28 abril 2009

Encontro de maio

O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo - GPJor se reúne terça-feira, dia 5, das 14h às 16h, para mais um encontro, quando serão discutidos os textos:
- MARTINI, Stela. Las fuentes periodisticas. In: Periodismo, noticia y noticiabilidad. Buenos Aires: Norma, 2000.
- SANTOS, Rogério. Práticas produtivas e relacionamentos entre jornalistas e fontes de informação. In: TRAQUINA, Nelson et al. O Jornalismo português em análise de casos. Lisboa: Editora Caminho, 2001.
Os próximos encontros serão realizados em 23 de junho e 7 de jullho.
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(Angela Zamin)

27 abril 2009

Palestra sobre indústrias culturais










(clique para ampliar)
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(Angela Zamin)

Banca de qualificação

“Rio Grande de Luto: fotografias jornalísticas do acidente da TAM em Zero Hora, Pioneiro e Diário de Santa” é o título do projeto de qualificação da mestranda Marina Lorenzoni Chiapinotto, integrante do GPJor. A sessão pública de defesa acontece nesta quinta, dia 30, às 14h, na sala 3A317. A banca examinadora será formada pelos professores Ronaldo Henn, Nísia Martins do Rosário e Beatriz Marocco (orientadora), todos da Unisinos.
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(Angela Zamin)

Banca de qualificação

O mestrando Felipe Boff, integrante do GPJor, defende nesta quarta, dia 29, o projeto de qualificação “A transgressão no jornalismo impresso brasileiro”. A banca examinadora será formada pelos professores José Luiz Braga, Beatriz Alcaraz Marocco e Ronaldo Cesar Henn (orientador), todos da Unisinos. A sessão pública de defesa inicia às 14h, na sala 3A317.
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(Angela Zamin)

22 abril 2009

A família em revistas católicas nos anos 80












Doutoranda e Mestre em Ciências da Comunicação pelo PPGCOM Unisinos, graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela UFSM. Interesso-me pelas questões que envolvem jornalismo católico, revistas e as transformações na imprensa brasileira. Mais especificamente, minha pesquisa de doutorado trata da representação da família nas revistas Rainha e Família Cristã na década de 1980. Minha preocupação principal é compreender como esses periódicos estruturam seu discurso sobre a família, num espaço onde circulam valores que vão além da simples reprodução da ideologia católica, no contexto de uma época marcada pelas transformações sociais no seio da família brasileira.
Minha preocupação com o jornalismo católico vem do mestrado, quando desenvolvi dissertação sobre as transformações editoriais de Pe. Lauro Trevisan em Rainha entre os anos 1960 e 1970.

21 abril 2009

13 abril 2009

Aos leitores: a produção das matérias de Veja, Época e Isto É


Aline Weschenfelder, graduada em Comunicação Social: Habilitação Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Meu interesse pela pesquisa acadêmica vem desde 2004, enquanto estudante de jornalismo e bolsista de Iniciação Científica no PPGCOM da Unisinos. Na ocasião pude ter contato com diferentes metodologias de trabalho, principalmente em relação aos estudos de recepção e televisão, que inclusive fizeram parte da temática de minha monografia. Após minha formação como jornalista em 2006, continuei trabalhando como colaboradora em nova pesquisa, ainda no mesmo PPG, onde me surgiu o interesse por entender um lugar diferente daquele da recepção, o da produção. Como mestranda, pretendo estudar as seções editoriais das revistas Veja, Época e Isto É, a partir de uma percepção de auto-referencialidade por parte destas semanais. O teor dos textos das seçãos de cartas aos leitores pode ser a opinião das revistas sobre determinado assunto. Mas, sobretudo, a descrição de processos de produção das matérias por elas publicadas destacando-se as interações que as revistas travam com seus leitores, principalmente através da descrição por elas realizadas sobre as operações feitas e que visam constituir a produção informativa semanal de cada revista. Pretendo entender como as revistas investem nestas seções as possibilidades de criação de novos vínculos de confiança e credibilidade com seu público. E neste caso, como as operações de auto-referencialidade servem para consolidar tais relações.
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(Aline Weschenfelder)

12 abril 2009

Reportagens de Idéias

A professora Beatriz Marocco, integrante do GPJor, participa nesta semana do 6º Congresso SOPCOM, 8º Congresso LUSOCOM e 4º Congresso IBÉRICO, eventos sediados pela Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona, em Lisboa, Portugal. Na sessão Jornalismo, a Beatriz Marocco irá apresentar o artigo “Reportagens de idéias”: uma contribuição de Foucault ao jornalismo. O artigo trata:

“Michel Foucault (1926-1984) denominou “reportagens de idéias” a uma série de reportagens que fez no Irã. Nosso objetivo no presente texto é descrever, primeiramente, como pretendia contrapor-se, nesta ação, aos relatos das agências de informação que chegavam ao Ocidente sobre a “revolução islâmica” e, ao mesmo tempo, conjugar-se às práticas jornalísticas para enriquecê-las com um olhar local e crítico, do intelectual que testemunha o “nascimento das idéias”. Nas ruas de Qom e Teerã, Foucault entrevista jovens islâmicos, homens da rua, líderes religiosos e velhos guerrilheiros. Pergunta: “O que você quer?” e recebe de quatro entre cinco entrevistados a mesma resposta que o aiatolá Khomeini havia dado a jornalistas em seu exílio em Paris: “Um gobernó islâmico”. Em um segundo movimento, pretende-se avançar no que ainda permanece à sombra da contribuição foucaultiana: a fonte pedagógica. O “rugido da batalha” ouvido na voz da fonte, como sugere Foucault na última frase de Vigiar e punir, não pertence ao quadro do jornalismo hegemônico. Trata-se de uma palavra liberada que não tem o ônus da prova, nem da verdade e nem terá uma forma jornalística prescrita nos livros de estilo. Está francamente em oposição ao modo de objetivação jornalística dos acontecimentos e dos indivíduos que se volta às fontes oficiais que ocupam posições institucionais, fornecem a informação mais rapidamente, a baixo custo, e por isso são mais produtivas, e conferem à informação maior confiança e aparência de verdade. A fonte, desde uma perspectiva foucaultiana, se constitui como sujeito de seu próprio discurso, ocupa um lugar em que não se lhe oprime a um modelo, participa de uma relação que se pretende libertadora da função jornalística e que potencializará, a partir de uma capacidade reflexiva, uma intervenção na realidade dos sujeitos que assumem tal condição”.
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(Angela Zamin)

06 abril 2009

Banca de qualificação

“Produção móvel da notícia: metamorfoses e reconfigurações das práticas jornalísticas na era da mobilidade” é o título do projeto de qualificação da mestranda Grace Kelly Bender Azambuja, integrante do GPJor. A sessão pública de defesa acontece nesta quarta, dia 8, às 15h, na sala 3A301. A banca examinadora será formada pelos professores Beatriz Marocco, Suely Fragoso e Ronaldo Henn (orientador), todos da Unisinos.
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(Angela Zamin)

31 março 2009

Banca de qualificação

O mestrando Daniel Barbosa Cassol, integrante do GPJor, defende nesta quinta, dia 2, o projeto de qualificação “Jornal Brasil de Fato: a imprensa popular alternativa em tempos de crise da esquerda". A banca examinadora será formada pelos professores Antonio Fausto Neto, Ronaldo Cesar Henn e Christa Berger (orientadora), todos da Unisinos. A sessão pública de defesa inicia às 14h, na sala 3A317.
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(Angela Zamin)

24 março 2009

Jornalismo Público na Unisinos FM



A Série Jornalismo Público será um dos temas discutivos na edição desta quarta-feira, dia 25, do programa Blá, Blá, Blá, na rádio Unisinos FM. A entrevista com alunos da disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas, do PPG em Ciências da Comunicação, que participaram da produção dos programas terá início às 13h. A Unisinos FM, 103.3, pode ser ouvida também pela internet, aqui.
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(Angela Zamin)

23 março 2009

Encontros do GPJor

As datas dos próximos encontros do GPJor estão definidas. Serão nas terças-feiras 7 de abril, 5 de maio, 23 de junho e 7 de julho. Os encontros serão realizados das 14h às 16h.
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(Angela Zamin)

