01 abril 2013

Lançamento de livro que reúne membros do GPJor marca abertura do ano


Evento ocorre no dia 23 de abril, no auditório da Fabico/UFRGS, em Porto Alegre, e abordará saberes sobre o jornalismo de revista.


É com um debate sobre a revista e as práticas jornalísticas que a cercam que o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) iniciará suas atividades em 2013. Trata-se do evento de lançamento do livro A revista e seu jornalismo (Grupo A, 304p), marcado para o dia 23 de abril (terça-feira), às 17 horas, no auditório da Fabico/UFRGS (Ramiro Barcelos, 2705, Santana, Porto Alegre).

A obra reúne autores membros e ex-membros do GPJor – Aline Dalmolin; Beatriz Marocco; Felipe Boff; Júlia Capovilla Ramos – e  é organizada pelos professores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Dr. Frederico de Mello B. Tavares e Dr. Reges Schwaab. Tavares também foi membro do grupo de pesquisa e defendeu sua tese no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos em 2011: Ser revista e viver bem: um estudo de jornalismo a partir de Vida Simples, premiada no ano seguinte pela SBPJor.

Na abertura dos trabalhos, os organizadores do livro falam sobre “Saberes articulados sobre revista”. Em seguida, a mesa-redonda “Revista - conceitos e práticas”, mediada pela professora Dra. Christa Berger (Unisinos), do GPJor, terá falas das professoras Dra. Ana Gruszynski (UFRGS), Dra. Beatriz Marocco (Unisinos) e Dra. Marcia Benetti (UFRGS).

A organização do evento conta ainda com a participação do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e do Laboratório de Edição, Cultura & Design, ambos da UFRGS, e da editora Penso/Grupo A.

Sobre o livro

RESUMO
Passados dois séculos desde a publicação das primeiras revistas no Brasil, este livro sem similar reúne diversos profissionais brasileiros que se dedicam ao estudo e à produção desse produto jornalístico com o intuito de colaborar com o aprofundamento do pensamento sobre suas peculiaridades. A primeira parte do livro, “Ângulos e processos”, inclui a revista em um quadro de referências que problematiza sua constituição jornalística e sua inserção social. A segunda, “Práticas e produto”, reúne um apanhado reflexivo sobre os aspectos estruturais. O tradicional “como se faz” dá lugar a uma abordagem das características que envolvem esse fazer.

COMENTÁRIO
Está em suas mãos, leitor(a), a possibilidade de um percurso instigante e instrutivo, aberto àqueles que têm na revista um objeto imediato de convívio cotidiano que passa pela prática profissional jornalística, pela pesquisa, pelo ensino, pelo arquivo histórico, pela identificação de matrizes discursivas e/ou pelo hábito fundamental e singular de ler/divagar/refletir/entreter-se com e a partir do que significa a revista.

Dione Moura, docente da Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília (UnB). Presidenta da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) - 2011-2013.


(Texto: Felipe de Oliveira, com informações de Angela Zamin / Foto: divulgação)

12 dezembro 2012

Publicações do GPJor no 2º semestre

GPJor divulga as a relação de publicações de seus integrantes, docentes e discentes, referentes ao 2º semestre deste ano.

Livros organizados
Os professores Beatriz Marocco, Christa Berger e Ronaldo Henn, integrantes do GPJor – Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (Unisinos / CNPq), são os organizadores do terceiro volume da coleção Jornalismo e Acontecimento. Lançado recentemente, o volume reúne 11 artigos sobre a temática “Diante da morte”. Os artigos foram organizados em duas sessões: (1) diariamente, “contendo textos nos quais prepondera a rotina diária do leitor-pesquisador na elaboração do texto, sendo ator e autor, partícipe das situações de comunicação e agente que grava e reflete sobre o que ocorre e o que lhe ocorre”; e (2) de corpo presente, “na qual predomina uma analítica que se forma a partir do espanto que se produziu no pesquisador diante da midiatização da morte”.

Ronaldo Henn é autor do texto “Os mortos vivem no twitter: outras camadas da morte como acontecimento”; Christa Berger de “O gênero que mata: memória de punição”; e Beatriz Marocco assina “A morte iminente no fait divers”. O volume reúne, ainda, artigos dos pesquisadores: Bruno Souza Leal, Elton Antunes e Paulo Bernardo Vaz, da UFMG; Daisi Vogel, Eduardo Meditsch e Gislene Silva, da UFSC; Flávio Porcello e Márcia Benetti, da UFRGS; e Frederico de Mello Brandão Tavares, da UFOP.

Os dois primeiros volumes da coleção trouxeram, respectivamente, perspectivas teóricas e metodológicas do estudo do acontecimento. Um quarto livro sobre a epistemologia do acontecimento jornalístico irá encerrar a coleção.

# 
A professora Beatriz Marocco é responsável pela organização de dois livros: O jornalista e a prática: entrevistas (Editora Unisinos, 2012) e Entrevista- Na prática e na pesquisa (Libretros, 2012) . Ambos foram produzidos no âmbito da pesquisa O controle discursivo que toma forma e circula nas práticasjornalísticas, desenvolvida com financiamento do CNPq (no período 2010-2012). O primeiro traz entrevistas realizadas com jornalistas brasileiros e estrangeiros; o segundo reúne artigos de diversos pesquisadores. Dentre eles, artigos de integrantes do GPJor: "Entrevista como dispositivo de revelação do saber jornalístico", de Beatriz Marocco; "O questionário, a escuta das práticas e os comportamentos regulares no jornalismo", de Angela Zamin; e "As narrativas de si e os modos de operar na construção das práticas jornalísticas por jornalistas", de Márcia Veiga, Karine Moura Vieira e Thaís Furtado.


