeitos de poder e o poder sobre seus efeitos de verdade”.
O que se apreende, ao final do exercício, é que mesmo em situações em que a morte precisa ser exposta, ser discutida, ser trazida ao público – uma vez que a morte de princesas, de papas, de artistas e de esportistas não pode ser um assunto silenciado – tal questão tende a ser sobrepujada por outras.  Retomando Louis Quéré (2005) pode-se perceber que a morte como acontecimento revela, quando discursivizada, sentidos outros que muitas vezes tornam-se centrais. Dentre eles, principalmente, está a vida e o modo como essas vidas eram vividas e deveriam ter sido vividas.

Referências Bibliográficas
ARIÈS, Philippe. História da morte no ocidente: da idade média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Ediouro; 2003.
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos, seguido de envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 2001.
FOUCAULT, Michel.  O que é a crítica? [Crítica e Aufklãrung]. Bulletin de la Société Française de Philosophie, 82, 2 (avr-juin.), 35-63, (Conferência proferida em 27 de maio de 1978). Gabriela Lafetá Borges (trad.), Wanderson Flor do Nascimento (revisão). 1990. Disponível em: . Acesso em 08/12/11
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta o que é iluminismo. In: Kant, Immanuel. A paz perpétua e outros opúsculos. Lisboa, Edições 70, 2008.
QUÈRÈ, Louis. Entre facto e sentido: a dualidade do acontecimento. In: Trajectos, Revista de Comunicação, Cultura e Educação, n 6, 2005.
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(Autor: Felipe Viero Kolinski Machado)

19 janeiro 2012

O ativismo como reconhecimento do tempo presente: da crítica de mídia à atitude crítica

Atualmente, as redes sociais de internet (RSIs) são consideradas os pontos de partida para a maioria das mobilizações que estão acontecendo. A movimentação em rede e a ação de seus atores nos revelam cada vez mais a liberdade e a velocidade das informações no tempo presente e a conquista de uma atitude crítica, baseada no conhecimento e na reflexão daquilo que é discutido. Dessa forma, a mídia atua como intensificadora dessas ações ativistas e ocupa o papel de legitimadora dos fatos, como sempre fez. No entanto, exemplos recentes resumem o quanto a mídia segue num estado de menoridade, sem reflexão do momento presente e da posição que os ativistas ocupam na sociedade. Darcus Howe em entrevista à BBC de Londres, sobre ação da polícia aos jovens indignados com a situação de repressão na cidade britânica e Gilberta Acselrad, convidada da Globo News, para falar sobre uma pesquisa que divulgava o número de jovens universitários que já fizeram uso de  drogas ilegais, são dois casos que apresentam a mídia fazendo uso de argumentos da ordem do senso comum, em que os jornalistas utilizam um discurso político e dogmático dos grandes poderes. A falta de atitude crítica da mídia nos mostra quanto os ativistas estão colaborando para que a sociedade conquiste seu papel de maioridade. As relações entre liberdade, reflexão, conhecimento e novos espaços de discussão, como a internet, são fundamentais para que as pessoas se tornem sujeitos emancipados, dotados de uma capacidade discursiva fundamentada, que dê origem a uma atitude crítica.

(Autor: Kellen Höehr)

16 janeiro 2012

Docente e egresso da Unisinos apresentam trabalho na Espanha

A professora Christa Berger e o egresso do PPGCOM da Unisinos, Frederico Tavares estarão de 17 a 21 de janeiro, na cidade de Tarragona, na Espanha, para a apresentação do trabalho "La revista en el centro de una problemática investigativa sobre periodismo y calidad de vida: un estudio sobre Vida Simples", com co-autoria de María Rosa Berganza Conde. Os pesquisadores participam do III Congreso Internacional Asociación Española de Investigación da Comunicación, que tem como tema "Comunicación e risco".

Clique aqui para conferir o link com os resumos dos trabalhos apresentados.
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(Kellen Höehr)