19 março 2009

Série JP no J.U Online



A edição de 18 de março do J.U Online traz matéria sobre a Série Jornalismo Público. A notícia chama a atenção para a repercussão que o material teve a partir de sua veiculação pela Agência Chasque. Também faz referência ao blog do GPJor. Confira aqui.
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(Angela Zamin)

17 março 2009

Defesa de dissertação I

A mestranda Ana Claudia da Cruz Melo, integrante do GPJor, defende nesta sexta, dia 20, a dissertação “Dos mercados às redes de comunicação: o fórum de discussão segundo o dispositivo, o espaço e a sexualidade um estudo a partir do GP GUIA.NET". A banca examinadora será formada pelas professoras Fernanda Glória Bruno, da UFRJ, Suely Dadalti Fragoso e Beatriz Alcaraz Marocco (orientadora), ambas da Unisinos. A sessão pública de defesa inicia às 10h, na sala 3A316.
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(Angela Zamin)

16 março 2009

Eventos 2009

Muticom - O Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe - Muticom - recebe inscrições até 25 de março. O evento, promovido pela Organização Católica Latino-americana e Caribenha de Comunicação (Oclac), acontece de 12 a 17 de julho, na PUCRS, em Porto Alegre. Informações aqui.
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Intercom Sul - Estão abertas as inscrições para o X Intercom Sul, que acontece de 28 a 30 de maio, na FURB, em Blumenau, Santa Catarina. O prazo para submissão de trabalhos no Intercom Junior, Grupos de Trabalho e Expocom se encerra em 17 de abril. Informações completas aqui.
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- Intercom - A Intercom definiu o cronograma para o XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que acontece de 4 a 7 de setembro na Universidade Positivo, em Curitiba. As inscrições de trabalho podem ser realizadas entre 6 de abril e 30 de junho, sendo que os interessados em submeter trabalho devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição até o dia 25 de junho. O resultado dos trabalhos selecionados será conhecido até 31 de julho. Podem inscrever trabalhos nos Grupos de Pesquisa da Intercom pesquisadores com grau acadêmico de mestre ou doutor ou que comprovem sua matrícula em cursos de mestrado ou doutorado. Detalhes no site da Intercom.
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Rede Alcar - O VII Congresso Brasileiro de História da Mídia será realizado em Fortaleza, de 19 a 21 de agosto de 2009. Promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia, o Congresso terá como tema “Tradições e Fronteiras”. A chamada de trabalhos, com informações sobre os GTs e a formato de envio de trabalhos para os pesquisadores, será lançada até o final de março.
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Mídia Cidadã - A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava (PR), colocou no ar o portal www.unicentro.br/midiacidada2009, com as informações iniciais acerca da 5ª Conferência Brasileira de Mídia Cidadã (Mídia Cidadã 2009), a ser realizada de 8 a 10 de outubro de 2009.
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(Angela Zamin)

11 março 2009

Série JP na agência Chasque


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A Agência Chasque de Notícias, veículo de comunicação voltado para a produção de material jornalístico para rádios e jornais do Rio Grande do Sul, está veiculando a Série Jornalismo Público, produzida na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas, do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, sob orientação da professora Beatriz Marocco. No site da Chasque é possível fazer o download gratuito da Série. Para acessar a Chasque, clique aqui. Mais detalhes, aqui.
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(Angela Zamin)

Série JP na Chasque repercute em outros canais

Post no blog Dialógico chama atenção para a reprodução pela agência Chasque do material que compõe a Série Jornalismo Público.

O Coletiva.Net também chama a atenção para a veiculação pela Agência Chasque de Notícias. Confira aqui.

Outro importante canal que está repercutindo a Série Jornalismo Público, a partir da Chasque, é o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC. A matéria pode ser acessada aqui.

(Angela Zamin)

04 março 2009

Sobre Teoria do Jornalismo

O livro Jornalismo, fatos e interesses: ensaios de teoria do jornalismo, do professor Wilson Gomes, da UFBA, abre a Série Jornalismo a Rigor, lançada pela Editora Insular em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC. O conjunto de ensaios reunidos neste livro avança em questões como os fundamentos morais da profissão, a ética jornalística e a opinião pública. Wilson Gomes se detém nos conceitos de fato, verdade, perspectiva e interesse, centrais para a Teoria do Jornalismo.
Sob direção do professor Eduardo Meditsch, a Série Jornalismo a Rigor objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual. Neste sentido, aponta para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural.
Informações e encomendas pelo e-mail editora@insular.com.br ou pelo site http://www.insular.com.br/
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(Angela Zamin)

02 março 2009

Série JP no blog Diagrama



A Série Jornalismo Público é tema de post no blog Diagrama, do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo - NUPEJOR/UFRGS, vinculado ao PPG Comunicação e Informação. Para acessar o post, clique aqui.

(Angela Zamin)

27 fevereiro 2009

10. A formação dos jornalistas





O desenvolvimento de um jornalismo público, com atuação voltada às questões que envolvem o cidadão, passa, também, pela formação dos profissionais de jornalismo. Pesquisadores ouvidos no último programa da Série Jornalismo Público apontam caminhos e escolhem o trabalho com a interatividade e a cidadania como pontos importantes para o exercício de um jornalismo público.
Para o professor Luiz Martins da Silva, da Universidade de Brasília, o currículo das faculdades deve expressar as demandas sociais. Da mesma forma pensa o jornalista James Görgen. Na avaliação da diretora de jornalismo da TV Brasil, Helena Chagas, a formação para um jornalismo cidadão pede a incorporação da interatividade. Segundo ela, a internet é a mais nova e potencial forma para interação. “Você começa a ter um processo interessante na Internet. Você começa a ter muita gente produzindo conteúdo. Você começa ter uma interatividade muito maior”, acrescenta Helena Chagas.
O professor Eugênio Bucci faz a ressalva de que a participação pretendida não se encerra apenas com a sugestão de pautas e temáticas. A efetiva contribuição da sociedade para a construção de um jornalismo público passa, no entendimento de Bucci, pela participação social em todo o processo jornalístico.

Para ouvir o último programa da Série Jornalismo Público, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

26 fevereiro 2009

9. A participação da sociedade





Um jornalismo focado no interesse social pode existir sem a participação da sociedade na sua definição? Pesquisadores ouvidos neste programa da Série Jornalismo Público indicam que não. Para que o jornalismo exercite seu caráter público, é necessário que o cidadão se envolva. Assim, o jornalismo público pressupõe um leitor, um telespectador ou um ouvinte que, de certa forma, seja também educado para o exercício do direito à informação.
Eugênio Bucci, ex-diretor da Radiobrás, faz a ressalva de que há a “necessidade de promover a participação da sociedade na definição de linhas editoriais, de pautas, promovendo um plano de diálogo”. Nesse sentido, o professor Luiz Martins da Silva, aponta para a importância da formação, tanto do cidadão, quanto da mídia, que passaria por três aspectos: educação para a mídia, a educação pela mídia e a educação da mídia.
O primeiro deles, educação para a mídia, trata da educação do leitor, do telespectador, no sentido de levá-lo a compreender “o que é a mídia, como você pode se valer da mídia, como você pode se socorrer na mídia; como a mídia pode lhe prestar um serviço”. Já a educação pela mídia, segundo Luiz Martins, passa pela transformação da mídia em “uma ferramenta auxiliar da educação”. O terceiro aspecto, a educação da mídia, envolve especialmente o terceiro setor e as advocacias de causas sociais e públicas, capazes de oferecer suporte especializado à mídia e disponibilizar conteúdos e fontes. Para o professor seria “uma espécie de jornalismo assistido pela fonte”. A proposição de Luiz Martins encontra eco na compreensão da presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, para quem a presença de pautas oriundas dos cidadãos e de entidades sociais no jornalismo “depende do grau de mobilização e de apropriação do canal público pela sociedade”.
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Para ouvir, clique no player acima. Para baixar, aqui.