Mais:

Capítulos de Livro
A professora Christa Berger e o mestrando Felipe Kolinski Machado assinam juntos o artigo “Quando o casamento real é a pauta: a (ir)realidade de um acontecimento midiático” publicado no eBook Lusofonia e Interculturalidade. Lançado pelo Intercom, o livro foi organizado pelos professores Antonio Adami e Antonio Carlos Hohlfeldt e reúne os anais do IX Congresso da LUSOCOM, de 2011. O eBook pode ser baixado aqui.


#
Em sua terceira edição revista e ampliada o livro Jornal – da forma ao sentido, organizado por Maurice Maouillaud e Sérgio Dayrell Porto, traz o capítulo “Do Jornalismo: toda noticia que couber, o leitor apreciar e o anunciante aprovar, a gente publica”, da professora Christa Berger. O livro tem 40 capítulos e reúne 31 autores.

#
Os discentes Kellen Höehr, Carol Casali e Marco Bonito são os organizadores do livro Produção do acontecimento jornalístico: perspectivas teóricas e analíticas. Lançado recentemente pela Armazém Digital, o livro reúne trabalhos dos seguintes integrantes do GPJor: Kellen Höehr (O atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre: da cobertura midiática aos colaboradores; Alciane Baccin (Mídias sociais e critérios de noticiabilidade na construção do acontecimento jornalístico Geisy Arruda – Uniban) e Márcia Veiga (Uma nova família acontece: o reconhecimento da união civil entre homossexuais pelo STF como acontecimento político, histórico e social no Brasil).
#
A mestranda Kellen Höehr assina, também, o capítulo “O Twitter como um espaço de negociações” que integra o livro Comunicação e mídias digitais: perspectivas teóricas e empíricas. 

Artigos 
Resumo: This paper presents the preliminary results of a research that investigates the creation of events through social networking sites on the Internet. There is already a specific type of event that serves the logic of these networks, especially those whose production and distribution take place based on online platforms and digital tools. This paper investigates two cases: the first concerns the duo of Brazilian country music singers, Zezé di Camargo and Luciano, who, after an argument that occurred in a concert in the city of Curitiba, announced the end of the partnership. The video was posted on YouTube and was immediately spread through the social networks, which generated intense conversation about the episode until it became a journalistic event in the traditional media. This paper also examines the organization of a protest against the attack on a homoaffective couple in a street of São Paulo in 2011, completely worked on by Facebook. Based on Charles Sanders Peirce’s concept of semiosis, a map of the construction of these events is drawn with its various ramifications, from the articulations within the network to the production of meanings that they develop. The events studied have as an element in common the leading role that social networks had in their constitution. They possess the nature of the network and are framed in what is understood now as cyberevents, a category that poses new challenges to the practice of journalism.

#
Comunicação e Sociedade, Metodista de S. Paulo
Resumo: O trabalho dos repórteres que se desvia das mídias jornalísticas pelos mais variados motivos, da falta de espaço à falta de interesse empresarial, pode ser localizado em “livros de repórteres” que estão, igualmente, à margem dos estudos acadêmicos. Nesta dupla potência, de “sem importância” para o jornalismo e de “comentário” sobre a prática, alguns destes materiais podem desfazer as dobras dos discursos jornalísticos contemporâneos sobre marginalidade. Abusado, Rota 66 (Caco Barcellos, 2003, 1998) e os breves depoimentos de repórteres, reunidos por Fernando Molica (2007) na coletânea 50 anos de crimes, que tomamos como exemplos, evidenciam estratégias de apuração que descobrem a experiência do jornalista na reportagem, formulam re-criações das teorias que não cabem no relato informativo sobre os acontecimentos relativos à marginalidade publicados nos jornais.

#
Verso & Reverso, Unisinos
Os grandes acontecimentos e o reconhecimento do presente, por Beatriz Marocco (Unisinos), Angela Zamin (UFMG) e Felipe Boff (Faculdade América latina)
Resumo: Este texto analisa a objetivação jornalística dos “grandes acontecimentos”. O conceito de “acontecimentalização”, imaginado por Foucault como o modo filosófico com que Kant se desvia da “desacontecimentalização” histórica, dá materialidade a um movimento de reconhecimento do presente inaugurado pela Filosofia, que pode ser evidenciado na cobertura de um conjunto de 18 jornais de referência sobre a eleição de Obama à presidência dos Estados Unidos em 2008.

#
Gênero: um ingrediente distintivo nas rotinas produtivas do jornalismo, por Márcia Veiga 
Resumo: Quais atributos serviriam como elementos distintivos nas relações profissionais dos jornalistas? Em que medida a hierarquia de distribuição do poder e do prestígio numa redação jornalística – entre os profissionais e as notícias – se assemelharia a escala de valores sociais hegemônicos produtores de desigualdades em nossa sociedade? Estas e outras questões que pude compreender através de minha pesquisa de mestrado, um estudo de newsmaking por cerca de três meses junto a um programa jornalístico na RBS TV, gostaria de partilhar agora neste artigo.

#
Resumo: A impossibilidade da objetividade e da neutralidade é amplamente discutida no âmbito das teorias construcionistas do jornalismo, fundamentalmente respaldadas por pesquisas empíricas que, principalmente a partir dos estudos de newsmaking, trazem imensa contribuição ao campo desde a década de 1970. Neste artigo discuto a presença das visões de mundo e dos gostos pessoais dos jornalistas incidindo nos processos de produção de notícias televisivas que, como tal, refutam a possibilidade das notícias serem um reflexo da realidade, sendo, sim, uma construção social da realidade em que o jornalista é ponto central. Os elementos trazidos nesta discussão são parte dos dados de minha pesquisa de mestrado obtidos a partir de um estudo etnográfico realizado ao longo de onze semanas junto a um programa jornalístico da RBS TV.