23 dezembro 2011

Publicações do GPJor no 2º semestre

GPJor divulga a relação de artigos de seus integrantes, docentes e discentes, publicados em revistas científicas da área no 2º semestre deste ano.
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Rumores, ECA-USP
Entrevista jornalística, confissão e as neoconfissões na mídia brasileira, por Beatriz Marocco.
Resumo: Este texto focaliza a entrevista como uma prática jornalística confessional. Tal objeto configura um percurso epistemológico que associa o pensamento foucaultiano sobre a confissão à “neoconfissão”, assim como essa foi descrita por E. Morin (2000). No âmbito discursivo aparecem os papéis e as funções da dupla jornalista/que interroga e fonte/que confessa, como se a fonte estivesse diante de uma autoridade investida para tal fim. Três entrevistas, que formam um pequeno corpus, selecionado a partir do acompanhamento diário de diferentes mídias, provocaram insights úteis, que apresentamos neste artigo, para a constituição de uma tipologia que vem ao encontro dessa relação e nos permite avançar em direção a um rompimento definitivo com o ritual da confissão nos novos ambientes digitais
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Quaderns-e, Institut Catalá d'Antropologia
Linhas paralelas: os negros e os jornais na fotografia do século XIX, por Beatriz Marocco
Resumo: Existe uma coleção de fotografias que ocupa a contracorrente do discurso jornalístico sobre o cotidiano dos negros que viviam em Porto Alegre (Brasil). As cenas organizadas pelos Irmãos Ferrari, Virgílio Calegari e Lunara, entre o final do século XIX e meados do século XX, evidenciam elementos da pobreza em que os negros viviam e que se seguiu ao regime escravocrata: o traje descomposto e gasto que cobria os corpos, os pés invariavelmente descalços, o trabalho infantil ambulante e o ambiente doméstico dos lugares sem urbanização, em que se instalavam irregularmente. Nos jornais a Gazetinha, o Jornal da Tarde e O Independente, de Porto Alegre, os negros são associados à vagabundagem e bem localizados nos lugares “perigosos” da cidade. Há um ponto de tensão entre o que era dito na imprensa e o que foi visibilizado nas fotografias. Os elementos organizados na cena fotográfica possibilitam que se inicie um jogo de visibilidade/invisibilidade entre essas fotografias e os jornais, que produz certa descontinuidade no grande arquivo da época, voltado em sua quase totalidade às paisagens e retratos da burguesia. Antes que houvesse condições técnicas para a reprodução fotográfica na imprensa, os Irmãos Ferrari, Virgílio Calegari e Lunara demonstram uma prática, que se desvia da fotografia documental, em que o fotógrafo se ocupa do reconhecimento do presente que lhe corresponde.
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Galáxia, PUCS-SP
Meios-fonte nas páginas de internacional de O Estado de S. Paulo, por Angela Zamin
Resumo: Na produção jornalística, a objetivação de cada acontecimento envolve um conflito de perspectivas entre jornalistas e fontes pela definição do presente que nos cerca. Estes combates se estabelecem no discursivo, em meio a controles e pressões sociais pelo que dizer e como dizer, sendo conformados no interior de uma rede informativa estabelecida a partir de prioridades sobre as quais se concentram os esforços informativos de cada meio. Este artigo aborda o uso de outros meios (jornais, rádios, TVs) pelo jornal O Estado de S. Paulo como fontes na significação da crise diplomática entre Colômbia e Equador, no período de março de 2008 a agosto de 2009. Orienta-se por um debate acerca das implicações do emprego de meios-fonte na produção jornalística que versa sobre ocorrências internacionais. Para a análise serve de base um corpus de 307 peças da editoria de Internacional.
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Intexto, UFRGS
No jornalismo, entre atualidade e recorrência: um acontecimento de longa duração, por Angela Zamin
Resumo: O texto apresenta um exercício de análise da produção de um acontecimento de longa duração que, por sua presença no tempo, permite observar a atualidade e a recorrência. Trata-se do exame do que foi produzido pelo jornal de referência colombiano El Tiempo, entre março de 2008 e março de 2010, sobre a crise diplomática entre Colômbia e Equador. A análise considera também os campos problemáticos que emergem e o retorno dos quadros de sentidos pelos acontecimentos que se sucedem.
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Estudos em Jornalismo e Mídia, UFSC
“Livros de repórter”, saberes de entremeio: relatos jornalísticos sobre a cobertura de conflitos, por Angela Zamin
Resumo: Um conjunto significativo de livros publicados por repórteres brasileiros descrevem as práticas jornalísticas de cobertura de conflitos. Tais relatos apresentam uma face singular ao serem deslocados do jornalismo periódico para o livro, onde o que é dito não deixa de ser jornalístico, mas adquire outra densidade, entre o que circula nos jornais e os estudos de jornalismo. Estes “livros de repórter”, como são aqui nomeados, ofertam um tipo de relato que se ocupa do jornalismo, para dele elaborar outro relato, desvelando, criticando ou interpretando certos processos e práticas. Os livros que compõem o corpus da presente análise oferecem uma amostragem de acontecimentos cuja ocorrência impôs o embate com a censura ou a restrição no acesso à informação, sendo aqui examinados em sua potencial contribuição como saber sobre as práticas, bem como sobre a relação jornalismo e democracia.
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Discursos Fotográficos, UEL
Fotografias na cidade, imaginários urbanos: um percurso metodológico a partir da experiência com álbuns de família em Porto Alegre Imaginada, por Angela Zamin (em co-autoria com Nara Magalhães, UFRGS;  Lourdes Silva, UFRGS; Marcia Anselmo; e Reges Schwaab, UFOP).
Resumo: Este artigo traz reflexões sobre a processualidade de um estudo realizado a partir de álbuns de famílias de cidadãos negros em Porto Alegre. No contexto da pesquisa Porto Alegre Imaginada, entrevistamos e fotografamos pessoas que se auto-definem como negras, enquanto folheavam seus álbuns. Ao ouvir seus relatos e histórias, procuramos dar visibilidade a uma trajetória de cidadãos e a uma cidade que, na maioria das vezes, permanece desconhecida, tanto na história oficial como nos espaços midiáticos tradicionais. Neste texto, queremos contribuir para a discussão sobre a utilização de fotografias na pesquisa social, bem como sobre as implicações para pensar identidades e racializações na metrópole.
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Verso & Reverso, Unisinos
A contribuição do jornalismo para a reprodução de desigualdades: um estudo etnográfico sobre a produção de notícias, por Marcia Veiga (em co-autoria com Virginia Fonseca, UFRGS)
Resumo: Neste artigo, discutem-se dados de pesquisa realizada com objetivo de compreender a participação do jornalismo na formação de valores que geram estereótipos e desigualdades sociais investigando pistas sobre como estes se constituem ou se transformam. Através do método etnográfico, acompanharam-se durante 11 semanas todas as etapas da produção de notícias de um dos programas jornalísticos da RBS TV, emissora pertencente ao Grupo RBS, maior conglomerado de comunicação do Sul do Brasil. Analisando o cotidiano dos jornalistas, com a atenção para as relações entre eles e para as rotinas produtivas, conclui-se que a heteronormatividade foi um padrão normativo que orientou seus valores pessoais e profissionais nas tomadas de decisão, o que resultou em discursos noticiosos marcados por valores sociais hegemônicos que reforçam hierarquias e desigualdades a partir de alguns marcadores sociais.
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A professora Christa Berger publicou resenha do livro "O poder cultural desconhecido. Fundamentos da ciência dos jornais", de Otto Grot, no v.11, n. 22, da revista Galáxia. Para acessar a resenha, aqui.
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Além de artigos, discentes e docentes, publicaram capítulos em dois livros: Jornalismo e acontecimento: percursos metodológicos (Insular, 2011) e Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas (EDUFBA, 2011), publicados no 2º e no 1º semestre, respectivamente.
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Jornalismo e acontecimento: percursos metodológicos (Insular, 2011) 
- Acontecimento em rede: crises e processos, por Ronaldo Henn 
- As mortes e a morte no jornal. As aparições da morte em ZH, por Beatriz Marocco, no livro 
- Trajetória de vida e acontecimento: Simonal na ditadura, por Christa Berger
- O acontecimento em processo: a Crítica Genética no estudo da biografia, por Karine Moura Vieira (em co-autoria com Virginia Fonseca, da UFRGS).
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Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas (EDUFBA, 2011)
- O saber que circula nas redações e os procedimentos de controle discursivo, por Beatriz Marocco
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No 1º semestre deste ano a professora Beatriz Marocco publicou o artigo “Os ‘livros de repórteres, o comentário e as práticas jornalísticas” na edição 22 da revista Contracampo, da Universidade Federal Fluminense. Já o doutorando Luis Fernando Assunção publicou na Acta Científica, Revista Interdisciplinar do Centro Universitário Adventista de São Paulo, o artigo “O processo jornalístico a partir da crítica genética”, na edição 20, de janeiro-abril de 2011.