25 fevereiro 2009

8. A experiência da TV Brasil





O Brasil vive, atualmente, a fase de construção da sua experiência de canal público nacional, a TV Brasil, que em dezembro completou um ano. Neste programa, a diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação, Helena Chagas; a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, e o professor Laurindo Leal Filho, ouvidor da TV Brasil discutem essa recente experiência brasileira.
A figura do ouvidor é uma das ferramentas adotadas para que o cidadão tenha assegurado um espaço para opinar sobre o canal e o conteúdo veiculado. Segundo o professor Laurindo Leal, “só o fato de existir o ouvidor, com essa característica de análise crítica e de canal aberto para a sociedade, já é um avanço significativo”.
Outro movimento empreendido pela TV Brasil é a abertura à participação efetiva do cidadão nos espaços de jornalismo. Um exemplo é o programa Outro Olhar, uma experiência que possibilita “a participação das pessoas na produção de VTS e de programas”, conforme explica a jornalista Helena Chagas. De um modo geral, segundo a diretora de jornalismo, a TV Brasil preocupa-se com “o serviço prestado ao cidadão. Helena Chagas diz que a TV Brasil “tenta fazer um jornalismo muito voltado para o dia-a-dia das pessoas”. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, faz a ressalva de que para funcionar, tanto a ouvidoria, como o jornalismo público, necessitam da participação do público.
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24 fevereiro 2009

7. Financiamento da comunicação





Apontado no programa anterior da Série como elemento essencial à independência do jornalismo público, o financiamento da comunicação é o tema tratado pelos professores Laurindo Leal Filho, da USP e da Casper Líbero; Eugênio Bucci, também da USP; e Luiz Martins da Silva, da UnB; além da jornalista Helena Chagas, diretora de jornalismo da TV Brasil.
Há, no Brasil, preconceito ao conteúdo educativo e dúvidas quanto à liberdade da informação. Há, ainda, outro ponto polêmico: a captação de recursos e a abertura, ou não, a patrocínios. Para o professor Eugênio Bucci, pensar em jornalismo público, de qualidade, pressupõe a manutenção pública dos canais de informação. Segundo o pesquisador, “se uma sociedade considera que ela deve ter comunicação pública, e na minha opinião isso é importante, ela deve financiar publicamente essa forma de comunicação, e não publicitariamente”. Nesta mesma linha está a diretora de jornalismo da TV Brasil, Helena Chagas, ao afirmar que “talvez fosse muito bom se a sociedade pudesse contribuir para sustentar a sua televisão, sua agência, seu jornal”. Para ela, o jornalismo público pode sim ser financiado “por recursos orçamentários assim como diversas outras instituições”.
Segundo o professor Luiz Marins, um dos problemas da mídia pública é a questão da sustentabilidade. “Enquanto ela estiver dependendo, enquanto ela estiver comendo milho da mão da política, é um problema. Se ela ficar comendo milho só da mão do mercado é outro problema. A mídia, para ela cumprir um serviço público de fato, ela tem que atender a alguns fatores como viabilidade, sustentabilidade e replicabilidade”, conclui o pesquisador da UnB.
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23 fevereiro 2009

6. Experiências brasileiras





No Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação, mantenedora da TV Brasil, da Agência Brasil e da Radioagência Nacional, e TVs educativas estaduais, como a TVE, no Rio Grande do Sul, e TV Cultura, em São Paulo, são citadas como exemplo de jornalismo público por estarem associadas ao setor público. Daí decorre uma dúvida: esses canais são de jornalismo público apenas por serem ligados ao setor público? Esse é o mote do sexto programa da Série Jornalismo Público, que reúne o professor Eugênio Bucci, pesquisador visitante da USP, membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta e ex-presidente da Radiobrás; a jornalista Helena Chagas, diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação; o jornalista James Görgen, coordenador do Projeto Donos da Mídia no Brasil, que foi secretário-executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e vice-presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Piratini; e a jornalista Tereza Cruvinel, presidente da Empresa Brasil de Comunicação.
Bucci defende que a independência de gestão dos meios frente ao governo é responsável pela existência de um modelo público de jornalismo. Para isso, conforme pontua o professor da USP, “é necessário um modelo fixo de repasse de recursos públicos, que não seja alterado pelos humores do governante ou da instituição”. Também fala da necessidade de um conselho independente. Essa é uma das dificuldades enfrentadas pela Fundação Cultural Piratini, mantenedora da FM Cultura e da TVE no Rio Grande do Sul, conforme explica o jornalista James Görgen, que já integrou o conselho da entidade. Segundo ele, a cada novo governo há mudanças, especialmente relacionadas a “como esse dirigente vê a coisa pública”. Assim como Bucci, James Görgen acredita que a independência é fundamental.
Ao fazer referência especificamente ao conselho da Fundação Cultural Piratini, Görgen diz que o “governo é que deveria, em tese, responder ao conselho”. Só que como a Fundação possui duas direções, o conselho deliberativo e a diretoria executiva, essa nomeada pelo governo, “na operação das emissoras, acaba sendo o poder chegando ali junto dessa diretoria”, conforme conclui o jornalista.
A diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação, Helena Chagas, aposta na força dos conselhos consultivos. Para ela, “toda a TV e todo o órgão de imprensa deveria ter um conselho curador formado por pessoas independentes da sociedade”, sem ter que responder a quem os nomeou. Da mesma forma, a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, considera como um caminho para a comunicação pública no país a gestão compartilhada com os conselhos. Com relação ao conselho da TV Brasil, afirma ser “uma experiência muito inaugural”.
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Para ouvir o programa, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

20 fevereiro 2009

5. Jornalismo público e os canais privados





O professor Laurindo Leal Filho, da USP e da Cásper Líbero, vê com ressalvas a possibilidade de canais privados realizarem jornalismo público, “porque a lógica das emissoras comerciais é a audiência”. Conforme pontua, esses canais se valem de “breves flashes, de dramas pessoais”, ao invés de “matérias um pouco mais elaboradas, que necessitam de um pouco mais de reflexão” e que, por isso, podem colocar em risco a audiência.
Posição contrária assume o professor Luiz Martins da Silva, da UnB. Segundo o pesquisador, meios públicos e comerciais têm condições de praticar um jornalismo de caráter público, visto que “o que interessa é muito mais a finalidade e o resultado final”.
Para Laurindo Leal, a solução para efetiva implantação de um jornalismo de interesse cidadão e comprometido com a sociedade está nela mesma e no papel que deve ser exercido pelo Estado enquanto ente regulador. “A solução para o jornalismo mais comprometido com o cidadão nas emissoras privadas, não está dentro das emissoras privadas, está fora delas, está na sociedade e no Estado. A sociedade tem que exigir do Estado mecanismos democráticos”, conclui o professor.
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Para ouvir o programa, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

19 fevereiro 2009

4. Jornalismo público e o terceiro setor





O terceiro setor tem sido protagonista de importantes iniciativas de desenvolvimento de um jornalismo público no país. Por esse movimento, que difere daquele que teve início nos Estados Unidos, nos anos 90, onde a esfera privada era o espaço para a prática desse jornalismo, no Brasil os mais diferentes setores da sociedade têm experimentado modelos e aprimorado o processo de comunicação, segundo a avaliação do professor Luiz Martins da Silva, da UnB. James Görgen, jornalista e coordenador do Projeto Donos da Mídia no Brasil, compartilha dessa perspectiva e vê a atuação de organizações do terceiro setor como capaz de preencher lacunas hoje não exploradas pelo jornalismo e que fazem falta ao cidadão. Segundo o jornalista, várias entidades estão trabalhando “nessa idéia de interesse público, de bem comum, de interesses comuns, de trazer informações que não estão na grande mídia”.
Outra variação verificada no Brasil é de que ao contrário da associação imediata com o setor público, de rádios e tevês ligados ao governo, como o local de expressão do jornalismo público, “o estado seria apenas um dos ambientes da comunicação pública”, conforme destaca o professor Luiz Martins. Para o pesquisador, o jornalismo público pode ter também espaço na iniciativa privada e no terceiro setor, que é “extremamente ativo em matéria de comunicação pública, especialmente no que se refere à advocacia de causas, de movimentos, de mobilizações e de projetos ligados a políticas sociais e a políticas públicas”.
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Para ouvir o quarto programa da Série Jornalismo Público, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