(Angela Zamin)

20 novembro 2012

Disponibilizados textos para o encontro do dia 26 de novembro

Três mestrandos falarão sobre o andamento de suas pesquisas e a doutoranda Beatriz Sallet reapresentará seu Seminário de Tese.

Já estão disponíveis os textos dos mestrandos que falarão sobre o andamento de suas pesquisas no próximo encontro do GPJor, segunda-feira, dia 26, às 14h30min, no PPGCCOM da Unisinos. Trata-se de relatos sobre o andamento de seus processos investigativos.

Também está disponível a nova versão do artigo produzido pela doutoranda Beatriz Sallet, que terá a oportunidade de reapresentar seu Seminário de Tese, etapa formal do curso, na primeira parte dos trabalhos.

No tempo dedicado aos mestrandos, cada um terá 10 minutos para fazer sua apresentação. Em seguida, doutorandos farão arguições também de 10 minutos. Cada apresentação será arguida, ainda, por um dos três professores coordenadores do GPJor, em 10 minutos, mesmo tempo dedicado a discussão aberta com o grupo.

Baixe os textos

Seminário de Tese

Relatos de pesquisa
A mestranda Taís Seibt não estará presente no encontro do GPJor em razão de um evento científico do qual participa, em São Paulo, mas enviou seu relato.

Assim, a distribuição de arguidores por mestrando é a seguinte:

Carina Mersoni
Karine Vieira (doutoranda); professora Dra. Christa Berger

João Paulo Fontoura
Felipe de Oliveira (doutorando); professora Dra. Beatriz Marocco

Pedro Barbosa
Carmen Abreu (doutoranda); professor Dr. Ronaldo Henn

(Felipe de Oliveira)

19 novembro 2012

GPJor é destaque no Prêmio Adelmo Genro Filho

Autores da melhor tese e do melhor trabalho de conclusão de curso receberam o reconhecimento durante o 10º encontro da SBPJor.

Christa Berger e Frederico Tavares; Carina Mersoni e Beatriz Sallet

O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) esteve em destaque na noite de entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo 2012 (foto). O evento ocorreu no dia 08 de novembro, na PUCPR, em Curitiba, durante o 10º encontro nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Duas das três categorias foram vencidas por pesquisadores com vínculos com o GPJor. O doutor Frederico Tavares foi o agraciado na categoria melhor tese e a mestranda Carina Mersoni é a autora do melhor trabalho de conclusão de curso. Ambos defenderam seus trabalhos no ano passado, na Unisinos.

Tavares recebeu o reconhecimento pela tese Ser revista e viver bem: um estudo de jornalismo a partir de Vida Simples, defendida na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2) do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, com orientação da professora Dra. Christa Berger.

Carina, que ingressou no mestrado na mesma linha de pesquisa este ano e é orientada pela professora Dra. Beatriz Marocco, foi premiada pela monografia Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, que foi orientada no curso de Jornalismo pela professora Beatriz Sallet, atualmente doutoranda na LP2 sob a orientação do professor Dr. Ronaldo Henn.

Na categoria mestrado a vencedora foi Juliana Fernandes Teixeira, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a categoria sênior ficou com a pesquisadora Dra. Graça Caldas. O prêmio oferecido pela SBPJor considera sempre os trabalhos defendidos no ano anterior ao da escolha dos vencedores.

(Texto: Felipe de Oliveira / Fotos: Maria Elisa Brenner)

12 novembro 2012

Membros do GPJor participam do 10º Encontro de Pesquisadores em Jornalismo

Evento organizado pela SBPJor ocorreu na PUCPR, em Curitiba, entre 08 e 10 de novembro.


A participação do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) no 10ºEncontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo foi significativa. Sete integrantes apresentaram artigos e o grupo esteve representado com um trabalho no II Encontro de Jovens Pesquisadores. E mais: a professora Dra. Beatriz Marocco foi uma das palestrantes.

O GPJor também se destacou no Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. Frederico Tavares venceu na categoria tese de doutorado, cuja orientação foi da professora Dra. Christa Berger, e a mestranda Carina Mersoni na categoria iniciação científica, pelo trabalho de conclusão de curso orientado pela professora Beatriz Sallet, também membra do grupo e doutoranda.

A professora Beatriz Marocco (foto abaixo) participou do Painel 2, sob o título “Configurações e perspectivas da pesquisa em jornalismo no Brasil em diálogo com os estudos latinoamericanos em jornalismo”, ao lado dos professores Dr. Luiz Gonzaga Motta, da Universidade de Brasília (UnB), e Dr. Eduardo Meditsch, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os eventos são organizados pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e ocorreram em Curitiba, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), entre  08 e 10 de novembro, com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).


Resumos

- 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

A construção do acontecimento jornalístico na era da convergência das mídias
Alciane Nolibos Baccin

O presente artigo faz uma reflexão sobre os avanços das tecnologias digitais, da participação dos usuários na configuração do acontecimento jornalístico e a emergência de uma cultura mais inclusiva na seleção, produção e circulação dos acontecimentos jornalísticos. Na construção dos acontecimentos jornalísticos estão presentes questões internas (critérios de noticiabilidade) e externas (tecnologia e participação do público) que ajudam a configurar esses acontecimentos. Com base nessas questões são analisados dois exemplos veiculados nos portais G1 e Terra sobre o Acontecimento Geisy Arruda – Uniban. Este artigo é parte da dissertação da autora.