(Angela Zamin)

11 dezembro 2011

GPJor na Alaic 2012

A Asociación Latinoamericana de Investigadores en Comunicación (ALAIC) começou a divulgar a relação de trabalhos selecionados para o XI Congreso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicación que será realizado no próximo ano, de 27 a 29 de maio, na Universidad de la República, em Montevidéu, Uruguai. O GPJor teve, até o momento, dois trabalhos aceitos: "A reportagem da memória traumática: um exercício de ideias e práticas", da professora Christa Berger, no GT Teoría y Metodología de la Investigación en Comunicación, e "Conflitos sobre o conflito: crise colombo-equatoriana em jornais latino-americanos", da doutoranda Angela Zamin, no GT Estudios sobre Periodismo.
Tendo como tema central "investigação em comunicação na América Latina: interdisciplina, pensamento crítico e compromisso social", o evento reunirá pesquisadores latino-americanos e europeus em 16 Grupos de Trabalhos e três Grupos de Interesse, além de oficinas. O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da UNISINOS teve 14 trabalhos selecionados para o Congresso.
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(Angela Zamin)

08 dezembro 2011

GPJor no VIII POSCOM - PUC-RIO

Integrante do GPJor participou de 23 a 25 de novembro do VIII POSCOM - Seminário dos Alunos de Pós-Graduação em Comunicação Social, promovido pelo Programama de Pós-Graduação em Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Na ocasião, o mestrando Felipe Viero apresentou o trabalho "Velhices de Veja: o movimento e a construção de sentidos a partir de duas reportagens", no GT Estudos de Jornalismo.
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Velhices de Veja: o movimento e a construção de sentidos a partir de duas reportagens, por Felipe Viero
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo perceber como, a partir de duas reportagens específicas, veiculadas em 1970 e em 2009, a revista semanal Veja constrói e movimenta sentidos sobre a velhice. Teoricamente baseando-se em proposições de Stuart Hall, Irene Machado e Iuri Lotman e metodologicamente em referenciais da Análise de Discurso francesa (AD), foram encontradas duas Formações Discursivas, referentes a duas Formações Ideológicas, constituindo velhices muito diferentes em dois momentos distintos dessa importante publicação nacional. Vale salientar que esse trabalho representa um movimento de aproximação ainda incipiente, o qual contribuirá para o desenvolvimento de nossa dissertação.