18 fevereiro 2009

3. Há jornalismo público no Brasil?





O terceiro programa da Série Jornalismo Público dá continuidade ao debate iniciado nos dois primeiros acerca do uso, no Brasil, da expressão jornalismo público e também sobre a existência de um jornalismo deste tipo. A partir de um conjunto de indagações – há jornalismo público no Brasil? um meio comercial pode praticá-lo? ele está vinculado somente às tevês e rádios públicas, de fundações educativas e de governo? – o programa reúne quatro entrevistados, os professores Eugênio Bucci, da USP, e Luiz Martins da Silva, da UnB; a diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação, Helena Chagas; e o jornalista e coordenador do Projeto Donos da Mídia no Brasil, James Görgen.
O professor Eugênio Bucci, pesquisador visitante da USP e ex-presidente da Radiobrás, diz da dificuldade em definir quem pode praticar jornalismo público. Para ele, "uma sociedade precisa de comunicação pública, além da modalidade de comunicação comercial, e o que dá a diferença de uma e de outra são as finalidades, a natureza do veículo em que ela é praticada e o modelo de gestão". A jornalista Helena Chagas, diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação, responsável pela TV Brasil, tem opinião contrária, já que considera o jornalismo, de modo geral, como público. Segundo a jornalista, mesmo o jornalismo praticado "por veículos chamados comerciais, eles estão atendendo a uma concessão da sociedade e eles têm uma responsabilidade social".
Já o jornalista James Görgen, que integrou o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e o Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Piratini, mantenedora da TVE e da FM Cultura no Rio Grande do Sul, acredita que existam obstáculos à função pública do jornalismo, o que dificulta seu exercício em todos os espaços. Faz a ressalva de que "como ideal" defende o exercício em diferentes canais.
Para o professor Luiz Martins, as possibilidades de se fazer jornalismo público são múltiplas, mas resultam de diferenciais, como "informações estritamente de interesse público e não comercial, de utilidade pública e a informação como um serviço ao público".
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Para ouvir o programa, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

17 fevereiro 2009

2. A função pública do jornalismo





A discussão sobre a função pública do jornalismo é o mote do segundo programa da Série Jornalismo Público. Um dos entrevistados, o professor Eugênio Bucci, pesquisador visitante da Universidade de São Paulo, diz que a dificuldade está em “especificar o que é jornalismo público” e como operacionalizá-lo de forma conceitual e prática. Para Bucci, que por quatro anos presidiu a Radiobrás e atualmente integra o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo, não basta associar jornalismo público ao “jornalismo que a gente acha que seria legal”. Tampouco, segundo o pesquisador, a aplicação pura e simples da expressão jornalismo público, por si só, garante a função pública e cidadã desse jornalismo. Também o professor Laurindo Leal Filho, da ECA/USP e da Cásper Líbero, não defende a utilização da expressão jornalismo público, uma vez que “todo Jornalismo deve ser público porque trata de questões públicas, independente se é emissora comercial ou se é emissora privada”. O fato de o Jornalismo Público estar ligado, no Brasil, fundamentalmente, à comunicação de governo, em meios educativos e públicos, requer mais cuidado na sua definição.
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Para ouvir o programa, clique no player acima. Para baixá-lo, aqui.

16 fevereiro 2009

1. Jornalismo público, conceito e surgimento





O que é Jornalismo Público, seu surgimento nos Estados Unidos e o uso do conceito no Brasil são as temáticas que abrem a Série Jornalismo Público. Para Luiz Martins da Silva, professor da Universidade de Brasília, o jornalismo público não é um gênero, é antes um movimento que se desenvolve “quando mídia e sociedade trabalham cooperativamente para promoção de cidadania, de direitos e de advocacia de causas sociais e públicas”. Da mesma visão compartilha o professor Márcio Fernandes, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná e presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Comunicação das Universidades Estaduais e Municipais, que vê o jornalismo público “ligado à cidadania e ao direito das pessoas de se envolverem com as questões da sua rua, da sua esquina, do seu bairro”.
Produzida na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, a Série Jornalismo Público reúne sete entrevistados, entre professores, pesquisadores e jornalistas. A produção foi realizada pelos alunos Angela Zamin, Camila Arocha, Daniel Cassol, Eloísa Klein, Felipe Boff, Grace Kelly Bender Azambuja, Helio Paz, Jaqueline Torres, Joel Guindani, Luis Marcelo Miranda, Maria Joana Chaise, Marina Chiapinotto e Vera Martins, sob a supervisão da professora doutora Beatriz Marocco.
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Para ouvir o primeiro programa da Série Jornalismo Público, clique no player acima. Para baixá-lo, clique aqui.

10 fevereiro 2009

Inscrições abertas para Muticom

Está aberto até o dia 25 de março o prazo para inscrições de trabalhos no Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe (Muticom). O evento, promovido pela Organização Católica Latino-americana e Caribenha de Comunicação (Oclac), acontece de 12 a 17 de julho, na PUC-RS em Porto Alegre.
Os eixos temáticos do Muticom são “Novos cenários políticos e sociais latino-americanos e os processos de comunicação”, “Economia e comunicação na era digital” e “Comunicação no diálogo das culturas”.
Os trabalhos aceitos serão publicados nos Anais das Produções Científicas do evento. Aqueles que desejarem se organizar em grupos de discussão deverão fazê-lo de forma autônoma em relação à organização do Muticom.
Os quatro melhores trabalhos concorrerão a uma passagem com estadia e participação gratuita no encontro. Serão premiados dois trabalhos da categoria “Professores, estudantes de pós-graduação e outros profissionais” e dois da categoria “Estudantes de graduação”.
Mais informações no site do evento.
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(Daniel Cassol)

09 fevereiro 2009

Curso de jornalismo digital

O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas está com inscrições abertas para o curso Introdução ao Jornalismo 2.0: oportunidades e desafios na era digital, que está sendo oferecido pela terceira vez. Trata-se de um curso especial para jornalistas brasileiros, que será ministrado entre os dias 9 de março e 5 de abril, em português. O curso irá tratar das novas ferramentas e tarefas do jornalismo na web, weblogs e podcasts, áudio e fotos digitais no jornalismo online, interatividade entre jornalistas e o público na era digital, e a convergência multimídia. As vagas são limitadas e as inscrições para o processo seletivo se encerram no dia 22 de fevereiro. O curso, gratuito, desenvolvido pelo jornalista e professor brasileiro Carlos Castilho, reflete o novo foco do Centro Knight como um centro de treinamento em mídias digitais. Castilho traduziu para o português o livro Jornalismo 2.0: como sobreviver e prosperar, de Mark Briggs: Um guia de cultura digital na era da informação.
Mais detalhes sobre o curso, aqui. Inscrição aqui.
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(Angela Zamin)

Sobre blogs e comunicação


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As pesquisadoras Adriana Amaral, Raquel Recuero e Sandra Montardo são as organizadoras do livro Blogs.com. Estudos sobre blogs e comunicação. Lançado no final de janeiro, durante o Campus Party, com selo da Momento Editorial, o livro apresenta o ‘estado da arte’ da pesquisa sobre blogs no Brasil a partir de 12 artigos, distribuídos em dois capítulos, o primeiro, dedicado a definições, tipologias e métodos, faz um apanhado de formas de pesquisa e do objeto blog; o segundo, usos e apropriações, discute as várias formas dos blogs. O livro tem prefácio do professor André Lemos e posfácio de Henrique Antoun, além de artigo dos pesquisadores Jan Schmidt (blogosfera alemã), Marcelo Träsel (“vitória de Pirro dos blogs”), Adriana Braga (teoria e método no estudo dos blogs), Rosa Meire Carvalho de Oliveira (blogs e escrita de si), Fernando Firmino da Silva (relações entre blogs, microblogs e jornalismo), Maria Clara Aquino (blogs, web 2.0 e informação), Juliana Escobar (blogs como categorias do webjornalismo), Leonardo Foletto (campo do jornalismo diante da blogosfera), Rogério Christofoletti (blogs como ferramentas de ensino), Helaine Abreu Rosa e Octávio Islas (relação México- Brasil, discussão sobre blogs e educação), Cláudio Penteado, Marcelo dos Santos e Rafael Araújo (blogs e política) e ainda um artigo das organizadoras (mapeamento dos estudos de blogs no Brasil e no exterior). O livro está disponível para download gratuito aqui.
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(Angela Zamin)