---

Jornalismo na América Latina: um acontecimento, três jornais
Angela Zamin

O artigo faz trabalhar um acontecimento jornalístico a partir de três jornais latino-americanos, o brasileiro O Estado de S. Paulo, o colombiano El Tiempo e o equatoriano El Comercio, e se dedica a analisar os processos de produção que dão conta de sua materialidade jornalística. Trata-se do Angostura, crise colombo-equatoriana desencadeada a partir do ataque do Exército colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano em 2008. Considera um arquivo de textos de março de 2008 a agosto de 2009.

---

A Comissão da Verdade e o compromisso do jornalismo com o resgate da história do Brasil
Carmen Abreu

Neste texto busca-se apresentar uma breve análise da cobertura dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo sobre a instalação da Comissão Nacional da Verdade, em maio de 2012. A partir de pressupostos da Análise de Discurso (AD) observa-se que as manchetes destes jornais reforçam a dificuldade que a imprensa brasileira, em geral, ainda tem em enfrentar o tema da ditadura. Considera-se a cerimônia de instalação como um acontecimento histórico e jornalístico atual, situado em um campo problemático constituído (QUERÉ), a ditadura militar no Brasil, e que ao mesmo tempo em que está impregnado de passado carrega uma expectativa de futuro.

---

O Dia do Trabalhador do Jornal Nacional:  Reflexões sobre jornalismo e construção social da realidade
Felipe de Oliveira

O artigo propõe uma reflexão sobre jornalismo e construção social da realidade a partir da análise da representação dos acontecimentos suscitados pelo Dia do Trabalhador (1º de Maio) no Jornal Nacional, da TV Globo, em 2012. Inspirado na semiótica de C.S. Peirce, discute um lugar epistêmico no âmbito da linguagem para o estudo do jornalismo como forma de conhecimento; advoga sua capacidade mediadora entre a realidade caótica dos acontecimentos e a realidade socialmente construída. O exercício apoia-se em aportes produzidos por pesquisa de mestrado empreendida no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos (RS) na tentativa de compreender as condições em que se desenrola o processo de produção de sentido do qual o jornalismo é um dos protagonistas; seus limites e possibilidades.

---

Revista Veja e velhice: Um exercício de análise a partir de oito reportagens
Felipe Viero Machado; Christa Berger

Este artigo, feito com base em nossa pesquisa de mestrado que esta em desenvolvimento, possui como objetivo central perceber quais sentidos são movimentados e construídos pela revista semanal Veja, sobre a velhice, ao longo de seus mais de quarenta anos de prática jornalística. Toma, então, como corpus, oito reportagens de diferentes períodos e como aporte teórico e metodológico a Análise de Discurso francesa (AD). Tendo em vista as cinco Formações Discursivas encontradas, de modo geral, permite que seja visualizada uma mudança no tange a velhice das primeiras décadas, então uma questão pública e pertinente, para uma outra velhice, ou então uma não-velhice, em que o que mais importa é o combate aos sinais do tempo e o mascaramento de uma condição que é indesejada.

---

Da transversalidade à circulação: a função-autor do jornalista na rearticulação do biográfico na contemporaneidade
Karine Moura Vieira

O presente trabalho propõe uma reflexão exploratória sobre a rearticulação do biográfico como um zona transversalidade de saberes, na perspectiva do conceito de circulação (FAUSTO, 2010), tendo em vista os processos de midiatização na contemporaneidade. Nesse quadro, observa-se o deslocamento do jornalista na condição de autor dentro dessa nova ambiência. Para tanto, discute-se as noções de episteme biográfica (VIEIRA, 2012) e espaço biográfico (ARFUCH, 2010), função-autor (FOUCAULT, 2001), os processos de midiatização e o atravessamento de campos de saberes na biografia.

---

Refletindo sobre o conhecimento normatizador do jornalismo a partir da formação do jornalista: um diálogo para pensar questões de pesquisa
Marcia Veiga

Neste artigo gostaria de iniciar um diálogo apresentando alguns caminhos pelo quais pretendo seguir com o estudo sobre o jornalismo como um tipo de conhecimento que participa da normatização da sociedade. Para tanto, intento problematizar alguns saberes que norteiam a formação do jornalista e suas possíveis conexões com os tipos de saberes e visões de mundo prevalentes no discurso jornalístico que, em última instância, participa na produção de desigualdades sociais. Ou seja, problematizar tanto os conhecimentos que participam da habilitação do jornalista para uma profissão que produz determinados conhecimentos, quanto o tipo de conhecimentos e impactos sociais que os mesmos podem estar reproduzindo. Parto das inquietações imiscuídas na origem da pesquisa, passando por alguns pressupostos teóricos e perspectivas analíticas que conjuntamente circunscrevem esta investigação e que ora desejo partilhar.

---

- II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo

Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho
Carina Mersoni

Este trabalho tem por objetivo propor uma reflexão sobre a linguagem fotográfica de um jornal de referência, no caso o impresso Zero Hora, e do popular Diário Gaúcho, ambos da mesma empresa, situada em Porto Alegre/RS. Uma das proposições que se estabelecem é a que diz respeito às diferentes abordagens fotojornalísticas, inclusive para a mesma pauta, se constituindo em linguagens segmentadas. Ao seguir as linhas editoriais tradicional e popular, cada veículo trabalha para um "leitor-modelo", caracterizado principalmente pela classe social e, consequentemente, por traços comuns a esse que dizem respeito às preferências. Os jornais se utilizam de diferentes necessidades comunicacionais para compor a informação visual com e na fotografia, o que resulta em distintas formas de prática e edição fotojornalística.

---

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Angela Zamin)

08 novembro 2012

GPJor marca presença no simpósio da ABCiber


Quatro integrantes do grupo de pesquisa apresentaram trabalhos no evento que ocorreu na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS).


Terminou nesta quinta-feira, dia 08, o VI Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS). E o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) marcou presença no evento que começou na terça, 06.

Quatro estudantes apresentaram trabalhos. O doutorando Felipe de Oliveira produziu artigo em co-autoria com a jornalista Vanessa Hauser, mestre em Jornalismo pela UFSC. Já os mestrandos Kellen Höehr, Pedro Barbosa e Taís Seibt apresentaram trabalhos individuais. Todos participaram do eixo temático 2. Jornalismo, Mídia Livre e Arquitetura da Informação.

Resumos

É off, mas é on: Possibilidades dialéticas na semiosfera jornalística contemporânea

Felipe de Oliveira; Vanessa Hauser

RESUMO
O artigo propõe uma reflexão acerca da semiosfera jornalística contemporânea composta por jornais cujas edições impressa (off-line) e digital (online) convivem. Para tanto, coteja teorias mobilizadas e inferências produzidas por pesquisas de mestrado desenvolvidas em programas de pós-graduação em Ciências da Comunicação e em Jornalismo na Unisinos (RS) e na UFSC. A partir do material empírico decorrente de exercício etnográfico empreendido na redação do jornal Zero Hora (RS), em 2011, estimula-se o debate à luz do conceito de dialética e da semiótica como inspiração. Postula-se, nesse contexto, haver uma dialética das práticas jornalísticas proporcionada pela presença da internet nas redações.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; internet; dialética; semiótica; Zero Hora.

---

Os ciberacontecimentos e a construção de narrativas coletivas no Twitter

Kellen Mendes Höehr

RESUMO
O trabalho tem por objetivo observar como acontece o processo de construção das narrativas coletivas no Twitter, através da análise dos fluxos da rede social, pelo perfil de Luiza Rabello, que passou a ser conhecida pela frase “Menos Luiza que está no Canadá” e da apropriação das mensagens por meios jornalísticos. Observou-se que a ação dos atores na rede social foi a responsável por desencadear o fluxo e acelerar a velocidade das informações frente aos veículos jornalísticos, além de criar diversas narrativas que foram traduzidas nos portais de notícias e posteriormente recicladas pelos usuários do Twitter.

PALAVRAS-CHAVE
Twitter; ciberacontecimentos; fluxos; jornalismo; narrativas

---

A fabricação do acontecimento na web O caso A Voz do Rio Grande e o ambiente virtual

Pedro da Silva Barbosa

RESUMO
Este estudo busca examinar a fabricação do acontecimento no ambiente web, considerando a utilização das práticas jornalísticas para a produção de factoides. Para tal, foi utilizado como objeto de pesquisa o caso “A Voz do Rio Grande”, programa radiofônico transmitido na internet, pela primeira vez, no dia 28 de maio de 2012 – resultado de uma parceria entre a Rádio Gaúcha AM/FM e o site fictício de notícias O Bairrista –, e os seus desdobramentos na internet. Através da Análise de Caso, com especial atenção à Análise de Conteúdo para examinar as publicações no Twitter, buscou-se a reflexão sobre os delizamentos de sentido que ocorrem nos discursos na internet. A pesquisa discute como a velocidade, que caracteriza o meio, fez circular diversos sentidos, no instante em que ele irrompe com a barreira do real.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; internet; acontecimento; Rádio Gaúcha; A Voz do Rio Grande.

---

100 mil fãs no Facebook: uma abordagem do jornalismo como tema cibercultural

Taís Seibt

RESUMO
Este artigo discute o uso jornalístico de mídias sociais como objeto da cibercultura, a partir da análise da repercussão dada pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, ao fato de ter atingido a marca de 100 mil curtidores em sua fanpage no Facebook. A abordagem parte de considerações propostas principalmente por Erick Felinto acerca da delimitação dos objetos da cibercultura no horizonte dos estudos de comunicação com vistas a uma problematização do atravessamento dos produtos e processos de produção jornalística pela formação cultural do ciberespaço.

PALAVRAS-CHAVE
Jornalismo; Cibercultura; Mídias sociais; Capital social.

---

(Texto: Felipe de Oliveira / Imagem: reprodução)


26 outubro 2012

Encontro de novembro discute pesquisas de mestrandos

Estudantes que começaram o curso em 2012 apresentarão o estágio de suas pesquisas, com arguição de doutorandos e professores do GPJor.


O compartilhamento de experiências e a colaboração estão na pauta do último encontro do ano no Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor), marcado para o dia 19 de novembro, às 13h30min. Os mestrandos que ingressaram em 2012 no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, na Linha de Pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas, falarão sobre o estágio atual de suas investigações. Em seguida, ouvirão a arguição dos colegas doutorandos e dos professores.

Para o professor Dr. Ronaldo Henn, embora esta não seja uma atividade regimental no curso de mestrado, trata-se de um momento importante para o andamento das pesquisas. “Os resultados nos últimos anos têm sido muito bons. Saem contribuições interessantíssimas para as bancas de qualificação”, argumenta. A ideia surgiu a partir das experiências bem-sucedidas dos Seminários de Tese do doutorado, que, aí sim, estão previstos no regimento do curso.