29 janeiro 2009

Sobre o fotógrafo



A biografia do fotógrafo Henri Cartier-Bresson (1908-2004) pode ser conhecida por meio do livro Cartier-Bresson: o olhar do século. Publicado pela L&PM, a obra foi construída após cinco anos de conversas entre o fotógrafo e seu biógrafo, o jornalista francês Pierre Assouline. No livro a vida e a obra de Cartier-Bresson; sua devoção à pintura; a viagem à África, onde tirou suas primeiras fotos; a decisão de se tornar fotógrafo; a descoberta, na revista Photographies, da imagem que mudou sua vida; o encontro com a Leica, a câmera que definiu sua maneira de fotografar; a vida de repórter fotográfico ao redor do mundo, entre outros relatos. A obra também descreve o nascimento da Magnum, a agência de fotojornalismo mais bem-conceituada do planeta, fundada por Cartier-Bresson, Robert Capa, David "Chim" Szymin, George Rodger e William Vandivert, em 1947. Traz ainda um caderno com imagens do acervo pessoal do fotógrafo. Cartier-Bresson transformou a história da imagem e do jornalismo, tornando-se o mais importante fotógrafo de sua época.

(Angela Zamin)

27 janeiro 2009

Sobre o discurso noticioso



O professor João Carlos Correia, da Universidade de Beira Interior, Portugal, acaba de lançar pela Editora LabCom, sob o selo Estudos em Comunicação, o livro Teoria e Crítica do Discurso Noticioso: Notas sobre Jornalismo e Representações Sociais. Na obra, Correia ensaia a possibilidade de um diálogo entre conceitos sociofenomenólógicos e a Análise Crítica do Discurso, ambas aplicadas ao campo do texto jornalístico. O livro resulta de um trabalho pós-doutoral, realizado na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, com a inspiração de Teun van Dijk e de Miquel Rodrigo Alsina e se inscreve na área da Teoria da Notícia.
O livro Teoria e Crítica do Discurso Jornalístico pode ser descarregado, gratuitamente, aqui.
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(Angela Zamin)

25 janeiro 2009

Cursos online gratuitos da BBC

A BBC oferece cursos de capacitação online gratuitos e também disponibiliza guias que ensinam habilidades em produção de mídia e audiovisual. A duração dos módulos varia entre dez minutos a uma hora, e todos são em inglês. Os cursos incluem produção de vídeo (filmagem, pré e pós-produção); edição em Cool Edit Pro; entrevistas para rádio; microfones, minidiscos e som para rádio; Manual de redação e estilo da BBC; e para gerentes, como dar e receber feedback. Os cursos são parte da página de Treinamento e Desenvolvimento da BBC, que também conta com módulos presenciais. Veja todos os módulos aqui.
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(Angela zamin)

19 janeiro 2009

Jornalismo público é tema de programas



O debate sobre o jornalismo público no Brasil é o tema da série de entrevistas realizadas na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas por mestrandos e doutorandos do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, em sua maioria integrantes do GPJor. Reunindo profissionais e pesquisadores da área, foram produzidos dez programas em áudio que totalizam cerca de uma hora de gravação. A Série Jornalismo Público será veiculada, em breve, aqui e em rádios universitárias.
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- Temáticas: o que é jornalismo público, seu surgimento nos Estados Unidos e o uso do conceito no Brasil é a temática que abre a Série, que discute também a função pública do jornalismo e a formação dos jornalistas nesse sentido. As experiências brasileiras, especialmente a TV Brasil, mantida pela EBC – Empresa Brasil de Comunicação –, e a Fundação Cultural Piratini, mantenedora da TVE e da FM Cultura no Rio Grande do Sul, e o financiamento da comunicação pública são outros temas trabalhados a partir dos entrevistados.
A série contempla, ainda, reflexões sobre jornalismo público e canais privados; jornalismo público e a participação dos cidadãos; e jornalismo público e o terceiro setor. Também perpassa a Série de programas a indagação: há jornalismo público no Brasil?
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- Entrevistados: o trabalho de produção da Série Jornalismo Público, desenvolvido ao longo do segundo semestre de 2008, na disciplina de Crítica das Práticas Jornalísticas, foi finalizado em janeiro deste ano. Participam como entrevistados os professores, pesquisadores e jornalistas: Eugênio Bucci, pesquisador visitante do ILEA/USP, ex-presidente da Radiobrás, membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura/SP); Helena Chagas, diretora de Jornalismo da EBC – Empresa Brasil de Comunicação; James Görgen, mestrando do PPG em Comunicação e Informação da UFRGS, coordenador do Projeto Donos da Mídia no Brasil, foi secretário-executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e vice-presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Piratini (TVE e da FM Cultura/RS), atualmente participa do curso de formação para a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério do Planejamento; Laurindo Leal Filho, da ECA/USP e do PPG da Faculdade de Comunicação Casper Líbero, apresentador do programa VerTV, pela TV Brasil e TV Câmara, ouvidor da EBC – Empresa Brasil de Comunicação; Luiz Martins da Silva, da UnB, coordenador do projeto SOS Imprensa, que acompanha e analisa casos de erros e abusos da mídia, Marcio Fernandes, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Comunicação das Universidades Estaduais e Municipais; Tereza Cruvinel, presidente da EBC – Empresa Brasil de Comunicação, gestora da TV Brasil.
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- Produção: a produção da Série Jornalismo Público foi realizada pelos alunos Angela Zamin, Camila Arocha, Daniel Cassol, Eloísa Klein, Felipe Boff, Grace Kelly Bender Azambuja, Helio Paz, Jaqueline Torres, Joel Guindani, Luis Marcelo Miranda, Maria Joana Chaise, Marina Chiapinotto e Vera Martins, sob a supervisão da professora doutora Beatriz Marocco.
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- Contato: a solicitação do material em áudio pode ser realizada pelo e-mail estudosemjornalismo@gmail.com
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(Angela Zamin)

14 janeiro 2009


When - Un punto de inflexión para reflexionar sobre el futuro; Who - El periodismo visto por el público y por los propios periodistas; How - Las aptitudes enolucionan al ritmo que marcan los medios; Where - Las tecnologias condicionan la elaboración de las informaciones; What & Why - Los temas de siempre basados en los motivos de siempre

A partir das clássicas perguntas do jornalismo - Quando (When), Quem (Who), Como (How), Onde (Where), O quê (What) e Por quê (Why) - estudantes do quarto ano da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra propõem um debate sobre o futuro do Jornalismo. Em 32 páginas, a revista Puntoyseguido, na edição 'Construimos el periodismo del mañana con las 5W de ayer', mostra o que querem os jornalistas, como pode ser o futuro do jornalismo e o que os cidadãos pensam acerca dos jornalistas. Puntoyseguido traz, ainda, uma produção visual excelente.


Acesse clicando aqui ou na figura acima.

(Angela Zamin)

13 janeiro 2009

Ladrão do bem existe?!? Como não ser governado por este tipo de jornalismo?