No encontro do mês de outubro, que ocorreu no dia 22, os professores coordenadores do GPJor falaram sobre suas pesquisas. A professora Dra. Christa Berger (na foto, durante sua exposição) está na fase inicial do projeto Da circulação de saberes: jornalismo e ciências sociais; Henn está na metade do projeto As transformações do acontecimento no webjornalismo; e a professora Dra. Beatriz Marocco conclui o projeto O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas.

SEMINÁRIO DE TESE – O encontro de novembro contará também com a reapresentação do trabalho preparado pela doutoranda Beatriz Sallet para o Seminário de Tese. Ela investiga processos de produção no fotojornalismo diante da ambiência constituída pela internet e pelas redes sociais. O título provisório da tese, orientada pelo professor Ronaldo Henn, é As transformações no fotojornalismo a partir das rotinas produtivas.

Dinâmica de trabalho

Cada um dos cinco mestrandos que ingressaram neste ano terá 10 minutos para falar sobre sua pesquisa. Em seguida, um doutorando e um dos três professores terá, cada um, 10 minutos para fazer as arguições. No final, mais 10 minutos serão dedicados ao debate com o grupo. Os doutorandos que farão arguições são: Antônia Costa; Carmen Abreu; Felipe de Oliveira; Karine Vieira; e Luís Fernando Assunção.

Os mestrandos devem produzir um texto com o relato do andamento de suas investigações, de até 12 páginas, com referências bibliográficas, e enviar aos professores até o meio-dia de 14 de novembro.

CONFRATERNIZAÇÃO - No final dos trabalhos, os membros do GPJor reúnem-se para uma confraternização de encerramento do ano, na própria Unisinos. Para confirmar presença é preciso mandar e-mail até o dia 14 de novembro para felipecomunica@gmail.com.

AS PESQUISAS DOS MESTRANDOS*

O enquadramento da notícia pela fotografia: a construção da imagem do cidadão comum nos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho
Mestranda: Carina Mersoni / Orientadora: Beatriz Marocco

Além da narrativa jornalística: Um estudo sobre as reportagens de Neide Duarte
Mestrando: Iuri Rodrigues / Orientadora: Beatriz Marocco

Paixão clubística no jornalismo esportivo gaúcho: mais um traço da identidade local
Mestrando: João Paulo Fontoura / Orientador: Ronaldo Henn

A credibilidade jornalística na web - O caso Amim Khader e o ambiente virtual
Mestrando: Pedro Barbosa / Orientadora: Christa Berger

Redação integrada: reconfigurações nas rotinas produtivas do jornal Zero Hora e construção de narrativas jornalísticas convergentes
Mestranda: Taís Seibt / Orientador: Ronaldo Henn

* Os títulos das dissertações ainda são provisórios.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Ronaldo Henn)

23 outubro 2012

Livro discute a entrevista na prática jornalística e na pesquisa acadêmica

Coletânea organizada por integrante do GPJor debate sobre os modos de pensar a entrevista e com a entrevista

A professora Beatriz Marocco, do GPJor, participará da mesa A academia na praça, durante a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. A palestra terá as também professoras Gínia Maria Gomes, da UFRGS, e Maria Eunice Moreira, da PUCRS, e mediação de Clô Barcellos.

A atividade, que se inicia às 18h, na Sala Oeste do Santander Cultural, será sucedida pelo lançamento de três obras publicadas pela Libretos, sob o selo Universidade. Dentre elas, Entrevista - Na prática e na pesquisa organizado pela professora Beatriz Marocco. A sessão de autógrafos acontece no térreo do Memorial do Rio Grande do Sul, às 20h.


O livro

O livro Entrevista - Na prática e na pesquisa (Libretros, 2012) é o segundo produzido no âmbito da pesquisa O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas, desenvolvida sob a coordenação da professora Beatriz Marocco e o financiamento do CNPq. O anterior, O jornalista e a prática: entrevistas (Editora Unisinos, 2012), reúne entrevistas com 14 jornalistas brasileiros e estrangeiros, enquanto este traz dez artigos de 12 pesquisadores.

As reflexões elaboradas versam sobre a função que pertence por antonomásia ao exercício dos jornalistas, a de entrevistador; também empregada como método de pesquisa por diversas áreas do conhecimento. Os textos da coletânea debatem sobre os modos de pensar a entrevista e com a entrevista.

Tais abordagens foram apresentadas em novembro de 2011 durante o 4º Seminário Aberto de Jornalismo, realizado em conjunto com o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor / Unisinos / CNPq). Conforme destaca a professora Beatriz Marocco, “o pequeno círculo de estudiosos que se formou aceitou compartilhar entre si experiências variadas e oferecer reflexões para suprir a falta de textos metodológicos importantes, que tem levado o jornalismo a diálogos com outras áreas que trabalham a entrevista”.

Leia Mais


Os autores


A entrevista no jornalismo e na antropologia: pesquisando jornalistas

- Isabel Travancas, professora adjunta da ECO/UFRJ; jornalista, mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional-UFRJ, doutora em Literatura Comparada pela UERJ; fez pós-doutorado no Programa de Pós Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional-UFRJ; é autora dos livros: O mundo dos jornalistas (Summus Editorial, 1993), O livro no jornal (Ateliê Editorial, 2001) e Juventude e televisão (FGV, 2007).

Conversando com jornalistas. A perspectiva do interacionismo simbólico
- Fábio Henrique Pereira, jornalista; professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília; doutor em Comunicação pela UnB; autor do livro Jornalistas-intelectuais no Brasil (Summus, 2011); editor do periódico internacional Sobre Jornalismo e subeditor do Observatório Mídia&Política; integra as redes pesquisa Reseau d'études sur le journalisme (REJ) e Grupo de Estudios sobre la profesión periodística.

A entrevista e seus artistas
- Carla Mühlhaus, jornalista, escritora e mestre em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, onde defendeu dissertação sobre a entrevista jornalística; Por trás da Entrevista (Record, 2007) é resultado dessa pesquisa orientada por Heloisa Buarque de Hollanda e finalista do prêmio Jabuti.

A entrevista: 1 fundamento, 2 perguntas, 3 condições
- Luiz Cláudio Cunha, autor de Operação Condor – O Sequestro dos Uruguaios: uma reportagem dos tempos da ditadura e Assim morreu Tancredo; foi chefe de redação, em Brasília, das revistas Veja, IstoÉ e Afinal, além dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora e Diário da Indústria e Comércio.

A entrevista e seus personagens
- Rafael Guimaraens, jornalista pela PUC-RS; foi repórter, editor e secretario de redação do Coojornal, da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. No jornal Diário do Sul, do grupo Gazeta Mercantil, atuou como editor de política. É autor de O Livrão e o Jornalzinho (infantil, 1997), Pôrto Alegre, Agôsto 61 (2001), Trem de Volta – Teatro de Equipe (com Mario de Almeida, 2003), Tragédia da Rua da Praia (2005), Teatro de Arena – Palco de Resistência (2007), Abaixo a repressão! (com Ivanir José Bortot, 2008) e A Enchente de 41 (2009).

A entrevista contada: estratégias, procedimentos e formatos
- Maria Jandyra Cavalcanti Cunha, doutora em Linguística pela Faculdade de Ciências Sociais da Lancaster University, Inglaterra, com estudos de pós-doutoramento em Linguística Aplicada (Unicamp) e em Comunicação (UnB). Foi professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília e da Faculdade de Humanidades da West Indies University, no Caribe inglês. Hoje é pesquisadora associada no Programa de Pós-graduação em Comunicação da UnB.

A entrevista, um traçado aberto
- Daisi I. Vogel, jornalista com doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição onde também atua como professora do Departamento de Jornalismo.

O questionário, a escuta das práticas e os comportamentos regulares no jornalismo
- Angela Zamin, jornalista com doutorado em Ciências da Comunicação pela Unisinos. Integra o Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos).

As narrativas de si e os modos de operar na construção das práticas jornalísticas por jornalistas
- Karine Moura Vieira, jornalista, mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Unisinos, bolsista CAPES, membro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos).

- Marcia Veiga, jornalista, mestre e doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS, bolsista CAPES, membro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo(GPJor /CNPq / Unisinos).

- Thaís Furtado, jornalista, doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS, professora dos cursos de Jornalismo e de Realização Audiovisual da Unisinos.

Entrevista como dispositivo de revelação do saber jornalístico
- Beatriz Marocco, jornalista, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos; é líder do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor /CNPq / Unisinos); coordenadora da pesquisa “O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas”; organizadora da coletânea.

(Texto: Angela Zamin / Imagem: Divulgação)

12 outubro 2012

Professores expõem estágio de suas pesquisas

Pauta do encontro de outubro prevê discussão sobre investigações empreendidas pelos professores coordenadores do GPJor.


A pauta do encontro de outubro do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) será dedicada à pesquisa dos professores coordenadores. Beatriz Marocco, Christa Berger e Ronaldo Henn falarão aos membros sobre o estágio atual das investigações que estão empreendendo atualmente. A reunião ocorre na próxima segunda-feira, dia 22, às 14h, nas salas de aula do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos.

No encontro do mês passado (foto), as doutorandas Beatriz Sallet e Karine Vieira passaram pelo Seminário de Tese. Ambas falaram sobre o andamento de suas pesquisas e projetaram as próximas etapas. Ouviram críticas e sugestões dos professores e dos colegas de grupo. Houve ainda uma confraternização em razão da passagem do aniversário dos três professores, que comemoram as datas em setembro.

PRÓXIMO ENCONTRO - A última reunião do ano prevê a discussão sobre o andamento das pesquisas dos mestrados que ingressaram na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas em 2012. Será no dia 19 de novembro, segunda-feira, às 14h. Não se trata de uma etapa regular do curso, mas é uma tradição do GPJor; uma oportunidade para que os estudantes colham sugestões à segunda metade de suas investigações.

As pesquisas

O controle discursivo que toma forma e circula nas práticas jornalísticas (2010 – 2013)

O presente projeto de pesquisa pretende fazer uma análise do exercício do jornalismo e de suas práticas. Para tanto, propõe como ponto de partida a realização de entrevistas (Morin, 2000) com jornalistas que iluminem os procedimentos de controle discursivo que internalizaram e que fazem funcionar ininterruptamente no continente de uma espécie de pedagogia do jornalismo. Procedimentos externos, internos e nem totalmente externos nem internos (Foucault, 1996, Dent, 2008) delimitam o dizível: o que é permitido e o que é proibido nas ações dos jornalistas para que possam operar em uma ordem do discurso jornalístico, identificada com o presente que nos cerca e sob a égide de um regime de verdade que faz o jornalismo ser como ele é. Os conceitos de Foucault sobre formação discursiva, práticas, verdade, controle discursivo, entre outros, associadas ao empírico permitem que se possa deslocar o lugar da verdade do discurso acadêmico sobre o jornalismo para o âmbito do saber em que se pode analisar com acuidade a racionalidade das práticas e da formação discursiva jornalística.