A crítica aos meios de comunicação insere-se, na sua maioria, no contexto de responsabilizá-los por sua atuação. Os argumentos utilizados são focados em problemas recorrentes, como descumprimento do pluralismo, noção básica do jornalismo, conduta que falta à ética ou que se utiliza largamente de artifícios sensacionais e mesmo falta de independência editorial frente a outros campos concorrentes ao jornalístico. Pela compreensão de que a vigilância às práticas da mídia deve ser constante é que relatamos o caso a seguir, ocorrido no mês de setembro de 2008, e que reapareceu no final do ano, época em que são realizadas as retrospectivas dos fatos marcantes do período.
O episódio singular aconteceu no interior gaúcho e chamou a atenção da mídia do país inteiro. Um ladrão de carros, após furtar um veículo na principal avenida da cidade de Passo Fundo, a 300 km de Porto Alegre, constatou a existência de uma criança de 5 anos no interior do automóvel e deu início a um fato inusitado: procurou um orelhão e telefonou para a Brigada Militar informando o roubo e avisando o endereço onde estaria abandonando o veículo com a criança. Como se não bastasse, pediu aos policiais para que repassassem um recado malcriado aos pais do menino, ameaçando-os de morte. Na mensagem, gravada e disponibilizada pela Brigada Militar para ser amplamente divulgada pela mídia, o ladrão demonstrou-se indignado pela irresponsabilidade dos que deveriam zelar pela criança, que a deixaram dormindo enquanto encontravam-se com alguns amigos em um bar.
Por sua singularidade, o fato apresenta valor-notícia para ser reproduzido pelos veículos de comunicação, sem dúvida. Entretanto, o registro discursivo realizado fez com que nos dias subseqüentes ao acontecido, a população da cidade interiorana de 200 mil habitantes comentasse a respeito do “ladrão do bem”, do “bandido herói” e chegasse ao extremo de tratá-lo como “o nosso ladrão” em comentários de sites, cartas e e-mails endereçados e posteriormente publicados pelos veículos de comunicação. E o comportamento não foi adotado apenas pelos jornais, emissoras de rádio e televisão locais, mas também pela mídia nacional, que tratou o inusitado com amplo destaque durante os dias seguintes.
O alarde da mídia contou com o aval de declarações da delegada da Polícia Civil, Claudia Crusius, que afirmou na ocasião não pretender pedir a prisão do ladrão. Disse ela que o “rapaz teve bom senso” e que sua atitude a levou a manter a “esperança na humanidade”, discurso logo alterado quando da prisão do bandido, cinco dias depois, após uma seqüência de três assaltos.
Observar este comportamento da mídia nos permite uma compreensão de como os critérios de noticiabilidade, em alguns casos, acabam por desviá-la da possibilidade de provocar uma reflexão concreta de âmbito social e, quiçá, alguma mudança positiva na forma de agir da sociedade. A forma como foi materializado discursivamente o acontecimento citado, num primeiro momento, fez com que a grande maioria dos leitores da notícia pretendessem saudar o ladrão por seu ato de bondade perante o abandono da criança pelos pais. O mesmo abandono que inclusive soube-se, posteriormente, era recorrente na família, mas que, assim como a seqüência de assaltos cometida pelo malandro nos dias posteriores, não mereceu, na opinião da mídia, o mesmo espaço destinado à proclamação do ‘ladrão do bem’.
Michel Foucault, quando perguntado sobre o que é a crítica, parte do princípio de que esta possa ser a arte de não ser governado, de ter uma direção de consciência isenta. Poderíamos nos perguntar, assim como Foucault, a partir da construção de uma realidade em que ladrões não são mais tratados como bandidos, mas sim como pessoas dotadas de ética, caráter e bom senso, de que forma podemos não ser governados por este jornalismo, por este tipo de princípios aos quais o jornalismo hoje está vinculado?

(Maria Joana Chaise)

Bandido até que se prove o contrário

Novembro de 2002: Hanry Silva Gomes de Siqueira, 16 anos, pobre, negro e morador de favela, foi assassinado no Morro do Gambá, Complexo do Lins e Vasconcelos no Rio de Janeiro, com um tiro no peito.Versão dos policiais: por volta das 19:40h os policiais foram recebidos a tiros por bandidos na favela, houve “intensa troca de tiros” com “marginais” posicionados na parte alta do morro.
Hanry foi encontrado baleado no peito, com um revólver e trouxinha de maconha ao lado. Sua morte foi registrada na 25ª DP como “auto de resistência” (morte em confronto com a polícia). Confronto entre policiais e bandidos é uma situação retratada freqüentemente nos veículos de comunicação. O que não é comum é a mãe do “criminoso” ao longo de 06 anos tentar provar a inocência do filho e denunciar os próprios policiais pelo crime.
Márcia de Oliveira Jacintho, mãe de Hanry, terminou o 2º grau, entrou na Faculdade de Direito e, com uma máquina fotográfica e um gravador passou a conduzir sozinha a investigação. Enfrentou a burocracia e a má vontade do poder judiciário. E encontrou as provas: no dia, não houve tiroteio, fato confirmado por várias testemunhas; um dos laudos periciais comprovou que Hanry foi morto com tiro disparado próximo a ele e de cima para baixo; a prova encontrada contra o rapaz é o chamado “kit bandido”, caracterizado como um revólver e trouxas de maconha implantados pela polícia para justificar a execução. Com isso, no dia 02/09/2008 os PM’s foram julgados e condenados a nove anos de prisão.
História como a de Hanry não é exceção. A morte em confronto, em especial em favela, é tratada como legítima defesa pela polícia, mesmo quando as evidências apontam o contrário. De janeiro de 2006 a abril deste ano, 2.895 pessoas morreram supostamente enfrentando a polícia no estado do Rio de Janeiro, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Este ano, de janeiro a abril, foram 492 casos - quatro mortos por dia ou um a cada seis horas. Quantos são inocentes? Quantos têm mães que buscam os verdadeiros os culpados?
O que mais incomoda é tentar entender por que histórias como estas não se destacam? Como explicar o silêncio da imprensa diante de tal fato? São atitudes como a de Márcia que não devem ser esquecidas. Uma coragem que serve de exemplo contra a repressão imposta pelo poder público não merece apenas uma “nota de esclarecimento”. Acredita-se que os leitores se interessam pelo aprofundamento e acompanhamento de acontecimentos libertadores como o exposto acima.
Talvez o que falte mesmo é o empenho da mídia em se inteirar dos fatos e incentivar tais ações no espaço midiático. Enquanto uns casos são lembrados, outros caem no esquecimento, ainda mais se a pessoa em questão for pobre, negra, moradora de favela, enfim, um bandido, até que se prove o contrário.
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Referências
AQUINO Ruth de. A mãe coragem do Morro do Gambá. Revista Época. Rio de Janeiro, n. 539.
O GLOBO. Informações falsas emperram investigações sobre mortes de inocentes.
REDE CONTRA VIOLÊNCIA. Hanry Silva Gomes de Siqueira - Complexo do Lins.

(Jaqueline da Silva Torres Cardoso)

03 janeiro 2009

Defesa de Tese

O doutorando Mário Messagi Júnior, integrante do GPJor, defende nesta segunda, dia 5, a tese de doutorado “O texto jornalístico no centro de uma revisão da história da imprensa no Brasil”. A banca examinadora será formada pelos professores Antonio Carlos Hohlfeldt, da PUCRS; Marialva Carlos Barbosa, da UFF; Beatriz Alcaraz Marocco, Ronaldo César Henn e Christa Berger (orientadora), da Unisinos. A sessão pública de defesa inicia às 14h, na sala 3A108.
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(Angela Zamin)

22 dezembro 2008

Eventos 2009

Brasil-México - De 1. a 3 de abril a Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, por meio do Programa de Mestrado Comunicação e Práticas de Consumo, será sede do 2. Colóquio Binacional Brasil-México de Ciências da Comunicação. O evento tem como temática ‘Comunicação nas culturas locais e globais’. O período de inscrição de trabalhos se encerra em 26 de janeiro.
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Intercom Sul - A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom promove de maio a junho os Congressos Regionais da Intercom nas cinco regiões do país. Na região Sul, o evento acontece de 28 a 30 de maio, na Universidade Regional de Blumenau – FURB, em Blumenau, Santa Catarina. O congresso tem como tema ‘Comunicação, educação e cultura na era digital’. O período para a inscrição de trabalhos abre em 4 de fevereiro e se encerra em 17 de abril. Mais informações no site da Intercom ou da FURB.
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Compós - A Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação - Compós, realiza o seu 18. Encontro Anual na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, de 2 a 5 de junho de 2009. Os trabalhos para os GTs podem ser enviados até 15 de fevereiro.
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Rede Alcar - A Universidade de Fortaleza - UNIFOR, no Ceará, será sede de 19 a 21 de agosto do VII Congresso Nacional de História da Mídia.
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Intercom - O congresso nacional da Intercom acontece na região Sul, em Curitiba, na Universidade Positivo, de 4 a 7 de setembro.
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Mídia Cidadã - A Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro, de Guarapuava, Paraná, será sede da 5. Conferência Nacional de Mídia Cidadã, que acontece de 8 a 10 de outubro, em parceria com a Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Informações adicionais pelo e-mail midiacidada2009@unicentro.br
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Portugal 1 – A Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona irá acolher o 6. Congresso SOPCOM, o 8. Congresso LUSOCOM e o 4. Congresso IBÉRICO entre 14 e 18 de abril, sob os respectivos temas, ‘Sociedade dos Media: Comunicação, Política e Tecnologia’, ‘Comunicação, Espaço Global e Lusofonia’ e ‘Redes, Meios e Diversidade Cultural no Espaço Ibérico’. O período de inscrição se encerra em 15 de janeiro.
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Portugal 2 – A Associação Ibero-Americana de Comunicação – AssIBERCOM e a Universidade da Madeira promovem o 11. Congresso Ibercom 2009, sob a temática ‘Travessias comunicacionais: Cultura, Tecnologia e Desenvolvimento. O evento acontece de 16 a 19 de abril, em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal.
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(Angela Zamin)

10 dezembro 2008

A produção do GPJor em outros espaços


Além das pesquisas discutidas nos seminários de dissertação, a produção do GPJor foi recentemente apresentada durante o 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo.