Da circulação de saberes: jornalismo e ciências sociais (2012 – 2016)

Adotando como marco teórico estudos sobre o conhecimento, sobre a vida cotidiana e sobre o acontecimento, este projeto tem por objetivo investigar os desdobramentos dos saberes produzidos pelo discurso jornalístico nas formulações de cientistas sociais sobre a vida na sociedade contemporânea. Utilizam-se estudos já concluídos sobre coberturas jornalísticas e examinam-se matérias publicadas em jornais buscando referências que deem a conhecer como o mundo é narrado pelos jornalistas. Em outra direção, procura-se identificar na bibliografia de cientistas sociais publicados no Brasil marcas de incorporação do discurso jornalístico em suas análises acerca da sociedade contemporânea. O movimento da passagem da atualidade para o presente, ou do jornalismo para as ciências sociais, inscreve-se no desejo de aprofundar a hipótese perseguida desde projeto anterior, de que o jornalismo, ao capturar o tempo do instante, capta o espírito do agora e, assim, contribui para o reconhecimento do presente.

As transformações do acontecimento no webjornalismo (2010 – 2013)

A pesquisa propõe-se a investigar configurações de acontecimentos no webjornalismo. Parte-se do pressuposto de que já exista uma especificidade de acontecimento que atende as lógicas da web, principalmente aqueles cuja produção e difusão se dão a partir de plataformas e ferramentas digitais e online. Será feito monitoramento de três portais noticiosos de expressão nacional (UOL, Terra, G1) com a observação e catalogação das matérias que ganham destaque nos espaços mais nobres. O material será classificado através de categorias cuja construção obedecerá a critérios estabelecidos pelo próprio levantamento. Com isso pretende-se mapear uma tipologia de acontecimentos na web; identificar os ingredientes que produzem agendamento; categorizar os elementos noticiosos e sua hierarquização; analisar a natureza das ocorrências de maior irradiação; e cotejar as configurações destes processos com as teorias do acontecimento jornalístico constituídas. Do conjunto de material observado serão escolhidos seis casos que merecerão análise em profundidade orientada por pressupostos semióticos. A união dos dois procedimentos tende a proporcionar um quadro horizontal e vertical que revele tanto a superfície do processo de construção do acontecimento quanto os estados interiores em que ele se articula. A pesquisa prevê publicação de livro com os resultados e mais seis artigos referentes a cada análise em profundidade proposta.

(Texto: Felipe de Oliveira / Foto: Juliana Campos Chaves)

11 outubro 2012

Membros do GPJor ganham Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo

Láurea da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo foi conquistada pelo doutor Frederico Tavares e pela mestranda Carina Mersoni.

Pesquisadores ligados ao Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (GPJor) conquistaram pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

O doutor Frederico Tavares e a mestranda Carina Mersoni foram os vencedores nas categorias doutorado e iniciação científica, respectivamente, da premiação oferecida pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Leia Mais

Tavares recebeu o reconhecimento pela tese Ser revista e viver bem: um estudo de jornalismo a partir de Vida Simples, defendida na linha de pesquisa Linguagem e Práticas Jornalísticas (LP2) do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos em 2011, sob a orientação da professora Christa Berger.

Carina, que ingressou no mestrado na mesma linha de pesquisa este ano e é orientada pela professora Beatriz Marocco, foi premiada pela monografia Fotojornalismo na imprensa tradicional e popular: as linguagens fotográficas dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, orientada na Unisinos pela professora Beatriz Sallet, que é atualmente doutoranda na LP2.

Na categoria mestrado a vencedora foi Juliana Fernandes Teixeira, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a categoria sênior ficou com a pesquisadora Graça Caldas. A entrega da láurea ocorre durante o 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, em novembro, em Curitiba.

(Texto: Felipe de Oliveira, com informações de SBPJor)

02 outubro 2012

Participação no Lusocom

Júlia Capovilla (foto), mestra pelo PPGCC/Unisinos e integrante do GPJOr, participou do X Congresso da Lusocom – Comunicação, Cultura e Desenvolvimento, realizado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, de 27 a 29 de setembro. 

Na ocasião, a mestra apresentou o artigo "Na borda extrema do visível: discursos sobre identidade nacional nas fotorreportagens de Pierre Verger em O Cruzeiro (1946-1951)", que traz os resultados da pesquisa de mestrado. O trabalho foi apresentado na sessão 2 do GT Comunicação e representações identitárias, que teve moderação de Ana Isabel Rodríguez, da Universidade de Santiago de Compostela.

Na borda extrema do visível: discursos sobre identidade nacional nas fotorreportagens de Pierre Verger em O Cruzeiro (1946-1951)

Resumo: Como as reportagens fotográficas das festas populares do nordeste do Brasil, realizadas por Pierre Verger para a revista O Cruzeiro (1946-1951), se relacionam com a construção da nação brasileira na “Era Vargas”? Para responder a esta pergunta-problema, Michel Foucault (1926-1984) nos aponta um caminho: por meio dos discursos. Pretende-se, neste trabalho, discutir quais foram as contribuições das fotorreportagens de Pierre Verger para a construção de uma identidade nacional entre os anos de 1946 a 1951. Publicadas em O Cruzeiro, essas fotos propõem um jogo de invisibilidade e visibilidade ao articular o discurso do Estado, da revista e do próprio fotógrafo (“autor”), formando uma rede, sem, contudo, explicitar tal operação ou limitá-la ao que está dentro do quadro imagético. Tampouco, se trata de aprisionar tais fotografias num discurso pedagógico proposto a partir do Estado Novo, pois, ao mesmo tempo, elas apontam um esforço de escapar da episteme da época.
.
(Texto: Júlia Capovilla / Foto: arquivo pessoal)