Na mesa-redonda “Categorias da Pesquisa em Jornalismo”, Christa Berger realizou um mapeamento de três grandes eixos da investigação jornalística no país: um eixo teórico-conceitual (constituído por autores e conceitos-chave), um eixo institucional (constituído por linhas e grupos de pesquisa) e um eixo pessoal (atrelado à formação de cada pesquisador em distintas áreas do pensamento sobre jornalismo e comunicação). Essa “tríplice possibilidade de organização", diz a professora, aponta para a riqueza e para as bases daquele que seria, formal e epistemologicamente, o “campo do jornalismo” no Brasil.
Outros quatro integrantes do grupo apresentaram textos em mesas coordenadas e comunicações individuais. A seguir, os resumos e títulos dos trabalhos.
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Entrevista jornalística, confissão e as neoconfissões na mídia brasileira
Profa. Dra. Beatriz Marocco
Resumo: Este texto focaliza a entrevista, como um modo jornalístico de “busca da verdade” que se apóia no ritual da confissão. Tal objeto se constitui em um percurso epistemológico que aproxima o que disse M. Foucault sobre a confissão como técnica disciplinar às formas de entrevista dadas a ler, ouvir e ver nas mídias e à disciplina que configura e perpassa as práticas do jornalismo (MORIN, 2000; DENT, 2008). Três entrevistas que formam um pequeno corpus, selecionado do acompanhamento diário de diferentes mídias, provocaram insights úteis para a constituição de uma tipologia.
Palavras-chave: entrevista, confissão, jornalismo, práticas jornalísticas, verdade
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Do documentário ao jornalismo: acontecimento, tempo e memória em Cabra marcado para morrer
Prof. Dr. Ronaldo Henn
Resumo: O filme Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho, problematiza questões
fundamentais na constituição de uma epistemologia do fazer jornalístico. A natureza do acontecimento, as dinâmicas do tempo e as tramas da memória formam os vértices que compõem a narrativa do filme e sobre os quais o jornalismo também se funda. O artigo estabelece alguns nexos sobre esta constituição a partir da natureza semiótica dos sistemas implicados. O documentário adensa o jornalismo, dinamizando agenda e linguagem, entre outros itens e irradiando pontos fronteiriços para um centro, via de regra, conservador.
Palavras-chave: jornalismo, documentário, acontecimento, tempo, memória
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Os textos acadêmicos brasileiros sobre jornalismo internacional e América Latina: análise, tendências e perspectivas
Doutoranda Ângela Maria Zamin
Resumo: O artigo reflete acerca de algumas perspectivas de discussão sobre Jornalismo Internacional e América Latina, a partir da identificação e cotejo a textos acadêmicos brasileiros sobre essa temática. Desenvolve uma análise que visa a apresentar tendências e perspectivas analíticas, por meio de um mapeamento e, posterior, movimento de apropriação de um conjunto desses trabalhos, dos anos 80, 90 e 2000.
Palavras-Chave: Jornalismo internacional; América Latina; Estudos acadêmicos.
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O bem viver “revistado”: materialidade, discursividade e prática jornalística
Doutorando Frederico de Mello Brandão Tavares
Resumo: Este texto busca observar como a revista Vida Simples, publicada mensalmente pela Editora Abril, enquadra uma temática específica – a da qualidade de vida – revestindo sua prática jornalística de elementos específicos. A fim de perceber algumas afetações recíprocas existentes no encontro entre “a revista” e “o bem viver”, realiza-se o seguinte percurso: 1) apresentação da publicação, 2) apreensão de sua “morfologia”, 3) problematização de seus principais elementos. Neste conjunto, pretende-se apontar para como o tema da revista é pensado e organizado, “revistando-se” material e discursivamente, ao mesmo tempo em que atua sobre os sentidos jornalísticos aí construídos.
Palavras-chave: revista; jornalismo especializado; qualidade de vida; materialidade; discurso.
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(Fred Tavares)
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* Fotos: Angela Zamin

"A Era Glacial do Jornalismo" em nova publicação

Está disponível a primeira edição da Revista BiblioCom. O novo periódico da Intercom é destinado à "divulgação, análise e crítica da produção bibliográfica, hemerográfica e reprográfica em ciências da comunicação" e conta neste primeiro número com uma resenha do livro "A Era Glacial do Jornalismo - Volume 2", organizado por Christa Berger e Beatriz Marocco, professoras e pesquisadoras do GPJor.

(Fred Tavares)

Examinando o Jornalismo de Revista

Na próxima terça-feira, dia 16 de dezembro, acontece o exame de Qualificação do doutorando Frederico de Mello Brandão Tavares, integrante do GPJor. O trabalho, intitulado "Revista e Vida Simples: complexidades na relação jornalismo e qualidade de vida", será avaliado pelos professores Antônio Fausto Neto e Beatriz Marocco, ambos do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos.
A banca, aberta ao público, pode ser conferida a partir das 14hs na sala 3A317 do Centro 3 (Ciências da Comunicação) do campus de São Leopoldo.

(GPJor)

07 dezembro 2008

Sobre a experiência do seminário de dissertação


O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo - GPJor encerrou os encontros deste ano com a atividade de apresentação e debate do atual estágio dos projetos e pesquisas dos alunos de mestrado, das turmas 2007 e 2008. Chamada de 'seminário de dissertação' a atividade foi proposta e organizada pelos próprios alunos que integram o Grupo. A seguir, uma síntese das pesquisas apresentadas e a avaliação da atividade.
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"Três palavras podem resumir o Seminário de Dissertação, que foi um dos momentos mais marcantes nas atividades do GPJor em 2008: processo, acolhida e desafio. A primeira palavra, processo, refere-se ao momento da escrita dos textos, exercício individual que nos ajudou na organização dos conhecimentos acumulados nestes dois semestres de mestrado, na visualização dos projetos no seu conjunto, e na percepção dos pontos que reclamam mais leituras e reflexões. Refere-se ainda a elaboração de uma fala clara e objetiva que desse conta de dar a conhecer nossos objetos de pesquisa. A segunda palavra, acolhida, nomeia a atitude de professores e colegas na escuta atenciosa de nossas apresentações e a preocupação de todos e todas em contribuir com o grupo. E, o desafio, é o que nos acompanhará nos proximos meses quando da elaboração dos textos para qualificação. Neste tempo conviveremos com os estudos e com as situações de incertezas e ambigüidades inerentes ao processo da construção do conhecimento. Bom trabalhos para nós!" - Vera Martins.
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“Legal ter compartilhado, trocado. Além da possibilidade de aprender uns com os outros, isso só veio a acrescentar. Saio com uma bagagem muito grande a partir dos objetos de cada um” – Ana Claudia Melo.
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“Momento para parar, refletir e tomar um fôlego” – Marina Chiapinotto.

"Foi uma ótima experiência para tomarmos conhecimento do atual estágio de desenvolvimento das pesquisas dos nossos colegas, testar a nossa capacidade de argüição sobre outros textos e ampliar os horizontes das nossas próprias pesquisas através das considerações feitas pelos integrantes do GPJor. Estas outras perspectivas provindas ‘de fora’ trouxeram novos olhares sobre os nossos objetos de estudo e acredito que cada um de nós tenha saído com o seu tema um pouco mais enriquecido. Todos estão de parabéns!" - Grace Azambuja.

"Já ouvi diversas vezes que a tarefa do pesquisador é um ato solitário, o que me soa um tanto angustiante. Poder compartilhar nosso caminho como pesquisadores iniciantes que somos dá um alento e nos oferece um novo fôlego, como diz a Marina, para prosseguirmos na tarefa do preparo da qualificação e da própria dissertação. Foi bastante interessante e mostrou que o trabalho do grupo, em grupo, faz diferença!" - Maria Joana Chaise
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* fotos: Angela Zamin

Nas revistas, o caso Isabella



“Por que o assassinato de Isabella proporcionou grande repercussão se: no Brasil 55,6 milhões de crianças menores de 14 anos são vítimas de violência doméstica por ano, o equivalente a 12% de crianças existentes no país nessa faixa etária; 96% dos casos de violência contra a criança de até 6 anos são cometidos por familiares; a cada 1 hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos pais segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)? Quais os motivos para que o caso Isabella fosse tão visibilizado e os outros crimes não?” Sob interrogações como estas se assenta a pesquisa da mestranda Jaqueline Torres Cardoso, que visa a investigar “como as revistas Época, Isto É e Veja se apropriaram das redes discursivas que se constituíram em torno do caso Isabella” e, ainda, “de que forma esses discursos se refletiram nas edições ao retratar a figura do pai, da mãe e da madrasta da menina nos impressos”.

A transgressão no jornalismo impresso



Ao refletir sobre a transgressão no jornalismo impresso brasileiro nos últimos 20 anos, o mestrando Felipe Boff, até o atual momento da pesquisa, identificou três perspectivas de transgressão no processo jornalístico: a transgressão temática ou de pauta, a transgressão de conduta ou do fazer jornalístico e a transgressão da linguagem. O quadro teórico vem se estabelecendo em torno dos conceitos de sistema sígnico, formação discursiva e comunidade interpretativa.

Desperta Mulher, feminismo e meio rural


Tendo como tema a comunicação e as representações do universo feminino no meio rural, construídas a partir do jornal Desperta Mulher, produzido pelo Movimento de Mulheres Camponesas do Estado do Rio Grande do Sul – MMC/RS, a mestranda Vera Martins pretende entender como esse jornal representa o universo feminino do meio rural, nas esferas pública e privada, e como esta representação se relaciona com a missão, os princípios e valores do próprio Movimento. Na atual fase do pesquisa, a mestranda propõe um trabalho em três eixos: a compreensão dos contextos, que está voltada para o entorno sócio-histórico-político do MMC/RS; para a compreensão dos textos, com o intuito de pensar nas temáticas propostas pelo jornal, nas abordagens dos diferentes temas, nas apresentações das camponesas nos universos públicos e privados, e nos papéis sociais femininos e masculinos veiculados no Desperta Mulher; e de leituras possíveis das relações entre contextos e textos, onde “pretende um encontro das etapas anteriores a fim de oferecer leituras possíveis sobre os fenômenos interrogados durante a investigação, buscando articulações, regularidades, singularidades nas práticas e discursos do MMC/RS, que através dos processos de midiatização se configuram no jornal Desperta Mulher”.

A morte nas fotografias jornalísticas


A pesquisa da mestranda Marina Chiapinotto tem como proposta analisar como as fotografias jornalísticas do acidente da TAM em Zero Hora, Pioneiro e Diário de Santa Maria, jornais do Grupo RBS, dão a ver a morte através do luto. A morte aparece no texto verbal, porém é mitificado nas imagens, que devem retrata-la de forma velada, como pressupõe grande parte dos Manuais de Redação. Assim, “o luto, por derivar da morte, é utilizado como representação do acontecimento”.

Brasil de Fato e a imprensa popular alternativa


Visando a analisar as práticas e os discursos do jornal Brasil de Fato na sua relação com o atual contexto em que a própria esquerda se diz em crise, o mestrando Daniel Cassol pretende investigar se a leitura da realidade brasileira que esse jornal faz, coaduna com a leitura que os próprios movimentos sociais fazem dessa realidade. Mas, como Cassol alerta, “não se trata de entender o que o jornal diz sobre a crise, mas de que modo suas práticas e discursos se relacionam com o momento identificado como de crise dos paradigmas da esquerda, e o que isso aponta em termos de ‘limites e possibilidades’”.

Dispositivo, sexualidade e espaço


Um estudo sob os ângulos do dispositivo, da sexualidade e do espaço está sendo desenvolvido pela mestranda Ana Cláudia Melo, a partir do GP Guia, fórum de discussão digital, alvo do projeto de mestrado. Ana Claudia chegou ao GP Guia em 2005 quando buscava elementos que subsidiassem uma reportagem sobre prostituição de crianças nas estradas brasileiras. “Durante essa busca, a internet se revelou um universo para o sexo e vários aspectos foram evidenciados. O primeiro foi a constatação da existência de incontáveis espaços na WEB, que não estão nos catálogos de busca, onde homens e mulheres oferecem ou colocam o prazer à venda, através de páginas que funcionam como anúncio de oferta e de compra de sexo”. O segundo aspecto foi o voyerismo, por meio da popularização da web-câmera, e o terceiro que haviam pessoas dispostas a publicizar experiências sexuais na internet, enquanto outras estavam dispostas a ler e, ainda, os que alertavam para o excesso e para possíveis riscos de abusos sexuais na internet. Após a reportagem publicada, conforme relata a mestranda, “a temática da sexualidade na internet deixou de ser apenas um assunto jornalístico para começar a suscitar outros questionamentos que precisavam ir além de uma reportagem. Estava diante de um problema: como entender a sexualidade em um espaço comunicacional contemporâneo, no caso, o GP Guia?”.

A participação no espaço Leitor Repórter



Identificar as lógicas da postagem de conteúdo no espaço Leitor Repórter de ZH online, é um dos objetivos da pesquisa da mestranda Maria Joana Chaise. Para além desta, o atual momento da pesquisa revela a necessidade de ‘olhar’ para o leitor-participante-testemunha, uma vez que “para o contexto desta pesquisa esta característica torna-se atraente, na medida em que destaca o protagonismo do sujeito que utiliza-se do canal de webjornalismo participativo a partir da apresentação de questões do seu cotidiano”.

Impacto da mobilidade no jornalismo


A mestranda Grace Bender Azambuja falou da pesquisa sobre metamorfoses e reconfigurações da produção jornalística na era da mobilidade. Destaque para fragmento do texto onde diz: “A partir do momento em que as tecnologias digitais da mobilidade influenciam o modo como se produz a notícia, implicam em novas dinâmicas nas relações entre o espaço, tempo e a redação, surge a necessidade de pensar estas implicações no jornalismo. Levando em consideração a transformação tecnológica dos últimos anos e a disponibilização de um novo conjunto de suportes midiáticos e serviços, o mapeamento das práticas jornalísticas em condições de mobilidade trará contribuições para uma melhor compreensão da reconfiguração por que passa o jornalismo atual ao tentar impor ordem no tempo e espaço”.

Conselho do Leitor


Ao relacionar as abordagens de Claude-Jean Bertrand, professor e pesquisador do Instituto Francês de Imprensa – IFP, sobre o Sistema de Responsabilização da Mídia – MAS, com o sistema de resposta social, no qual se encontra um subsistema de crítica da mídia, desenvolvida por José Luiz Braga, professor e pesquisador PPG em Ciências da Comunicação, da Unisinos, a mestranda Camila Arocha, falou da sua pesquisa sobre o Conselho do Leitor de Zero Hora.

01 dezembro 2008

Encontro de dezembro

O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo – GPJor se reúne no mês de dezembro para discutir as pesquisas dos alunos do mestrado, tanto dos que estão concluindo, quanto daqueles que estão preparando seus textos de qualificação. O encontro será realizado em duas etapas, na tarde de quarta-feira, dia 3, entre 13h30 e 17h30, e na manhã de quinta, dia 4, das 9h às 12h30.
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(Angela Zamin)